modo geral, não me apraz essa época de natal. há vários motivos envolvidos, vamos ver se consigo elencá-los todos:
olha, em curitiba já era um absurdo ver aqueles tiozinhos torrando no sol com roupa de papai noel e suor nas axilas. mas não era só isso, tínhamos que suportar decorações totalmente destoantes do clima; neve artificial de isopor e algodão; propagandas da coca com ursos polares; adolescentes ganhando um troco vestidos de gnomos em shoppings; castanhas, passas e outras comidas que nada tem a ver conosco etc. etc. etc.
e o pessoal faz isso, sem saber o ridículo que está passando para as gerações futuras - lembro até hoje quando, na oitava série, gargalhei sarcasticamente vendo um refinado carioca vestido com os pesados casacões que eram a última moda na europa. detalhe, ele passeava no calçadão de copacabana!!! (agora, imagine um senhor vestido de papai noel em pleno equador ludovicense! sem falar que deve ser uma dificuldade achar um papai noel de pela clara e bochechas rosadas aqui em são luís)
e as luzes de natal, nada supera as luzes de natal! aquela profusão de piscas pra lá e pra cá, dos mais variado matizes.
peraí, tem algo que supera sim, são as músicas de natal! tem algo mais irritante do que aqueles corais de criancinhas cantando jinglebelss e afins? tem, aqueles brinquedos eletrônicos que reproduzem tosca e desafinadamente essas mesmas músicas.
mas há mais. natal é tempo de presentes. não se iludam, fui uma criança normal como tantas. adorava ganhar presentes, na verdade, até meus 13, 14 anos, esse era o verdadeiro sentido do natal. melhor dizendo, até hoje esse é o grande barato do natal, adoro ganhar presentes, mesmo que sejam bobeirinhas. lembrancinhas de 1,99, desde que minimamente úteis, me agradam sobremaneira.
mas fugi do calçadão no centro essa semana. aquilo não é o inferno, mas se tu tiver que passar por um lugar desses carregando sacolas trambolhosas, com certeza belzebu diminui tua condenação. ah não, dei uma olhada naquele mar de gente (mar de ressaca, ressalte-se) e nem titubeeei: compras, só em janeiro (e na segunda semana, após todos trocarem aquela blusa ridícula que ganharam da tia)
tem mais, todo mundo já recebeu cartão de natal. alguns são mui agradáveis, escritos á mão e de velhos amigos. outros são de hipócritas tão desprezíveis que nem se forem manuscritos se salvam, mas geralmente esses contém alguma frase contra bem lugar comum, quando não um pedaço da bíblia (os evangelhos adoram esses e citam certas passagens como se fossem solução de quaisquer dúvidas).
mas claro que as mensagens de fim de ano ficam piores nesses tempos de orkutes e emails. quem já não recebeu um scrap com um pinheirinho todo formado de asteriscos? ou um daqueles texto requentados falsamente atribuído a luís fernando veríssimo ou ou jorge luis borges?
nesse quesito ao menos, acho que passei bem. pelo visto meus filtros funcionaram - e ter ralhado com amigos malas que acham que enviar um email com mensagem pronta é sinal de se importar com o outro também contribuiu. mas a grande verdade mesmo é que bloqueei mentalmente esse tipo de mensagem. assim que vejo um email com um título suspeito trato de deletá-lo sem mais delongas, antes que minha mente registre que o recebi. em suma, não são esse 'amigos virtuais' (o duplo sentido aqui é deveras apropriado) que amadureceram e pararam de mandar mensagens ridículas, é meu cérebro que automaticamente ignora esse tipo de gente.
por conta disso espero, sinceramente, que esse singelo texto não se inclua nessa espécie de texto. é apenas uma reflexão mal-humorada feita na época adequada. caso contrário, por que cargas d'água tu me leu até aqui?
***
por fim e, possivelmente, o mais irritante: esse pretenso clima de paz e harmonia. todo mundo fala em paz e tolerância, mas ninguém deixa de ser preconceituoso e raivoso só porque um homem morreu há mais de 2000 anos. a terra continua girando do mesmo jeito, e as palavras de hoje não viram reflexões de amanhã! tornam-se isso sim, a hipocrisia de ontem! (essa expressão bem que podia entrar num rap do bnegão, mas chega de divagações, é hora de encerrar a verborragia)
aaaah, o natal, tempo de se estressar com o alheio....
no fim, o melhor mesmo é passar o natal com a família, esses que não escolhemos aturar!
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
de novo na praça?
sim meus 06 leitores (estou deliberadamente roubando essa expressão do dom dêja, do subservente) , sei que sumi por muito tempo e que esse blógue aparenta descaso e abandono. que as ervas daninhas já ameaçam tomar o roseiral eas baratas do banheiro já são tantas que formaram uma entidade de classe.....
a verdade é que tenho meus motivos. a preguiça é só o mais evidente deles (como os mais sagazes já devem ter percebido), mas sem dúvida foi o orgulho o maior responsável pelo silêncio nesse blógue.
vejam bem, eu andei viajando pelo interior do maranhão, depois voltei e já entrei na correria de me preparar pras festividades de fim de ano em curitiba, já passei pela via crucis aeroportuária (e devo retomá-la dia 06) e já revi o clima cinzento do qual havia me esquecido)....
durante todo esse tempo eu tive muito material passível de postagem, mas resolvi segurá-lo pois havia um post que me incomodava. era o post sobre o catolicismo que se encontra logo abaixo. esse post me deu tantos problemas, o blogspot rejeitou-o tantas vezes, que cheguei até em pensar que deus tava interferindo e me impedindo de postar. uma hora era a foto da snata que não carregava, outra era o texto que se perdia em estranhahs formatações e até tive que enfrentar um travamento total do computador da minha irmã.
gostaria de dizer que agora voltaremos a nossas transmissões normais, mas isso não é verdade. se bem que em janeiro devo conseguir postar com maior regularidade, afinal, ganhei um notebook de presente de minha mãe e o espírito natalino me ensina que nessa época é perdoável tripudiar em cima dos outros.
a seguir, um post que já tinha virado email: o espírito de natal!!!
a verdade é que tenho meus motivos. a preguiça é só o mais evidente deles (como os mais sagazes já devem ter percebido), mas sem dúvida foi o orgulho o maior responsável pelo silêncio nesse blógue.
vejam bem, eu andei viajando pelo interior do maranhão, depois voltei e já entrei na correria de me preparar pras festividades de fim de ano em curitiba, já passei pela via crucis aeroportuária (e devo retomá-la dia 06) e já revi o clima cinzento do qual havia me esquecido)....
durante todo esse tempo eu tive muito material passível de postagem, mas resolvi segurá-lo pois havia um post que me incomodava. era o post sobre o catolicismo que se encontra logo abaixo. esse post me deu tantos problemas, o blogspot rejeitou-o tantas vezes, que cheguei até em pensar que deus tava interferindo e me impedindo de postar. uma hora era a foto da snata que não carregava, outra era o texto que se perdia em estranhahs formatações e até tive que enfrentar um travamento total do computador da minha irmã.
gostaria de dizer que agora voltaremos a nossas transmissões normais, mas isso não é verdade. se bem que em janeiro devo conseguir postar com maior regularidade, afinal, ganhei um notebook de presente de minha mãe e o espírito natalino me ensina que nessa época é perdoável tripudiar em cima dos outros.
a seguir, um post que já tinha virado email: o espírito de natal!!!
católico agnóstico romano

taí a imagem da santa luzia do paruá, objeto de um post antigo.
conseguem notar os pontos azuis braço direito? são os olhos numa bandeja. agora, me digam se isso não tem um quê de psicose?
aliás o catolicismo de um modo geral é muito parecido com outras religiões consideradas 'bárbaras'. basta dar uma olhadinha na bíblia que tu constata pedidos de proteção, afirmações de fidelidade e brados pedindo punição aos outros!! nesse ponto a bíblia não difere em nada dos casos constantes de incesto e bestialismo da mitologia grega, africana ou hindu.
ressalte-se que o catolicismo carrega uma culpa que os outros não tem. ele usualmente padece de dois males: ou culpa as imperfeições dos outros, ou culpa a sua imperfeição. não há alegria na bíblia, no máximo um gozo momentâneo, um momento de felicidade extrema que é o prenúncio do paraíso. nesse quesito eu prefiro a teologia africana, em que as agruras e benesses ocorrem aqui na terra mesmo, na vida cotidiana.
não é intenção desse blógue ficar discutindo teologia. eu sei que o catolicismo sofreu mudanças e que há inúmeras facetas em suas aplicações, muitas delas – como a teologia da libertação – até bem aplicáveis. só o que quero registrar aqui é uma impressão pessoal das vezes em que li a bíblia, e foi esta: a bíblia me causa mal-estar, e não é o mal-estar advindo de uma descoberta desagradável e necessária. é aquele mal-estar de ler palavras de ódio em todo canto, exortações de que deus dê punições aos outros e perdoe ao crente. sei lá, no fundo todas as religiões surgiram localmente e eram uma forma de criar identidade entre um grupo. e um bom instrumento de união era usar o outro como referencial negativo (eles são maus, eles são egoístas e mesquinhos e cruéis, nós somos justos). não é um mal exclusivo do catolicismo (não estou diferenciando catolicismo de cristianismo nesse texto, então nem venham criticar essa confusão de termos, uso-os como sinônimos e pronto).
mas, por mais que eu saiba que um texto deve ser lido levando em conta a época em que foi escrito, não dá pra entender o que há de tão magnânimo na bíblia. tudo o que eu quero é ter o direito de questionar esse livro, achar que ele tem bons e maus momentos da mesma forma que o último filme do almodóvar. claro, a liberdade existe, mas não dá pra dizer que posso sair por ai falando que A BÍBLIA NÃO É UM LIVRO SAGRADO (aliás, nenhum livro é), e tenho o direito de achar isso tanto quanto tenho o direito de me enojar com algumas passagens dos salmos:
'se tu senhor, observares as iniqüidades, senhor, quem subsistirá? mas contigo está o perdão, para que sejas temido' (salmo 130) – o perdão como forma de aterrorizar os outros, que prato cheio pra psicanalistas!!
'bem aventurado aquele que teme ao senhor e anda nos seus caminhos' (salmo 129) – eu sei que a bíblia era uma espécie de código da época, mas precisavam ser tão agressivos. e o que ocorre com quem se desviar?
'eles me cercaram com palavras odiosas, e pelejaram contra mim sem causa (...) quando for julgado, saia condenado; e a sua oração se lhe torne em pecado. sejam poucos os seus dias e outro tome seu ofício. sejam órfãos seus filhos, e viúva sua mulher. sejam vagabundos e pedintes seus filhos, e busquem pão fora de seus lugares desolados. não haja ninguém que se compadeça dele (...) esteja na memória do senhor a iniqüidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe...". (salmo 108) – agora entendi o amor cristão pregado pela tfp
não tou aqui culpando a bíblia pelos males do mundo, nem acho que ela seja tão diferente de outras religiões, bem como de certos nacionalismos. acho até que há uma parcela bestial ainda presente em nós, o problema é que não a extravasamos. resultado, sublimamos a bestialidade e a deixamos implícita em certas atitudes com aparência de normalidade.
o ponto nevrálgico de meu argumento é que esses salmos colhidos a esmo podem muito bem explicar a existência de defensores de pena de morte; criminilizadores de toxicômanos; perseguidores implacáveis de obscenidade; células terroristas; inexistência de diálogos entre etnias etc.
e chega porque já falei rasamente de assuntos polêmicos demais. se esse blógue fosse mais visitado eu sofreria uma enxurrada de comentários raivosos.
nessas horas, é ótimo ser anônimo
quarta-feira, 29 de novembro de 2006
fragmentos

às vezes quero ouvir música até meus ouvidos doerem, até que não haja maissons externos exceto aqueles que determino.fuga? não, apenas o desejo de moldar a realidade a meus desvarios.
***
não me incomodo em parecer epiléptico ao andar cantando na rua.viver é mesmo um grande espasmo entre dois supostos repousos.
***
minha poesia pode ter ficado mais prosaica e pragmática. mas ainda existe. eresiste em papéis rasgados, versos de extratos bancários e cantos de agenda. ésó uma questão de resgatá-las de sua semi-marginalidade.
***
eu admito, esse post só existe como pretexto pra eu colocar a foto acima. não sou um mero vaidoso não, sou é um exibicionista-introvertido-declarado!!!!
até mais
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
em brasília 19 horas...

...sem dormir!!!
tá bom, admito, a piada foi horrível. mesmo porque ficar 19 horas sem dormir não é nada pra quem já ficou 39 direto, participando de reuniões tensas e assembléias gerais. ah, os bons tempos de movimento estudantil...
por mais que provoque calafrios em minha mãe, foi essa época que revivi durante o "Seminário Nacional dos Novos Servidores do INCRA", semana passada na cidade-piloto. (notaram como tenho citado minha mãe neste espaço? freud ficaria radiante).
mas enfim, a 'semana de ambientação' - a despeito de inúmeras e válidas críticas - foi produtiva em vários aspectos. vou tentar elencar todos.
pelo lado das palestras pude ver que estamos bem servidos. não tenho muita consciência ainda da linha política de nosso presidente – rolf hackbart – mas pude ver que ele é bem articulado, tanto em contatos quanto em discurso. sabe falar e sabe ser contundente, o que me faz crer que não chegou lá sem méritos. além disso, não só ele é gaúcho como está cercado de gaúchos no gabinete (ô raça teimosa!), muitos dos quais conheci apenas à noite em mesas de botecos genuinamente copos-sujos.
mas por melhor que tenha sido a fala do presidente nada superou a palestra dos movimentos sociais. só os cabeças se apresentaram. destaque para dom tomás badoíno, da cpt, e joão pedro stédile, que dispensa apresentações.
já tinah ouvido o stédile falar antes, já havia lido entrevistas dele também. por isso não me surpreende a propriedade do discurso.
só que eu nunca havia visto ele palestrar pra um público tão heterogêneo, a maior parte das vezes o que havia era predominância da esquerda na platéia. dentre os novos servidores há uma divisão não muito clara entre direita e esquerda (como aliás, na sociedade como um todo). e foi muito bom ver o stédile responder sem nenhum pudor a um pelego que perguntou como este justificava a invasão pelo mst de sedes do incra, sendo que os pobres servidores encontram-se fortemente armados com mouses e grampeadores (houve na pergunta até essa vergonhosa tentativa de ironia). stédile não deixou por menos mas finalizou lembrando que foi uma ocupação que o mst fez à sede do incra, em 92 se não me engano - que garantiu a existência do instituto até hoje. ou seja, o pelego só trabalha hoje porque o mst é de luta!!!!
a nota negativapoderia ficar por conta da palestra do presidente da assinagro (associação dos engenheiros agrônomos da entidade), um pelego que durante a greve desse ano só fragmentou o movimento e que só fez ler um discurso vazio de boas-vindas (o cerimonial teria feito coisa mais digna). mas mesmo essa parte foi salva pelas intervenções dos engenheiros agrônomos, que fizeram picadinho do presidente na hora das perguntas.
quem ganha o troféu de inutilidade é um tal de waldez ludwig. na verdade esse cara foi uma tremenda bola fora da organização. foi uma daquelas palestras motivacionais, em que o figura ficava falando que 'o poder é dos jovens' , que 'o mundo está mudando' e outros conceitos rasos em que falas premissas eram disfarçadas com piadinhas. totalmente dispensável, e fiz questão de demonstrar isso saindo no meio do painel.
na parte de contatos também foi bem interessante. conversar com o pessoal de roraima é o melhor modo de ver que são luís não é tão ruim assim..em boa vista por exemplo não há mais transporte público depois das 20 horas. em compensação, brasília se ofereceu de forma tão amigável que até cogitei uma mudança para lá. além dos já citados botecos (tive 3 dias indo a bares diversos ouvindo de rock a samba tocado em mesa) não faltaram atrações.
mais uma nota relevante: consegui afinal ver nação zumbi no fim da semana!! sendo que a grande supresa ficou por conta de 'casa de farinha' , banda formada por 4 mulheres na voz - e que vozes - e percussão e 2 garotos dando o peso nos tambores. um som simples e direto, um batuque envolvente que me empolgou a dançar até músculos que desconhecia começarem a doer, até ciranda com desconhecidos eu dancei no pátio da unb. como se não bastasse, semana que vem, pelo que pude notar tocam na cidade bnegão, los hermanos, móveis coloniais de acaju além de inúmeras bandas da cena local. brasília ta bem servida de shows. eita inveja!!!!]
devo dizer que por conta do ritmo frenético quase não conheci o hotel, e isso não é exagero retórico. só dormi nele na primeira noite. nos outros dias saía direto do seminário pro boteco, de lá ia dormir na casa de um velho companheiro de movimento estudantil (agora também servidor do incra), e no dia seguinte lá estava eu, firme e forte no seminário de novo (não tão forte, dei umas cabeceadas é verdade, mas me agüentei bem 90% do tempo). e sem nheum remorso, já que em todas as noites a assessoria do gabinete do presidente saía pra beber conosco. no resumo da ópera, só voltei ao hotel mesmo foi pra retirar minha mala, a qual se revelou inútil (até houve um dia em que comprei uma camiseta de baixa qualidade do che guevara, só pra fingir que trocara de roupa).
enfim, brasília em lembrou que ainda posso cometer extravagâncias sem perder a compostura, que não sou tão velho quanto insisto em dizer e que não perdi a velha forma de aproveitar a vida quando ela se apresenta sorridente para mim.
sábado, 11 de novembro de 2006
pra onde vão as nuvens?
aqui em são luís, pra qualquer lugar...menos pra baixo.
vá lá, bem que me avisaram que é estação das secas. mas faz 3 meses que não vejo chuva!!!
o mais esquisiot é que estou morando numa ilha e todo dia há nuvens no céu. não é como se não houvesse umidade. há sim, e a umidade relativa é relativamente boa (infame).
eu até vejo nuvens todo dia no céu, algumas vezes até bem pesadas, daquelas prestes a desabar.
claro, são nuvens esparsas, nada como aquele céu plenamente nublado de gotham city.
mesmo assim, eu me incomodo. se essas nuvens surgiram alguma hora elas teriam de descer. e aqui é tudo plano, não há nenhuma serra do mar pra elas caírem escondidas.
um dia ainda descubro onde descansam as nuvens.
*******
ps: se bem que é verdade que na época das chuvas não há descanso. elas trabalham todo dia, batem ponto até. não há tarde sem nuvens suicidas a partir de fevereiro.
vá lá, bem que me avisaram que é estação das secas. mas faz 3 meses que não vejo chuva!!!
o mais esquisiot é que estou morando numa ilha e todo dia há nuvens no céu. não é como se não houvesse umidade. há sim, e a umidade relativa é relativamente boa (infame).
eu até vejo nuvens todo dia no céu, algumas vezes até bem pesadas, daquelas prestes a desabar.
claro, são nuvens esparsas, nada como aquele céu plenamente nublado de gotham city.
mesmo assim, eu me incomodo. se essas nuvens surgiram alguma hora elas teriam de descer. e aqui é tudo plano, não há nenhuma serra do mar pra elas caírem escondidas.
um dia ainda descubro onde descansam as nuvens.
*******
ps: se bem que é verdade que na época das chuvas não há descanso. elas trabalham todo dia, batem ponto até. não há tarde sem nuvens suicidas a partir de fevereiro.
minha história de futebol
meu amigos, relembro aqui uma história já contada ao vivo para algumas pessoas.
agora, os parcos leitores podem lê-la, se paciência tiverem.
na minha infância, nunca fui interessado em futebol. afora aquelas partidas da seleção brasileira e dos jogos da copa, nunca tive nenhum interesse. isso não tinha nada a ver com meu sempre péssimo desempenho em gramados e canchas. nucna foi do meu interesse e pronto, nem como observador, quando ia a jogos ficava com sono na arquibancada. exceção feita a algumas raras partidas de salão em que o time de campo mourão realmente tinha chances (já vi até jogo em que o goleiro foi expulso e só sobraram 3 jogadores, e mesmo assim vencemos...)
mas divago. o fato é que, por influência de um padrinho, comecei a torcer pelo palmeiras. mais porque ele era torcedor do que por interesse mesmo. e no interior do paraná praticamente todo mundo torce pra um dos quatro grandes de são paulo (do mesmo modo que no nordeste há grande quantidade de pessoas que torcem pra times cariocas). a meu favor tenho o fato de que comecei a torcer pelo palmeiras na época do jejum dos 17 anos sem título.
de toda sorte, nunca fui de acompanhar meu time, mesmo na época áurea dos títulos. quando fui morar em curitiba adquiri uma simpatia pelo coritiba, até pelo fato de ambos usarem as mesmas cores. mas sempre acreditei que as pessoas só podem ter um time mesmo do coração, sme essa de ser torcedor de um time em são paulo, outro no rio, outro em minas etc... e meu amigo sandro ripoll só reforçou essa teoria.
e assim fui seguindo, desinteressado de futebol por anos e anos. meus conhecimentos só serviam para que não me desintegrasse do 'grupo dos meninos', os quais invariavelmente conversavam sobre isso.
tudo mudou cerca de 2 anos atrás. e o culpado disso foi o coritiba. na época eu trabalhava nas livrarias curitiba. era domingo e era jogo final do estadual. tudo que o coxa devia fazer era empatar com o atlético paranaense e comemorar o título.
meu gerente era fanático pelo coxa e ficava toda hora olhando o resultado parcial na internet.
perdemos, e foi nesse momento que me descobri coxa branca. isso porque fiquei muito mais triste com essa derrota do que qualquer outra que o palmeiras sofrera, por mais humilhante que fosse. não havia jeito, eu era coxa branca mesmo e a consciência disso já surgia junto com uma raiva contra meu time. como eles ousaram me deixar triste logo de cara.
e eu ousei mais, ousei continuar torcendo por ele.
e assim foi no ano seguinte, durante o campeonato brasileiro, comigo acompanhando febrilmente as partidas, indo sempre que podia. e vendo afinal a equipe cair pra segunda divisão
e persisti torçofrendo.
e vi o time sair na semifinal do campeonato estadual seguinte para o time de...campo mourão! era mesmo muita ironia. e esse time de campo mourão nem teve a decência de tirar o título das mãos do paraná clube!!
e veio a segunda divisão e eu me mudei pro maranhão. notícias esparsas. nenhuma possibilidade de assisitir a um jogo televisionado, nem de ir a estádios, haja vista que os times do maranhão estão na terceirona, quando muito.
e é assim que fui acompanhando meu time, vendo ele começar o campeonato capengando, se acertar lá pela metade e se sagrar campeão do primeiro turno da segunda divião
a essa altura eu já bradava no trabalho: "classificação pra primeirona o escambau, não me contento com nada menos que o título".
e o futebol, que começou a me apaixonar a ponto de eu ler tudo que me chegava às mão, não deixa mais uma vez de me surpreender. meu time entrou no segundo turno na liderança e agora nem deve mais subir.
lá vou eu pra mais um ano contgra gama, santa cruz e portuguesa (não, acho que essa nem na segunda vai conseguir estar).
desde que eu comecei a torcer pro coritiba, ele perdeu 2 campeonatos estaduais, teve uma eleição pra presidência pra lá de questionável, caiu pra segunda divisão, me deu esperanças de uma subida gloriosa e agora se perde pro atlético mineiro e quase não tem mais chances de subir.
pelo jeito sou pé-frio. esse time decepciona mesmo, quando parece embalar, lá vai ele perder 4, 5 partidas seguidas (foi assim quando caímos pra série B) e as perspectivas de melhora inexistem.
então porque continuo torcendo por ele?
agora, os parcos leitores podem lê-la, se paciência tiverem.
na minha infância, nunca fui interessado em futebol. afora aquelas partidas da seleção brasileira e dos jogos da copa, nunca tive nenhum interesse. isso não tinha nada a ver com meu sempre péssimo desempenho em gramados e canchas. nucna foi do meu interesse e pronto, nem como observador, quando ia a jogos ficava com sono na arquibancada. exceção feita a algumas raras partidas de salão em que o time de campo mourão realmente tinha chances (já vi até jogo em que o goleiro foi expulso e só sobraram 3 jogadores, e mesmo assim vencemos...)
mas divago. o fato é que, por influência de um padrinho, comecei a torcer pelo palmeiras. mais porque ele era torcedor do que por interesse mesmo. e no interior do paraná praticamente todo mundo torce pra um dos quatro grandes de são paulo (do mesmo modo que no nordeste há grande quantidade de pessoas que torcem pra times cariocas). a meu favor tenho o fato de que comecei a torcer pelo palmeiras na época do jejum dos 17 anos sem título.
de toda sorte, nunca fui de acompanhar meu time, mesmo na época áurea dos títulos. quando fui morar em curitiba adquiri uma simpatia pelo coritiba, até pelo fato de ambos usarem as mesmas cores. mas sempre acreditei que as pessoas só podem ter um time mesmo do coração, sme essa de ser torcedor de um time em são paulo, outro no rio, outro em minas etc... e meu amigo sandro ripoll só reforçou essa teoria.
e assim fui seguindo, desinteressado de futebol por anos e anos. meus conhecimentos só serviam para que não me desintegrasse do 'grupo dos meninos', os quais invariavelmente conversavam sobre isso.
tudo mudou cerca de 2 anos atrás. e o culpado disso foi o coritiba. na época eu trabalhava nas livrarias curitiba. era domingo e era jogo final do estadual. tudo que o coxa devia fazer era empatar com o atlético paranaense e comemorar o título.
meu gerente era fanático pelo coxa e ficava toda hora olhando o resultado parcial na internet.
perdemos, e foi nesse momento que me descobri coxa branca. isso porque fiquei muito mais triste com essa derrota do que qualquer outra que o palmeiras sofrera, por mais humilhante que fosse. não havia jeito, eu era coxa branca mesmo e a consciência disso já surgia junto com uma raiva contra meu time. como eles ousaram me deixar triste logo de cara.
e eu ousei mais, ousei continuar torcendo por ele.
e assim foi no ano seguinte, durante o campeonato brasileiro, comigo acompanhando febrilmente as partidas, indo sempre que podia. e vendo afinal a equipe cair pra segunda divisão
e persisti torçofrendo.
e vi o time sair na semifinal do campeonato estadual seguinte para o time de...campo mourão! era mesmo muita ironia. e esse time de campo mourão nem teve a decência de tirar o título das mãos do paraná clube!!
e veio a segunda divisão e eu me mudei pro maranhão. notícias esparsas. nenhuma possibilidade de assisitir a um jogo televisionado, nem de ir a estádios, haja vista que os times do maranhão estão na terceirona, quando muito.
e é assim que fui acompanhando meu time, vendo ele começar o campeonato capengando, se acertar lá pela metade e se sagrar campeão do primeiro turno da segunda divião
a essa altura eu já bradava no trabalho: "classificação pra primeirona o escambau, não me contento com nada menos que o título".
e o futebol, que começou a me apaixonar a ponto de eu ler tudo que me chegava às mão, não deixa mais uma vez de me surpreender. meu time entrou no segundo turno na liderança e agora nem deve mais subir.
lá vou eu pra mais um ano contgra gama, santa cruz e portuguesa (não, acho que essa nem na segunda vai conseguir estar).
desde que eu comecei a torcer pro coritiba, ele perdeu 2 campeonatos estaduais, teve uma eleição pra presidência pra lá de questionável, caiu pra segunda divisão, me deu esperanças de uma subida gloriosa e agora se perde pro atlético mineiro e quase não tem mais chances de subir.
pelo jeito sou pé-frio. esse time decepciona mesmo, quando parece embalar, lá vai ele perder 4, 5 partidas seguidas (foi assim quando caímos pra série B) e as perspectivas de melhora inexistem.
então porque continuo torcendo por ele?
sábado, 4 de novembro de 2006
atendendo a pedidos.
conforme sugerido pelo césar - do 16 tonelada – cá estou falando mais um
pouco de minhas viagens pelo interior.
seu Talo-Seco, 76 anos, também conhecido por Manoel Goela (ou ainda, segundo
ele mesmo, por outros 86 apelidos) , pai de seu Café, me saiu com essa a
respeito do filho:
“Eu fui obrigado a criar o homem, já que a mãe largou ele se arrastando por
aí”.
havia tal simplicidade a inexistência de amargura na fala que não tive coragem
de perguntar se seu Café era adotado. seria macular o momento com
impertinências.
e criou muito bem. Café dá gosto! já ampliou a casa de tijolos à vista;
transformou a antiga casa de madeira em galpão; é presidente da associação de
moradores e segue firme e forte cuidando da família e sem reclamar do
trabalho.
pode-se dizer que seu Café é hoje o Prático, o mais diligente dos 3 porquinhos,
já passou pela taipa de barro, assim que pôde construiu uma casa de madeira e
agora já faz a reforma da casa levantada com o crédito do INCRA.
seu Café do dente de ouro. deu um balão no construtor que queria lhe passar a
perna. o empreiteiro chegou com a boca toda doce oferecendo agrados. Café não
se rogou, amansou o malandro, cozinhou-o em banho-maria, ouviu em silêncio o
que ele queria falar, não fez nem que sim nem que não...e fechou negócio com
outro!
a diligência de seu Café é daquelas raras, de fazer ter esperança na
humanidade ou, ao menos, na possibilidade de certas reformas darem certo nesse
brasil afora, eles só precisam encontrar os alvos certos. seu Café é um deles.
*****
analisando o post acima eu percebo como faz sentido minha teoria: não consigo
ser cínico, sou um esperançoso incorrigível, jogo em cada fragmento de
expectativa a salvação do mundo e de minha alma.]
pouco de minhas viagens pelo interior.
seu Talo-Seco, 76 anos, também conhecido por Manoel Goela (ou ainda, segundo
ele mesmo, por outros 86 apelidos) , pai de seu Café, me saiu com essa a
respeito do filho:
“Eu fui obrigado a criar o homem, já que a mãe largou ele se arrastando por
aí”.
havia tal simplicidade a inexistência de amargura na fala que não tive coragem
de perguntar se seu Café era adotado. seria macular o momento com
impertinências.
e criou muito bem. Café dá gosto! já ampliou a casa de tijolos à vista;
transformou a antiga casa de madeira em galpão; é presidente da associação de
moradores e segue firme e forte cuidando da família e sem reclamar do
trabalho.
pode-se dizer que seu Café é hoje o Prático, o mais diligente dos 3 porquinhos,
já passou pela taipa de barro, assim que pôde construiu uma casa de madeira e
agora já faz a reforma da casa levantada com o crédito do INCRA.
seu Café do dente de ouro. deu um balão no construtor que queria lhe passar a
perna. o empreiteiro chegou com a boca toda doce oferecendo agrados. Café não
se rogou, amansou o malandro, cozinhou-o em banho-maria, ouviu em silêncio o
que ele queria falar, não fez nem que sim nem que não...e fechou negócio com
outro!
a diligência de seu Café é daquelas raras, de fazer ter esperança na
humanidade ou, ao menos, na possibilidade de certas reformas darem certo nesse
brasil afora, eles só precisam encontrar os alvos certos. seu Café é um deles.
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analisando o post acima eu percebo como faz sentido minha teoria: não consigo
ser cínico, sou um esperançoso incorrigível, jogo em cada fragmento de
expectativa a salvação do mundo e de minha alma.]
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uma nota rápida: não houve o show do nação. a desculpa que deram foi a greve dos controladores aéreos. então tá!! parece que esse produtor já furou outras vezes, o cara é mestre emdivulgar shows que não ocorrem. agora tenho que reembolsar minha grana, mas pra isso vou ter de ir até a casa do figura. pelo que ouvi falar prevejo dores de cabeça pelo mês vindouro e uma visita ao juizado especial.... (no final de tudo não fui o primeiro fã do nação, fui é o primeiro dos patos!!!)
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
formalismo genérico
há uma contradição na questão do gênero aqui no maranhão. de início percebe-se facilmente a influência das mulheres no campo. quer pela presença maciça nas reuniões dos assentamentos, quer pelo fato de praticamentetodas as associações do interior utilizam a nomenclatura sindicato dos trabalhadores e trabalhadorAs rurais. as mulheres também, aparentemente, são mais preocupadas com a educação. hámais analfabetos entre os homens. e já vi mulheres treinando pra fazer bonito na hora de assinar o contrato de crédito.
contudo, se na forma elas já conquistaram seu espaço o mesmo não se pode dizer do conteúdo. o próprio fato de mulheres serem mais voltadas à educação já revela um machismo inerente, como se ir à escola fosse ‘coisa de mulher que vai virar professora’ enquanto os homens do campo deveriam dar mais atenção à roça.
as próprias mulheres continuam aferradas a costumes que traduzem sua desigualdade. de todas as vezes em que almocei na casa de assentados, em nenhum momento a mulher sentou à mesa conosco. sempre que perguntava, me diziam que já haviam almoçado, junto com os filhos. o mais provável é que seja verdade,raramente almoçamos cedo no trabalho de campo, por conta das inúmeras pendências a serem resolvidas. mesmo assim, os homens da casa sentam conosco. a única mulher a nos acompanhar é a servidora do INCRA (mas essa deve ser colocada em outro patamar pelos campesinos, afinal, é uma‘dôtora’). ademais, dfinda a refeição são as mulheres quem retiram a mesa,nunca vi um dos homens ajudar nesse serviço ‘de casa’.
e, ao que tudo indica, isso ainda vai se perpetuar por muito tempo. a maioria das mulheres parecem crer que a elas cabe o serviço da casa, mesmo quando são elas quem provêm o sustento da família com a produção. é o caso das quebradeiras de babaçú, que são as responsáveis por todas as etapas de extração e manuseio da semente. os homens limitam-se, quando o fazem, a replantar mudas de babaçú.
a médio prazo não vejo uma mudança significativa nos costumes do campo. todos os repetem e não vi ninguém que os questionasse. e isso vale até para os servidores - e servidoras - do incra.
enfim, não quero entrar em digressões a respeito de um tema que não domino. mas me parece peculiar essa ‘conquista’ das mulheres. elas certamente têm o reconhecimento semântico de que trabalham no campo. por outro lado ganharam deveres e e nenhum direito a mais em suas casas.
no âmbito do politicamente correto estamos perfeitos aqui no maranhão, mas o tratamento dado às mulheres pelos homens ainda é desigual. seria preferível utilizar o gênero masculino na nomenclatura das associações e equiparar as funções de ambos.
mas esse é o mundo em que gostaria de viver, o mundo em que vivo é muito mais cheio de absurdos e estupidez.
contudo, se na forma elas já conquistaram seu espaço o mesmo não se pode dizer do conteúdo. o próprio fato de mulheres serem mais voltadas à educação já revela um machismo inerente, como se ir à escola fosse ‘coisa de mulher que vai virar professora’ enquanto os homens do campo deveriam dar mais atenção à roça.
as próprias mulheres continuam aferradas a costumes que traduzem sua desigualdade. de todas as vezes em que almocei na casa de assentados, em nenhum momento a mulher sentou à mesa conosco. sempre que perguntava, me diziam que já haviam almoçado, junto com os filhos. o mais provável é que seja verdade,raramente almoçamos cedo no trabalho de campo, por conta das inúmeras pendências a serem resolvidas. mesmo assim, os homens da casa sentam conosco. a única mulher a nos acompanhar é a servidora do INCRA (mas essa deve ser colocada em outro patamar pelos campesinos, afinal, é uma‘dôtora’). ademais, dfinda a refeição são as mulheres quem retiram a mesa,nunca vi um dos homens ajudar nesse serviço ‘de casa’.
e, ao que tudo indica, isso ainda vai se perpetuar por muito tempo. a maioria das mulheres parecem crer que a elas cabe o serviço da casa, mesmo quando são elas quem provêm o sustento da família com a produção. é o caso das quebradeiras de babaçú, que são as responsáveis por todas as etapas de extração e manuseio da semente. os homens limitam-se, quando o fazem, a replantar mudas de babaçú.
a médio prazo não vejo uma mudança significativa nos costumes do campo. todos os repetem e não vi ninguém que os questionasse. e isso vale até para os servidores - e servidoras - do incra.
enfim, não quero entrar em digressões a respeito de um tema que não domino. mas me parece peculiar essa ‘conquista’ das mulheres. elas certamente têm o reconhecimento semântico de que trabalham no campo. por outro lado ganharam deveres e e nenhum direito a mais em suas casas.
no âmbito do politicamente correto estamos perfeitos aqui no maranhão, mas o tratamento dado às mulheres pelos homens ainda é desigual. seria preferível utilizar o gênero masculino na nomenclatura das associações e equiparar as funções de ambos.
mas esse é o mundo em que gostaria de viver, o mundo em que vivo é muito mais cheio de absurdos e estupidez.
fã nº1???

definitivamente não. eu gosto do nação zumbi e esse é, sem sombra de dúvida o show que mais aguardo desde que aportei nessas terras. mas daí a ser o maior fã deles há um abismo de diferença. existem pelo menos meia dúzia de bandas brasileiras que têm minha preferência, os conterrâneos domundo livre s/a estão entre eles.
não obstante, num lugar em que funcionária da loja que me vendeu o ingressopensa que nação toca reggae e que a assistente do oftalmologista sequer ouviu falar da banda (mas ela me confidenciou que vai no show do aviões do forrósexta que vem), até que é bem provável que eu seja o mais próximo de um fãn°01 no maranhão.
a verdade é que já passei da idade de ser fã alucinado de quem quer que seja – houve uma época em que pensava que, se gostasse de uma banda, tinha aobrigação de gostar de todas músicas da banda. enfim, besteira de adolescente.
agora, é inegável, como o canto direito da foto demonstra, que sou o ingresson°01. e isso me é mais do que suficiente.
******
um recado pra desdêmona: há diferença entre ler meu blógue e comentá-lo. e eu tenho uma consideração maior pelos segundos. se vocês aparecem aqui façoquestão de saber. é como meu aniversário, não sou o maior entusiasta ao comemorá-lo, mas adoro receber os presentes!!! (sim, eu sou um chato, mas vocês não sabiam, disso até agora?!)
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
utilidade pública
informo uma coisa ridícula que me aconteceu no trampo e que ainda via render comentárioas irados num futuro próximo:
aqui no incra acabaram de bloquear tudo de internet!!! nõ só os costumeiros orkuts, youtubes e messengers (com esse bloqueio até concordo). mas quase todo site que não tenha presente um '.org' ou '.gov' está bloqueado.
em resumo, não apenas não posso mais acessar esse blógue do trabalho (ainda que a maior parte do tempo eu apenas o fizesse fora do horário de expediente), como até mesmo meu email não está acessível.
ou seja, não estranhem minhas aparições bissextas nas próximas semanas (embora secretamente eu desconfie que essa política do setor de informática não vá perdurar...)
aqui no incra acabaram de bloquear tudo de internet!!! nõ só os costumeiros orkuts, youtubes e messengers (com esse bloqueio até concordo). mas quase todo site que não tenha presente um '.org' ou '.gov' está bloqueado.
em resumo, não apenas não posso mais acessar esse blógue do trabalho (ainda que a maior parte do tempo eu apenas o fizesse fora do horário de expediente), como até mesmo meu email não está acessível.
ou seja, não estranhem minhas aparições bissextas nas próximas semanas (embora secretamente eu desconfie que essa política do setor de informática não vá perdurar...)
só no maranhão?
não sei, mas saint-louis definitivamente é um lugar peculiar.
aqui o profissionalismo ainda engatinha e é vista como uma coisa esquisita, as pessoas não parecem saber para que ele serve.
longe de mim defender o discurso do empreendedorismo, muito pelo contrário. me incomoda aquela preocupação excessiva com a carreira que são paulo pujantemente exala!!! em são paulo, aliás, tudo são negócios, toda vez que passo no aeroporto pauista vejo dezenas de engravatados em seus laptops na sala de espera de vôos, ainda se estivessem brincando na internet vá lá, mas eles aproveitam pra digitar relatórios e adiantar o serviço (apenas para poder produzir mais, de modo sísifico), e os balcões e mesas de restaurante viram ambientes de reuniões até o momento do embarque.
no caso de são paulo aquela propaganda da empresa aérea TAF (acho que esse é o nome) em que um bando de gente se avoluma num banheiro de avião pra fazer uam reunião - com direito a serviço de bordo - passa da categoria de liceñça poética para quase absurda realidade.
só o que peço é um pouco de compromisso e seriedade. só quero que cumpram com a palavra empenhada, só isso - nem que seja pra deixar claro que eles não querem prestar serviços. já fiquei de molho um dia inteiro em casa esperando o chaveiro aparecer (e só fui liberado porque fui atrás de outro chaveiro e o trouxe de coleira até o apartamento) e fiquei um fim de semana inteiro com água precária enquanto o encanador não dava as caras (novamente, ele só surgiu quando fui á unha até a casa dele, a 200 metros do meu prédio!).
cada um desses casos renderia um post próprio, mas a gota d'água que que motivou meu comentário foi uma história menos raivosa e mais divertida:
para meu deleita, a rádio universitária anunciaum show do Nação Zumbi (finalmente um show de uma banda de fora que faço questão de ir ver) dia 03 de novembro próximo. a locutora usa aquela entonação típica de gente 'descolada' e, por conseguinte, enervante. nem por isso me deixo abalar e vou até a loja do shopping responsável pela venda antecipada (e com desconto) dos ingressos da festa 'manguetown'.
chegando lá eu percebo logo que saint-louis não é a 'town' do mangue (ainda que eles existam em quantidade respeitável por aqui) pois os ingressos não só nao estão à venda como os vendedores desconhecem o fato de que eles deveriam estar vendendo ingressos. isso mesmo, ninguém os avisou que eles venderiam, nem um gerente pra informar. seria pedir demais que alguém os avisasse que os ingressos estariam à venda a partir de determinado dia, de modo que nem me dignei a fazer esa pergunta.
mas eu continuo conversando numa boa com os vendedores que, afinal, não tem culpa de nada. explico que a rádio já está anunciando a pelo menos dois dias o tal do show do 'nação'. eles me ouvem estupefactos.
então eu ouço a pérola que me faz concordar com meu amigo itamar - em conversa providencial horas antes o baiano me afirma que os ludovicenses estão conhecendo aora o que nós já vivemos 10 anos atrás. em unão disse nada na hora mas secretamente pensei: "besteira, até parece que em tempos de informação desenfreada eles já não iam saber da boa música do nação". e a famigerada vendedora derruba meus argumentos com a seguinte frase:
_ Nação Zumbi?! O que eles tocam, reggae?
eu segurei minha veia sarcástica, me esforcei para não parecer esnobe, disse apenas um 'não, eles ticavam com chico science' e fui embora antes que ela me decepcionasse mais perguntando quem era esse chico....
******
ps: pô, minha mãe nem saber quem é nação zumbi vá lá, mas uma vendedora de shopping do centro da capital é demais pra minha parca tolerância
aqui o profissionalismo ainda engatinha e é vista como uma coisa esquisita, as pessoas não parecem saber para que ele serve.
longe de mim defender o discurso do empreendedorismo, muito pelo contrário. me incomoda aquela preocupação excessiva com a carreira que são paulo pujantemente exala!!! em são paulo, aliás, tudo são negócios, toda vez que passo no aeroporto pauista vejo dezenas de engravatados em seus laptops na sala de espera de vôos, ainda se estivessem brincando na internet vá lá, mas eles aproveitam pra digitar relatórios e adiantar o serviço (apenas para poder produzir mais, de modo sísifico), e os balcões e mesas de restaurante viram ambientes de reuniões até o momento do embarque.
no caso de são paulo aquela propaganda da empresa aérea TAF (acho que esse é o nome) em que um bando de gente se avoluma num banheiro de avião pra fazer uam reunião - com direito a serviço de bordo - passa da categoria de liceñça poética para quase absurda realidade.
só o que peço é um pouco de compromisso e seriedade. só quero que cumpram com a palavra empenhada, só isso - nem que seja pra deixar claro que eles não querem prestar serviços. já fiquei de molho um dia inteiro em casa esperando o chaveiro aparecer (e só fui liberado porque fui atrás de outro chaveiro e o trouxe de coleira até o apartamento) e fiquei um fim de semana inteiro com água precária enquanto o encanador não dava as caras (novamente, ele só surgiu quando fui á unha até a casa dele, a 200 metros do meu prédio!).
cada um desses casos renderia um post próprio, mas a gota d'água que que motivou meu comentário foi uma história menos raivosa e mais divertida:
para meu deleita, a rádio universitária anunciaum show do Nação Zumbi (finalmente um show de uma banda de fora que faço questão de ir ver) dia 03 de novembro próximo. a locutora usa aquela entonação típica de gente 'descolada' e, por conseguinte, enervante. nem por isso me deixo abalar e vou até a loja do shopping responsável pela venda antecipada (e com desconto) dos ingressos da festa 'manguetown'.
chegando lá eu percebo logo que saint-louis não é a 'town' do mangue (ainda que eles existam em quantidade respeitável por aqui) pois os ingressos não só nao estão à venda como os vendedores desconhecem o fato de que eles deveriam estar vendendo ingressos. isso mesmo, ninguém os avisou que eles venderiam, nem um gerente pra informar. seria pedir demais que alguém os avisasse que os ingressos estariam à venda a partir de determinado dia, de modo que nem me dignei a fazer esa pergunta.
mas eu continuo conversando numa boa com os vendedores que, afinal, não tem culpa de nada. explico que a rádio já está anunciando a pelo menos dois dias o tal do show do 'nação'. eles me ouvem estupefactos.
então eu ouço a pérola que me faz concordar com meu amigo itamar - em conversa providencial horas antes o baiano me afirma que os ludovicenses estão conhecendo aora o que nós já vivemos 10 anos atrás. em unão disse nada na hora mas secretamente pensei: "besteira, até parece que em tempos de informação desenfreada eles já não iam saber da boa música do nação". e a famigerada vendedora derruba meus argumentos com a seguinte frase:
_ Nação Zumbi?! O que eles tocam, reggae?
eu segurei minha veia sarcástica, me esforcei para não parecer esnobe, disse apenas um 'não, eles ticavam com chico science' e fui embora antes que ela me decepcionasse mais perguntando quem era esse chico....
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ps: pô, minha mãe nem saber quem é nação zumbi vá lá, mas uma vendedora de shopping do centro da capital é demais pra minha parca tolerância
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
não, não é o apocalipse....
....essa notícia é só a confirmação de minha teoria:
"CHIPS DO FUTURO
O refrigerador Frost Free Side by Side da LG possui a maior tela de cristal líquido nesse segmento
Por Felipe Marra Mendonça
É isso mesmo, uma geladeira com uma tevê de 15 polegadas embutida. Com conexões para DVD, cabo e rádio AM/FM, ela possibilita assistir a um vídeo de culinária na cozinha durante o preparo da refeição, por exemplo."
AS ORGANIZAÇÕES TABAJARA DOMINARAM O MERCADO!!!!
esse produto, junto com o bis laranja e a skol lemmon, não deixam mais dúvidas: eles estão em todos os setores e não vão parar antes de avacalhar com qualquer produto que você imaginar.
o que mais falta inventar, o aspirador de pó com mp3 player? (se já não o inventaram)
deixo-os por aqui, já que a estupidez humana, mais uma vez, me deixou estupefato.
sexta-feira, 20 de outubro de 2006
interior adentro
teclando direto de santa luzia do paruá, terra de quase exclusão digital!!!
foi uma dificuldade achar uma lan house por aqui. mas enfim, das outras vezes que passei por aqui eu nem estava procurando mesmo.
falar bem a verdade, eu também não estava à procura dessa vez. o caso é que fiquei com um baita tempo livre nessa minha viagem pelo incra interior adentro. já estava cansado de ficar na frente do hotel olhando o tempo passar, o que é comum de se fazer por essas bandas. quem veio me passar a informação da existência de uma lan house na cidade foi um mineiro que conheci também no hotel.
de modo que cá estou. e aproveito o ensejo pra falar da cidade.
santa luzia do paruá é uma típica cidade que floresceu à beira do caminho. a rua principal, não por coincidência, é a BR e, quer à direita quer à esquerda, a zona urbana não se estende por muito mais do que umas quatro ou cinco quadras. depois temos a imensa regiao rural. e olha que santa luzia é uma das maiores cidades da região (com seus cerca 20.000 habitantes).
santa luzia já no nome mescla duas características bem presentes no interior do maranhão. por um lado temos a influência católica ainda bem forte (assim também temos santa inês, santa luzia do tide etc). bem verdade que muito espaço foi perdido para os neo-evangelistas (tanto que fui num assentamento em que a vila nem tinha iniciado construção, mesmo assim a 'assembléia de deus' onde realizamos a reunião já estava pronta - só assim para eu falar do púlpito). por outro lado temos o lado indígena que, mesmo quando renegado, se manifesta nos traços e personalidade da população (vide o próprio nome do vale, paruá, assim como as cidades de cujupe, maracassumê, turi-açú...).
agora, o que é gritante aqui na cidade é a estátua da santa. fica bem no meio da praça, de frente pra BR, e é impossível não vê-la ao passar pela cidade (é mais fácil tu não ver a cidade), tem mais ou menos o tamanho do king-kong, uns 4 andares e é notável a uns 5 km de distância.
sei lá o que fez essa santa, nem porque escolheram a ela como padroeira. mas ela fica bem em frente ao hotel em que estou hospeddo e não tenho como não prestar atenção no rosto da santa. ela tem aquele olhar sonso que o senso comum usa confundir com inocência (pra mim não passa de um olhar besta mesmo, um olhar passivo daqueles de quem deixa a vida seguir sem se incomodar em atuar no mundo). numa das mão segura um indefectível ramo de oliveira (mais um sinal de pureza, argh!). mas o toque macabro fica numa bandeja na outra mão. veja bem, por aguma rzão que desconheço (e essa ignorância vai perdurar pois não me digno nem a procurar no google) essa sana é a protetora dos olhos e, dizem, curandeira de cehos e outras deficiências visuais. por isso, alguém inventou de esculpir dois olhos numa bandeja, seguras pela santa. e, como se não bastasse, pintaram os olhos com íris azuis.
sinceramente, na minha opinião, a santa é uma psicopata que adora servir os olhos de suas vítimas aos fiéis, devidamente temperado com azeite de oliva (é isso que o ramo deve significar).
só me surpreende que mais ninguém tenha pensado isso ao ver a santa, a conclusão é por demais evidente!!! tivesse eu uma câmera digital mostraria umas fotos e desafiaria qualquer um dos leitores a pensar diferente (mas nao vale mentir, eu saberia se vocês estivessem mentindo!!!).
murilo, teorias esdrúxulas trazidas com exclusividade de qualquer canto do país!
foi uma dificuldade achar uma lan house por aqui. mas enfim, das outras vezes que passei por aqui eu nem estava procurando mesmo.
falar bem a verdade, eu também não estava à procura dessa vez. o caso é que fiquei com um baita tempo livre nessa minha viagem pelo incra interior adentro. já estava cansado de ficar na frente do hotel olhando o tempo passar, o que é comum de se fazer por essas bandas. quem veio me passar a informação da existência de uma lan house na cidade foi um mineiro que conheci também no hotel.
de modo que cá estou. e aproveito o ensejo pra falar da cidade.
santa luzia do paruá é uma típica cidade que floresceu à beira do caminho. a rua principal, não por coincidência, é a BR e, quer à direita quer à esquerda, a zona urbana não se estende por muito mais do que umas quatro ou cinco quadras. depois temos a imensa regiao rural. e olha que santa luzia é uma das maiores cidades da região (com seus cerca 20.000 habitantes).
santa luzia já no nome mescla duas características bem presentes no interior do maranhão. por um lado temos a influência católica ainda bem forte (assim também temos santa inês, santa luzia do tide etc). bem verdade que muito espaço foi perdido para os neo-evangelistas (tanto que fui num assentamento em que a vila nem tinha iniciado construção, mesmo assim a 'assembléia de deus' onde realizamos a reunião já estava pronta - só assim para eu falar do púlpito). por outro lado temos o lado indígena que, mesmo quando renegado, se manifesta nos traços e personalidade da população (vide o próprio nome do vale, paruá, assim como as cidades de cujupe, maracassumê, turi-açú...).
agora, o que é gritante aqui na cidade é a estátua da santa. fica bem no meio da praça, de frente pra BR, e é impossível não vê-la ao passar pela cidade (é mais fácil tu não ver a cidade), tem mais ou menos o tamanho do king-kong, uns 4 andares e é notável a uns 5 km de distância.
sei lá o que fez essa santa, nem porque escolheram a ela como padroeira. mas ela fica bem em frente ao hotel em que estou hospeddo e não tenho como não prestar atenção no rosto da santa. ela tem aquele olhar sonso que o senso comum usa confundir com inocência (pra mim não passa de um olhar besta mesmo, um olhar passivo daqueles de quem deixa a vida seguir sem se incomodar em atuar no mundo). numa das mão segura um indefectível ramo de oliveira (mais um sinal de pureza, argh!). mas o toque macabro fica numa bandeja na outra mão. veja bem, por aguma rzão que desconheço (e essa ignorância vai perdurar pois não me digno nem a procurar no google) essa sana é a protetora dos olhos e, dizem, curandeira de cehos e outras deficiências visuais. por isso, alguém inventou de esculpir dois olhos numa bandeja, seguras pela santa. e, como se não bastasse, pintaram os olhos com íris azuis.
sinceramente, na minha opinião, a santa é uma psicopata que adora servir os olhos de suas vítimas aos fiéis, devidamente temperado com azeite de oliva (é isso que o ramo deve significar).
só me surpreende que mais ninguém tenha pensado isso ao ver a santa, a conclusão é por demais evidente!!! tivesse eu uma câmera digital mostraria umas fotos e desafiaria qualquer um dos leitores a pensar diferente (mas nao vale mentir, eu saberia se vocês estivessem mentindo!!!).
murilo, teorias esdrúxulas trazidas com exclusividade de qualquer canto do país!
sexta-feira, 6 de outubro de 2006
acontecimento
pessoal,
eu sei que o "assistente pra gravação do windows media player" (que nome mais 'produtos tabajara' não?) é uma coisa absurdamente idiota de simples.
mas o fato é que em termos de internet eu sou o homer simpson.
então, é com orgulho que anuncio que hoje gravei meu primeiro cd num computador.
e isso se torna um evento ainda mais importante na medida em que tenho uma teoria sobre 'a capacidade de cada geração lidar com tecnologia'
(tenho milhares de teorias, aliás, tenho teorias pra quase tudo que cerca minha vida)
enfim, de acordo com a minha teoria, cada geração desenvolve uma capacidade maior para lidar com a tecnologia do que a geração anterior. é assim que explico, por exemplo, como moleques de 13 anos dão um banho em mim nesse quesito (mas tudo bem, eles ainda vão passar pela adolscência e milhares de desilusões amorosas, pobres tolos, bwahahahahhaha - risada maléfica patenteada). de todo modo, cada geração tem um limite, à medida em que chegam novas tecnologias mais defasadas as gerações mais antigas vão ficando. o limite pessoal é influenciado pela genética. como minha mãe pertence à geração pré-vídeo-cassete, não sabendo nem ao menos mexer nesse aparelho e tampouco tendo bagagem semiótica para encarar uma página internáutica, vocês podem inferir a dimensão de meus limites!
posso dizer que sou da geração pós-computador e primoórdios-da-internet (anterior à pré-orkut), de modo que gravar cd's para mim era coisa de laboratório e de gravadora, com inúmeros aparelhos cheios de botões e outros itens meio espaciais. é uma surpresa pra mim meter um disco numa torre de computador e, 10 minutos depois, colocá-lo no cd player. sabia que era possível, já vi amigos japoneses fazerem, mas nunca tinha experimentado. isso porque sou, no máximo, um usufrutuário da tecnologia - sei manusear um cd player, um mp3 playe, ver emails e mexer no dvd - mas nunca me considerei apto para os aspectos mais estruturais da tecnologia. esse lance de instalar programas, transformar arquivos de um modelo em outro ou mesmo mexer em programas geradores de imagens não era comigo.
daí a necessidade desse post.
saibam, ó tolos mortais, que no dia 06 de outubro de 2006 murilo marostega zibetti, sem ajuda ou influências externas, superou sua inaptidão tecnológica e gravou seu primeiro cd!! o vulgo não renunciou, porém, às suas raízes, o que se demonstra pelo conteúdo do disco compacto: 'surfer rosa' do irrefreável pixies!!!
até mais nerdys baões de computador e excluídos tecnológicos!
eu sei que o "assistente pra gravação do windows media player" (que nome mais 'produtos tabajara' não?) é uma coisa absurdamente idiota de simples.
mas o fato é que em termos de internet eu sou o homer simpson.
então, é com orgulho que anuncio que hoje gravei meu primeiro cd num computador.
e isso se torna um evento ainda mais importante na medida em que tenho uma teoria sobre 'a capacidade de cada geração lidar com tecnologia'
(tenho milhares de teorias, aliás, tenho teorias pra quase tudo que cerca minha vida)
enfim, de acordo com a minha teoria, cada geração desenvolve uma capacidade maior para lidar com a tecnologia do que a geração anterior. é assim que explico, por exemplo, como moleques de 13 anos dão um banho em mim nesse quesito (mas tudo bem, eles ainda vão passar pela adolscência e milhares de desilusões amorosas, pobres tolos, bwahahahahhaha - risada maléfica patenteada). de todo modo, cada geração tem um limite, à medida em que chegam novas tecnologias mais defasadas as gerações mais antigas vão ficando. o limite pessoal é influenciado pela genética. como minha mãe pertence à geração pré-vídeo-cassete, não sabendo nem ao menos mexer nesse aparelho e tampouco tendo bagagem semiótica para encarar uma página internáutica, vocês podem inferir a dimensão de meus limites!
posso dizer que sou da geração pós-computador e primoórdios-da-internet (anterior à pré-orkut), de modo que gravar cd's para mim era coisa de laboratório e de gravadora, com inúmeros aparelhos cheios de botões e outros itens meio espaciais. é uma surpresa pra mim meter um disco numa torre de computador e, 10 minutos depois, colocá-lo no cd player. sabia que era possível, já vi amigos japoneses fazerem, mas nunca tinha experimentado. isso porque sou, no máximo, um usufrutuário da tecnologia - sei manusear um cd player, um mp3 playe, ver emails e mexer no dvd - mas nunca me considerei apto para os aspectos mais estruturais da tecnologia. esse lance de instalar programas, transformar arquivos de um modelo em outro ou mesmo mexer em programas geradores de imagens não era comigo.
daí a necessidade desse post.
saibam, ó tolos mortais, que no dia 06 de outubro de 2006 murilo marostega zibetti, sem ajuda ou influências externas, superou sua inaptidão tecnológica e gravou seu primeiro cd!! o vulgo não renunciou, porém, às suas raízes, o que se demonstra pelo conteúdo do disco compacto: 'surfer rosa' do irrefreável pixies!!!
até mais nerdys baões de computador e excluídos tecnológicos!
na praça
voltemos então a falar das coisas daqui.
ontem a cidade foi sacudida por um mega-evento, anunciado pela rede globo local (a tv mirante, anagrama para tv mentira) e patrocinado pela 'responsável socialmente' vale do rio doce (como robert crumb, ainda vou demorar pra confiar em capitalistas gordos e suas grandes empresas), a apresentação da Osquestra Sinfônica Brasileira (OSB pra facilitar) numa das maiores praças da cidade, a Maria Aragão.
a bem da verdade, eu nem tava muito animado a ir ver. mas o acaso e um pouco de conformismo me levaram até a praça. e explico porquê:
- estava eu voltando de ônibus pra casa, começo de tarde, depois da natação e de um dia 'suado' de trabalho (creiam-me as aspas são necessárias). em determinado momento o trânsito parou. mas parou mesmo, naõ se andava nada (pra ser mais exato se andava a uma taxa de 20 metros a cada 5 minutos), culpa da apresentação, que obrigou todos os ônibus a refazerem o rote4iro para que não passassem próximos da orquestra (o que, verdade seja dita, realmente prejudicaria a execução dos clássicos). eu tava cansado, com fome e bravo porque meu mp3 player tinha queimado (e consequentemente não podia ouvir música no trajeto, mas hoje, afinal, já o consertei). ainda estava distante de casa (usn 5 quilômetros, eu creio).
como já tava de saco cheio, decidi que andar seria ao menos terapêutico.
e assim cheguei na tal praça maria aragão (lá tem um palco ao ar livre bem ao estilo nyemeyer, com uma daquelas estruturas em curva). como já estava por lá, e queri descansar da caminhada de cerca de 2 km, resoplvi por lá ficar.
tinha gente a sair pelo ladrão, mais de 10 mil pessoas seguramente. mas, como sozinho é mais fácil de se embrenhar, consegui chegar na grade e ter uma boa visão do espetáculo.
aqui há um ponto que me estressou profundamente. logo em frente ao palco haviam colocado algumas cadeiras pro 'pessoal vip' (odeio esse povo inominado qeu, sabe-se lá porquê, deve ficar melhor instalado que 'a 'geral'). pior ainda, apenas metade das cadeiras estavam ocupadas; e assim permaneceram durante o show inteiro. essas cadeiras elitizadas e cercadas por seguranças e grades são de causar asco. vejam bem, eu não fiquei apertado nem desconfortáve, mas porque diabos algumas pessoas tem direito a ficarem sentadas de frente pro palco enquantro o resto fica de pé ou sentado nas escadarias da igreja? a lógica seria 'chegou primerio, pegou o melhor lugar'. mas esse mundo tá todo errado mesmo e não adianta argumentar.
outra coisa irritante é a sacralização da arte. ou melhor, a fashionização. vejam bem, o espetáculo era numa praça, do lado de um rio que deságua no mar. lugar simples e público, portanto. ainda assim, as pessoas vestiram seu melhor traje e foram pra praça. porra, eu gosto de orquestra e volta e meia entro em êxtase ouvindo aquele tchaickoviski de sonoridade forte ao vivo, mas nem por isso eu precisei me emperequetar pra OUVIR uma peça. a sacralidade de uma obra de arte está no espectador, no que ele sente ao apreciar a obra, e não na vestimenta que o mesmo utiliza pra ir apreciar (isso é puro status). e tem mais, isso revela como a definição 'alta cultura' ainda cabe porque as pessoas aceitam essa mesma definição. e acham pois que só são dignas de estarem presentes num ambiente de 'alta' cultura se se arrumarem, assim não serõa tão desrespeitosos e serão aceitos pela 'elite entendida' (e sei que, com a minha brancura aparentemente européia, muitos já me achavam refinado, mas isso é vestir o estigma que o opressor quer colocar no oprimido). mas vem cá, me diz o que é mais desrespeitoso, eu aparecer de chinelos no teatro ou deixar o celular tocar no cinema? e os malditos celulares infestaram todos os lugares, as pessoas não se importam mais com o ambiente e muitos conversaram durante toda a apresentação.
de fato, creio que a 3 mulheres ao meu lado estavam lá mais mostrando que buscavam conhecer sinfonias e poder mostrar as fotos gravadas no celular pras amigas do que pra apreciar mesmo a orquestra. tanto que prestaram mais atenção ao operador do telão (o qual por sua vez passou a apresentação toda jogando paciência no computador, mas ele tem a desculpa de que não queria estar lá, estava apenas cumprindo sua função).
enfim, isso tudo são rabujices minhas, dado o enorme contingente populacional, até que os barulhos foram poucos, o povo foi bem respeitador e cochichou pouco durante as apresentações. o maestro foi ótimo, me lembrou a maestrina do meu coral - quando a gente ia se apresentar em comunidades - explicando como funcionava uma orquestra e como o público reagia appós aas apresentações em cada lugar. e o público ludovicense reagiu bem, participou batendo palmas ritmadas em certos momentos, a pedidos do maestro (é, se criar em bumbas-meu-boi faz diferença na formação rítmica d eum povo, duvido que os curitibanos tivessem essa desenvoltura).
em suma, toda a fome, cansaço e mal-humor sumiu quando o amestro iniciou a sessão e mais de 10 mil pessoas entoaram o hino nacional de cabo a rabo. nosso hino é piegas pacas, mesmo assim eu adoro ele!!!
e pro hoje chega que já falei demais! depois eu cito algumas curiosidades da apresentação.
ontem a cidade foi sacudida por um mega-evento, anunciado pela rede globo local (a tv mirante, anagrama para tv mentira) e patrocinado pela 'responsável socialmente' vale do rio doce (como robert crumb, ainda vou demorar pra confiar em capitalistas gordos e suas grandes empresas), a apresentação da Osquestra Sinfônica Brasileira (OSB pra facilitar) numa das maiores praças da cidade, a Maria Aragão.
a bem da verdade, eu nem tava muito animado a ir ver. mas o acaso e um pouco de conformismo me levaram até a praça. e explico porquê:
- estava eu voltando de ônibus pra casa, começo de tarde, depois da natação e de um dia 'suado' de trabalho (creiam-me as aspas são necessárias). em determinado momento o trânsito parou. mas parou mesmo, naõ se andava nada (pra ser mais exato se andava a uma taxa de 20 metros a cada 5 minutos), culpa da apresentação, que obrigou todos os ônibus a refazerem o rote4iro para que não passassem próximos da orquestra (o que, verdade seja dita, realmente prejudicaria a execução dos clássicos). eu tava cansado, com fome e bravo porque meu mp3 player tinha queimado (e consequentemente não podia ouvir música no trajeto, mas hoje, afinal, já o consertei). ainda estava distante de casa (usn 5 quilômetros, eu creio).
como já tava de saco cheio, decidi que andar seria ao menos terapêutico.
e assim cheguei na tal praça maria aragão (lá tem um palco ao ar livre bem ao estilo nyemeyer, com uma daquelas estruturas em curva). como já estava por lá, e queri descansar da caminhada de cerca de 2 km, resoplvi por lá ficar.
tinha gente a sair pelo ladrão, mais de 10 mil pessoas seguramente. mas, como sozinho é mais fácil de se embrenhar, consegui chegar na grade e ter uma boa visão do espetáculo.
aqui há um ponto que me estressou profundamente. logo em frente ao palco haviam colocado algumas cadeiras pro 'pessoal vip' (odeio esse povo inominado qeu, sabe-se lá porquê, deve ficar melhor instalado que 'a 'geral'). pior ainda, apenas metade das cadeiras estavam ocupadas; e assim permaneceram durante o show inteiro. essas cadeiras elitizadas e cercadas por seguranças e grades são de causar asco. vejam bem, eu não fiquei apertado nem desconfortáve, mas porque diabos algumas pessoas tem direito a ficarem sentadas de frente pro palco enquantro o resto fica de pé ou sentado nas escadarias da igreja? a lógica seria 'chegou primerio, pegou o melhor lugar'. mas esse mundo tá todo errado mesmo e não adianta argumentar.
outra coisa irritante é a sacralização da arte. ou melhor, a fashionização. vejam bem, o espetáculo era numa praça, do lado de um rio que deságua no mar. lugar simples e público, portanto. ainda assim, as pessoas vestiram seu melhor traje e foram pra praça. porra, eu gosto de orquestra e volta e meia entro em êxtase ouvindo aquele tchaickoviski de sonoridade forte ao vivo, mas nem por isso eu precisei me emperequetar pra OUVIR uma peça. a sacralidade de uma obra de arte está no espectador, no que ele sente ao apreciar a obra, e não na vestimenta que o mesmo utiliza pra ir apreciar (isso é puro status). e tem mais, isso revela como a definição 'alta cultura' ainda cabe porque as pessoas aceitam essa mesma definição. e acham pois que só são dignas de estarem presentes num ambiente de 'alta' cultura se se arrumarem, assim não serõa tão desrespeitosos e serão aceitos pela 'elite entendida' (e sei que, com a minha brancura aparentemente européia, muitos já me achavam refinado, mas isso é vestir o estigma que o opressor quer colocar no oprimido). mas vem cá, me diz o que é mais desrespeitoso, eu aparecer de chinelos no teatro ou deixar o celular tocar no cinema? e os malditos celulares infestaram todos os lugares, as pessoas não se importam mais com o ambiente e muitos conversaram durante toda a apresentação.
de fato, creio que a 3 mulheres ao meu lado estavam lá mais mostrando que buscavam conhecer sinfonias e poder mostrar as fotos gravadas no celular pras amigas do que pra apreciar mesmo a orquestra. tanto que prestaram mais atenção ao operador do telão (o qual por sua vez passou a apresentação toda jogando paciência no computador, mas ele tem a desculpa de que não queria estar lá, estava apenas cumprindo sua função).
enfim, isso tudo são rabujices minhas, dado o enorme contingente populacional, até que os barulhos foram poucos, o povo foi bem respeitador e cochichou pouco durante as apresentações. o maestro foi ótimo, me lembrou a maestrina do meu coral - quando a gente ia se apresentar em comunidades - explicando como funcionava uma orquestra e como o público reagia appós aas apresentações em cada lugar. e o público ludovicense reagiu bem, participou batendo palmas ritmadas em certos momentos, a pedidos do maestro (é, se criar em bumbas-meu-boi faz diferença na formação rítmica d eum povo, duvido que os curitibanos tivessem essa desenvoltura).
em suma, toda a fome, cansaço e mal-humor sumiu quando o amestro iniciou a sessão e mais de 10 mil pessoas entoaram o hino nacional de cabo a rabo. nosso hino é piegas pacas, mesmo assim eu adoro ele!!!
e pro hoje chega que já falei demais! depois eu cito algumas curiosidades da apresentação.
quinta-feira, 5 de outubro de 2006
da natureza do drama.
um bom drama tem que criar um vínculo de identidade com o leitor.
para tanto um recurso útil é o uso de questões universais e conceitos amplos e abstratos. assim o leitor/espectador preenche as lacunas com suas experiências/idéias pessoais.
ou seja, é muito mais fácil que sejamos cativados por um herói que luta contra a opressão de um povo (colocamo-nos na posição fantasiosa de libertador também, ou sentimo-nos justiçados enquanto oprimidos) do que por um herói economista que tem que lidar com o cálculo dos limites trigonométricos da expansão de lêmures na costa do marfim (tá, o exemplo é esdrúxulo, mas não consegui pensar em nada mais chato).
como a política já foi ao teatro (que o diga brecht) e depois ao cinema (que o diga walt disney) nada mais natural que o teatro fosse à política.
e assim se explica o uso de termos cada vez mais abstratos quando tratamos de depoimentos de políticos.
o que motivou o post de hoje foi a declaração de alckmin, tentando se desvincular do apoio oferecido por garotinho. ele veio com um papo ao estilo 'não vou renegar apoios, mas eles não implicam em compromissos' (ou algo parecido) e completou: 'tenho um só compromisso, com o povo brasileiro'. ah, por favor, pra cima de mim com essas frases de efeito de novela das 8? então ele posa ao lado do cara, sorri pras câmeras e agora não assume a paternidade do garotinho?! pra cima de mim não violão!!
não vou eximir lula do uso do drama. mesmo porque basta ver qualquer campanha eleitoral. até a HH sucumbiu à 'heleninha paz e amor'.
mas ao menos lula não é tão canastrão quanto alckmin.
legal é ver os medalhões tucanos explicando o apoio do garotinho. fhc, príncipe da divercionice, saiu-se com esta: "voto não se despreza. você não vê, por exemplo, o lula, desprezando o voto do collor". como se diz tradicionalmente em réplicas de debates: "o candidato não respondeu à pergunta". até porque, pela própria história pessoal, lula nunca subiria num palanque com o collor não é mesmo? seria mais que pacto com o diabo uma coisa dessas - pacto com o diabo é apoio do sarney - seria o supra-sumo do samaritanismo, o lula teria que ser divinamente magnânimo pra esquecer collor e o que ele representou pra sua trajetória política.
pois é, com tantas declarações, no mínimo, surreais, abundando, só tenho a acrescentar à guisa de conclusão: que falta stanislaw ponte preta nos faz.
e mais não digo porque ninguém mais me lê mesmo nesse blógue que já perverteu e ignorou sua função de comentar o maranhão!
para tanto um recurso útil é o uso de questões universais e conceitos amplos e abstratos. assim o leitor/espectador preenche as lacunas com suas experiências/idéias pessoais.
ou seja, é muito mais fácil que sejamos cativados por um herói que luta contra a opressão de um povo (colocamo-nos na posição fantasiosa de libertador também, ou sentimo-nos justiçados enquanto oprimidos) do que por um herói economista que tem que lidar com o cálculo dos limites trigonométricos da expansão de lêmures na costa do marfim (tá, o exemplo é esdrúxulo, mas não consegui pensar em nada mais chato).
como a política já foi ao teatro (que o diga brecht) e depois ao cinema (que o diga walt disney) nada mais natural que o teatro fosse à política.
e assim se explica o uso de termos cada vez mais abstratos quando tratamos de depoimentos de políticos.
o que motivou o post de hoje foi a declaração de alckmin, tentando se desvincular do apoio oferecido por garotinho. ele veio com um papo ao estilo 'não vou renegar apoios, mas eles não implicam em compromissos' (ou algo parecido) e completou: 'tenho um só compromisso, com o povo brasileiro'. ah, por favor, pra cima de mim com essas frases de efeito de novela das 8? então ele posa ao lado do cara, sorri pras câmeras e agora não assume a paternidade do garotinho?! pra cima de mim não violão!!
não vou eximir lula do uso do drama. mesmo porque basta ver qualquer campanha eleitoral. até a HH sucumbiu à 'heleninha paz e amor'.
mas ao menos lula não é tão canastrão quanto alckmin.
legal é ver os medalhões tucanos explicando o apoio do garotinho. fhc, príncipe da divercionice, saiu-se com esta: "voto não se despreza. você não vê, por exemplo, o lula, desprezando o voto do collor". como se diz tradicionalmente em réplicas de debates: "o candidato não respondeu à pergunta". até porque, pela própria história pessoal, lula nunca subiria num palanque com o collor não é mesmo? seria mais que pacto com o diabo uma coisa dessas - pacto com o diabo é apoio do sarney - seria o supra-sumo do samaritanismo, o lula teria que ser divinamente magnânimo pra esquecer collor e o que ele representou pra sua trajetória política.
pois é, com tantas declarações, no mínimo, surreais, abundando, só tenho a acrescentar à guisa de conclusão: que falta stanislaw ponte preta nos faz.
e mais não digo porque ninguém mais me lê mesmo nesse blógue que já perverteu e ignorou sua função de comentar o maranhão!
segunda-feira, 2 de outubro de 2006
Lula foi ajeitar a meia...
E vai dar segundo turno. Tanto melhor, não porque eu queira Alckmin, longe disso. Mas é porque acho que Lula tava sofrendo do ‘mal de parreira’. Os sintomas eram claros: excesso de confiança, petulância, teimosia, atuações que não convencem e alheamento da realidade.
Como bem disse um dos inúmeros comentaristas, com o qual concordo: o eleitor pode nem lembrar o que foi discutido no debate, mas queria que Lula ao menos comparecesse para prestar explicações (mesmo explicações tacanhas já serviriam, grande foi o erro de Dom Lula). Ey-ey-eymael estava certo: ‘a cadeira está vazia’. Hahahahhahahah.
Lula parou pra ajeitar a meia, tal qual Roberto Carlos. A sorte dele é que Alckmin não é nenhum Thierry-Henry e a cabeçada (ainda) não é fatal.
Agora é luta.
Em tempo>: é preciso deixar claro que voto em Lula no segundo turno. Concordo com o Plínio de Arruda Sampaio, que diz que ele é o menos pior dos candidatos. Votei no Cristovam no primeiro turno, em parte porque concordo com o programa dele e preciso votar ideologicamente pra ter a consciência tranqüila, em parte porque ele foi o único que resolveu falar4 do programa de governo (mesmo sendo monotemático, ao menos ele tem uma idéia pra governo, coisa que os outros não deixaram claro, aliás, os outros só propunham seguir com a maré), em parte também pra dar uma lição no Lula de que a situação não tá fácil como ele pensa....e em parte porque tenho uma fascinação pelos fracos, pelos pequenos, por aqueles que não tem chance.
*******
No fim quem já saiu vencedor do pleito foram pfl e psdb, que devem ter maioria no congresso. Ou seja, numa provável eleição de Lula ele tá lascado, tendo que governar apesar do legislativo. E vamos ver se a tão propalada reforma política vêm mesmo (eu tenho cá minhas dúvidas).
*******
Vi sobre um protesto bem humorado de pessoas que vestiram narizes de palhaço na hora do voto. Quer saber. Acho uma tremenda bobagem! Pra mim eleitor é mulher d emalandro, diz que não o respeitam. Mas também ele não se dá o mínimo respeito. O que dizer de pessoas que recolocam o Collor no jogo político? Que elegem um senador por uma estado que não é o do político (caso doSarney)? Onde está o voto consciente de são paulo ao eleger o nada santo paulo maluf? Às vezes eu sito vontade de desistir da humanidade...o que me salva são pequenas pílulas, como o repúdio ao acm na bahia. É pouco mas é o que basta para alimentar minhas esperanças de que a gente ainda tem jeito.
Mas ainda falta um grande caminho....
Como bem disse um dos inúmeros comentaristas, com o qual concordo: o eleitor pode nem lembrar o que foi discutido no debate, mas queria que Lula ao menos comparecesse para prestar explicações (mesmo explicações tacanhas já serviriam, grande foi o erro de Dom Lula). Ey-ey-eymael estava certo: ‘a cadeira está vazia’. Hahahahhahahah.
Lula parou pra ajeitar a meia, tal qual Roberto Carlos. A sorte dele é que Alckmin não é nenhum Thierry-Henry e a cabeçada (ainda) não é fatal.
Agora é luta.
Em tempo>: é preciso deixar claro que voto em Lula no segundo turno. Concordo com o Plínio de Arruda Sampaio, que diz que ele é o menos pior dos candidatos. Votei no Cristovam no primeiro turno, em parte porque concordo com o programa dele e preciso votar ideologicamente pra ter a consciência tranqüila, em parte porque ele foi o único que resolveu falar4 do programa de governo (mesmo sendo monotemático, ao menos ele tem uma idéia pra governo, coisa que os outros não deixaram claro, aliás, os outros só propunham seguir com a maré), em parte também pra dar uma lição no Lula de que a situação não tá fácil como ele pensa....e em parte porque tenho uma fascinação pelos fracos, pelos pequenos, por aqueles que não tem chance.
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No fim quem já saiu vencedor do pleito foram pfl e psdb, que devem ter maioria no congresso. Ou seja, numa provável eleição de Lula ele tá lascado, tendo que governar apesar do legislativo. E vamos ver se a tão propalada reforma política vêm mesmo (eu tenho cá minhas dúvidas).
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Vi sobre um protesto bem humorado de pessoas que vestiram narizes de palhaço na hora do voto. Quer saber. Acho uma tremenda bobagem! Pra mim eleitor é mulher d emalandro, diz que não o respeitam. Mas também ele não se dá o mínimo respeito. O que dizer de pessoas que recolocam o Collor no jogo político? Que elegem um senador por uma estado que não é o do político (caso doSarney)? Onde está o voto consciente de são paulo ao eleger o nada santo paulo maluf? Às vezes eu sito vontade de desistir da humanidade...o que me salva são pequenas pílulas, como o repúdio ao acm na bahia. É pouco mas é o que basta para alimentar minhas esperanças de que a gente ainda tem jeito.
Mas ainda falta um grande caminho....
quarta-feira, 27 de setembro de 2006
FEBEABATE
debate no maranhão parece mais conversa de comadre: todo mundo se elogiando e um candidato levantando a bola pro outro falar mal da 'moça' (a roseanna). culpa da própria, que inventou de não comparecer.
tal qual lula, ela sabe que tem muito mais a perder indo ao debate e decidiu deixar a oposição xingar ela de covarde (perto do que andam chamando ela, isso até é bem leve).
todos os candidatos anunciavam que iam pro segundo turno e que iam governar o maranhão, por mais inexpresivos que fossem seus índices nas pesquisas. o vidigal, do psb, até chegou a oferecer cargo na secretaria pro aderson, do psdb. este, pro sua vez, retribiui o convite, e o chamou pra compô r uma secretaria de seu futuro governo. desnecssário dizer que ambos não tem a menor chance (na verdade, já vai ser uma vitória se o jackson lago conseguir ir pro segundo turno).
o pstu é o mesmo de sempre e não perdôou ninguém. todos os outros candidatos são capitalistas inescrupulosos e 'só a luta muda a vida' tá na boca do povo, segundo a sensata opinião de marcos silva.
o prona, pra variar, tem candidato folclórico. metuido a poeta, canta seu jingle em forma de trova com voz empostada (e empastada) ao final do programa. mas nada supera seu figurino: terno indefectivelmente (eita palavra feia!) branco com gravata dum vermelho encarnado. a representação típica de seu zé pilintra, só faltou o chapéu de palha.
vidigal do psb aliás, consegue ter as falas mais demagogas. exemplo? "precisamos apenas de um dia pra mudar o maranhão. o dia da eleição".
resumo da ópera, ou melhor, resumo do circo: ninguém deve mudar o voto por conta desse festival de besteiras que assola o debate.
pena que não pude ver são paulo. esse sim deve ter sido um show com o serra vampírico, o quércia sendo um maluf mais refinado, o mercadante tentando conter o mau-humor e o magistral plínio de arruda sampaio (nunca o vi falar, mas escreve muito bem).
mesmo o tradicionalmente insosso paraná seria divertido. afinal, requiâo tem um quê de folclore em sua figura, e um muito de insensatez.
enfim, a assepsia do debate reflete bem a realidade da política: ninguém tá dando muito bola, bora ver o vídeo da ciccarelli de novo!!
*******
aproveito pra dar uma dica: esse blógue é pra quem tá a fim de acompanhar o suadouro que o patriarca dos sarney tá passando pra se eleger no amapá. a dona já teve até piada do sarney censurada pela justiça.
*******
ah, essa é a a segunda versão desse post. pra variar perdi a primeira na hora em que fui salvar. respirei fundo e recomecei um post beeem diferente do anterior.
é, eu não aprendo. mas insisto.
tal qual lula, ela sabe que tem muito mais a perder indo ao debate e decidiu deixar a oposição xingar ela de covarde (perto do que andam chamando ela, isso até é bem leve).
todos os candidatos anunciavam que iam pro segundo turno e que iam governar o maranhão, por mais inexpresivos que fossem seus índices nas pesquisas. o vidigal, do psb, até chegou a oferecer cargo na secretaria pro aderson, do psdb. este, pro sua vez, retribiui o convite, e o chamou pra compô r uma secretaria de seu futuro governo. desnecssário dizer que ambos não tem a menor chance (na verdade, já vai ser uma vitória se o jackson lago conseguir ir pro segundo turno).
o pstu é o mesmo de sempre e não perdôou ninguém. todos os outros candidatos são capitalistas inescrupulosos e 'só a luta muda a vida' tá na boca do povo, segundo a sensata opinião de marcos silva.
o prona, pra variar, tem candidato folclórico. metuido a poeta, canta seu jingle em forma de trova com voz empostada (e empastada) ao final do programa. mas nada supera seu figurino: terno indefectivelmente (eita palavra feia!) branco com gravata dum vermelho encarnado. a representação típica de seu zé pilintra, só faltou o chapéu de palha.
vidigal do psb aliás, consegue ter as falas mais demagogas. exemplo? "precisamos apenas de um dia pra mudar o maranhão. o dia da eleição".
resumo da ópera, ou melhor, resumo do circo: ninguém deve mudar o voto por conta desse festival de besteiras que assola o debate.
pena que não pude ver são paulo. esse sim deve ter sido um show com o serra vampírico, o quércia sendo um maluf mais refinado, o mercadante tentando conter o mau-humor e o magistral plínio de arruda sampaio (nunca o vi falar, mas escreve muito bem).
mesmo o tradicionalmente insosso paraná seria divertido. afinal, requiâo tem um quê de folclore em sua figura, e um muito de insensatez.
enfim, a assepsia do debate reflete bem a realidade da política: ninguém tá dando muito bola, bora ver o vídeo da ciccarelli de novo!!
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aproveito pra dar uma dica: esse blógue é pra quem tá a fim de acompanhar o suadouro que o patriarca dos sarney tá passando pra se eleger no amapá. a dona já teve até piada do sarney censurada pela justiça.
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ah, essa é a a segunda versão desse post. pra variar perdi a primeira na hora em que fui salvar. respirei fundo e recomecei um post beeem diferente do anterior.
é, eu não aprendo. mas insisto.
quarta-feira, 13 de setembro de 2006
minha irmã, a incógnita
minha irmã não é muito dada a metáforas e abstrações, não é afeita a gestos dramáticos e frases de impacto - isso é mais do meu feitio - por isso o abaixo escrito pode não agradá-la.
minha irmã, a certeira. não perde tempo com delírios nem com nuances. segue direto no ponto, sem se dar conta que provocou júbilo, dor ou fúria fazer o quê né?! ela não é de usar muitas máscaras, a verdade pra ela é algo que sai naturalmente, sem maiores delongas. aliás, ela veio a este mundo em busca de verdades absolutas e não pra ficar divagando quanto a natureza da verdade. e pode trocar de verdade, mas assume ferrenhamente cada nova verdade que adquire.
por isso que minha irmã é muito mais verdadeira com ela mesma, do que eu e minha mãe, auto-enganadores que somos. confundo-me com meu sonho. minha irmã não, ela pode sonhar e querer atingir o sonho mas jamais vai confundir uma possibilidade com um dado concreto.
minha irmã, a felina. quando à vontade se recolhe em concha e dorme sem ligar par o mundo que buzina ao redor - e que ninguém a incomode! - que exige carinho de forma sub-reptícia; que tem senso de discrição e de oportunidade; que é difícil de agradar apesar da superfície meiga; que espreita em silêncio seu objeto de desejo; que mostra que charme e elegância no andar não a impedem de atacar a jugular do oponente quando encurralada; que não se vende mas também não compra ninguém com falsas adulações....
minha irmã, a mana, a leyse potira marostega zibetti, a madrasta, a irmã mais velha que cuida de minhas transições e inseguranças, a jaguatirica que minha mãe tento criar em cativeiro. tou te dando os parabéns antes que leve uma bronca monstro!
minha irmã é tão forte, mas tão forte que se esconde atrás de uma casca de fragilidade.
minha irmã, apenas mais um paradoxo a andar por aí, ainda que esconda muito bem suas incoerências......
(eu definitivamente não me contento com um "parabéns maninha", é simples demais pro meu gosto).
minha irmã, a certeira. não perde tempo com delírios nem com nuances. segue direto no ponto, sem se dar conta que provocou júbilo, dor ou fúria fazer o quê né?! ela não é de usar muitas máscaras, a verdade pra ela é algo que sai naturalmente, sem maiores delongas. aliás, ela veio a este mundo em busca de verdades absolutas e não pra ficar divagando quanto a natureza da verdade. e pode trocar de verdade, mas assume ferrenhamente cada nova verdade que adquire.
por isso que minha irmã é muito mais verdadeira com ela mesma, do que eu e minha mãe, auto-enganadores que somos. confundo-me com meu sonho. minha irmã não, ela pode sonhar e querer atingir o sonho mas jamais vai confundir uma possibilidade com um dado concreto.
minha irmã, a felina. quando à vontade se recolhe em concha e dorme sem ligar par o mundo que buzina ao redor - e que ninguém a incomode! - que exige carinho de forma sub-reptícia; que tem senso de discrição e de oportunidade; que é difícil de agradar apesar da superfície meiga; que espreita em silêncio seu objeto de desejo; que mostra que charme e elegância no andar não a impedem de atacar a jugular do oponente quando encurralada; que não se vende mas também não compra ninguém com falsas adulações....
minha irmã, a mana, a leyse potira marostega zibetti, a madrasta, a irmã mais velha que cuida de minhas transições e inseguranças, a jaguatirica que minha mãe tento criar em cativeiro. tou te dando os parabéns antes que leve uma bronca monstro!
minha irmã é tão forte, mas tão forte que se esconde atrás de uma casca de fragilidade.
minha irmã, apenas mais um paradoxo a andar por aí, ainda que esconda muito bem suas incoerências......
(eu definitivamente não me contento com um "parabéns maninha", é simples demais pro meu gosto).
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
celular frugal
não pude me furtar com minha descoberta.
tava procurando sobre o celular da motorola que mencionei no post abaixo, tendo em vista descobrir o modelo do aparelho. lembro de tê-lo conhecido numa nota da carta capital intitulada 'celular frugal'.
pois bem, na esperança da nota ter sido publicada não só na revista, mas na internet também, digitei no google o título da nota.
a resposta? 'não foi encontrada nenhuma referencia para os caracteres pesquisados'.
tá, eu sei que não é a primeira vez que um termo no google não é encontrado. mas é difícil crr que em meio a tantos blógues, comunidades inúteis e sites de baboseiras bizarras ninguém tenha colocado a palavra 'celular' ao lado de 'frugal'. realmente é querer demais dos interneteiros viciados em internetês utilizem uma palavra tão elaborada quanto 'frugal'.
mas fica pior, ao digitar 'frugal' no google a maioria dos endereços são em inglês - pra quem não sabe 'frugal' tem a mesma grafia e significado similar na língua dos beatles, só a pronúncia é que muda um pouco - já estou na págian 10 d google e a palavra não apareceu sequer uma vez em português.
bom, pelo menos agora se alguém dgitar celular frugal vai encontrar uma página. esta. se bem que duvido que alguém capaz de utilizar o termo 'frugal' vá fazer uma pesquisa imbecil como essa no google (sim, eu fiz essa pesquisa, tirem suas conclusões).
suicídio de nuvem também é inutilidade pública!
tava procurando sobre o celular da motorola que mencionei no post abaixo, tendo em vista descobrir o modelo do aparelho. lembro de tê-lo conhecido numa nota da carta capital intitulada 'celular frugal'.
pois bem, na esperança da nota ter sido publicada não só na revista, mas na internet também, digitei no google o título da nota.
a resposta? 'não foi encontrada nenhuma referencia para os caracteres pesquisados'.
tá, eu sei que não é a primeira vez que um termo no google não é encontrado. mas é difícil crr que em meio a tantos blógues, comunidades inúteis e sites de baboseiras bizarras ninguém tenha colocado a palavra 'celular' ao lado de 'frugal'. realmente é querer demais dos interneteiros viciados em internetês utilizem uma palavra tão elaborada quanto 'frugal'.
mas fica pior, ao digitar 'frugal' no google a maioria dos endereços são em inglês - pra quem não sabe 'frugal' tem a mesma grafia e significado similar na língua dos beatles, só a pronúncia é que muda um pouco - já estou na págian 10 d google e a palavra não apareceu sequer uma vez em português.
bom, pelo menos agora se alguém dgitar celular frugal vai encontrar uma página. esta. se bem que duvido que alguém capaz de utilizar o termo 'frugal' vá fazer uma pesquisa imbecil como essa no google (sim, eu fiz essa pesquisa, tirem suas conclusões).
suicídio de nuvem também é inutilidade pública!
lá e de volta outra vez
fui e voltei no maranhão, passei por nova olinda do maranhão (não confundir com olinda nova do maranhão); santa luzia do paruá (não confundir com santa luzia do tide), governador nunes freire, santa helena, pinheiro, cujupe e santo amaro (esse último não foi trabalho e sim a passeio nos leçóis maranhenses mesmo, depois eu coloco algumas fotos)
*******
isso é morar sozinho: é estar comendo pão com ovo à meia-noite na cama; é pegar a colher do leite com nescau e usá-la pra comer o ovo que caiu do sanduíche.
mães e irmãs estão proibidas de se manifestar sobre esse assunto.
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sempre confundo o usso do 'esse' e do 'este'. na linguagem coloquial até que me viro bem ('esse granpeador perto de ti', 'este livro a meu lado'). meu problema está no uso mais oficioso dos termos. por exemplo, se num ofício digo 'que esta superintendência tome as devidas providências' me refiro ao órgão que elaborou o documento ou ao que o recebeu?
(diogo, tu, como fiscal da gramática desse e de outros blógues, tem a incumbência moral de se manifestar a respeito).
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isso é morar sozinho: é estar comendo pão com ovo à meia-noite na cama; é pegar a colher do leite com nescau e usá-la pra comer o ovo que caiu do sanduíche.
mães e irmãs estão proibidas de se manifestar sobre esse assunto.
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sempre confundo o usso do 'esse' e do 'este'. na linguagem coloquial até que me viro bem ('esse granpeador perto de ti', 'este livro a meu lado'). meu problema está no uso mais oficioso dos termos. por exemplo, se num ofício digo 'que esta superintendência tome as devidas providências' me refiro ao órgão que elaborou o documento ou ao que o recebeu?
(diogo, tu, como fiscal da gramática desse e de outros blógues, tem a incumbência moral de se manifestar a respeito).
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'toda vez que olho no espelho a minha cara,
eis que sou normal
e que isso é coisa rara".
(raulzito)
finalmente vida inteligente no mundo dos celulares! a motorola - detentora das propagandas mais 'descoladas' e, por isso mesmo, estúpidas - teve uma idéia fantástica. inventou um celular para 'países em desenvolvimento' (não sei porque, mas desde que tucanaram a expressão 'terceiro mundo' fiquei com um complexo de vira-lata ainda maior). o referido aparelho tema capacidade de fazer e receber chamadas, bem como enviar e recebe mensagens. o que mais? nada!!! essa é a beleza da idéia! não tem camera, flash, canivete, teclado, toques de forró, mp3 etc. num mundo dominado pela 'cultura da novidade', o retorno às origens é genialidade (alguém lembra dos caixas 24 horas que hoje não são mais 24 horas?).
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e a seção FEBEAPA continua a todo o vapor!!! nem aqui a gente se livra dessa raça, o candidato a deputado estadual alexandre pierrucine apela às raízes da minha família em seu programa eleitoral: "peço seu voto e de todos os gaúchos que como eu escolheram o maranhão para viver".
bah, ele é gaúcho e por isso merece meu voto. lógica irrefutável.
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por enquanto é isso, mais novidades no decorrer da semana.
sábado, 26 de agosto de 2006
do outro lado do fone de ouvido

ontem conheci uma rádio por dentro, a rádio universitária da cidade. tá, a programaçã poderia ser mais ousada e o tempo de propaganda poderia ser mais curto, não é uma lúmen fm mas dá pro gasto e é a melhor opção pra fugir de jovem pan, rádios evangélicas ou dial-forró.
a estrutura da rádio é excelente, mas conhecê-la foi como ver um truque elaborado pelo mister m (mas sem a locução insuportável do cid moreira). agora, toda vez que a escuto já visualizo a sala de locução. é como se parte da magia se perdesse. normalmente, na falta de um espaço pros nossos olhos, os ouvidos servem de referência pra mente montar os ambientes, era divertido imaginar as pessoas por trás das vozes do rádio. agora, pelo menos no que concerne à Rádio Universitária 106,9 FM, vai ficar mais difícil abstrair.
mas não impossível. já na volta pra casa da visita, passando pela ponte são francisco enquanto ouvia 'hurricane' do bob dylan esqueci o ambiente da rádio e tive vontade de gritar. o visual bacana das luzes sobre as águas, combinado com uma boa música me fez crescer a empolgação. não saí correndo gritando como gostaria, mas acho que falei alto pro vento algo como ' a vida é boa pra caralho' porque os poucos presentes no ônibus passaram a me olhar esquisito.
quer saber? dane-se! olhares de esguelha nunca me impediram antes.
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e já que esqueci de ligar pra minha mãe como todo filho comportado deveria fazer. já que ela teve que me ligar pra me lembrar do aniversário DELA, resolvi deixar a data registrada aqui no blógue assim nenhum dos outros leitores vai esquecer. e talvez ano que vem até me lembrem da data.
beijos dona LACI. tu não é imortal, mas age como se fosse, tu não é alta, mas anda como se fosse. tu nãoé mais jovem, mas deixa muita rapariga no chinelo.
e tu não é mãe de muita gente que gostaria de te ter como mãe. vai ter que se contentar sendo apenas a MINHA mãe, desse filho desnaturado que zarpou pro outro lado da linha do equador.
continue com os cabelos revoltos caindo nos olhos brilhante, continue com seu falatório estabanado e suas idiossincracias cativantes.
beijos de escusas do teu filho, murilo.
sexta-feira, 25 de agosto de 2006
FEBEAPA generalizado

é só atentar ao horário eleitoral para uma série de atentados nos atingir.
vá lá, fidelidade partidária é tão folclórico quanto isto aqui, e o PCC deve ser o único dos 'pês' a manter seus princípios.
mas aqui no maranhão a incoerência já ultrapassou o absurdo há milênios. senão vejamos:
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sabe quem é o maior crítico ao PFL por aqui? o PSDB!! claro que eles já foram 'amiguinhos', mas hoje estão 'de mal'.
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roseanna apóia abertamente a reeleição de lula, este por sua vez elogia o sarney num palanque. claro que eles já estiveram 'de mal', mas hoje são 'amiguinhos'.
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o PV tá coligado com o PFL, culpa de mais um sarney, dessa vez o filho, que se espraiou por esse partido. é gabeira, dorme com esse barulho.
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os sarneys aqui, aliás, proliferam em cada canto, qaulquer laço sanguíneo já é motivo pra usar o sobrenome. e olha que sarney era nome, foi o ex quem transformou-o em sobrenome
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no senado o cadidato Cafeteira apoía 'a moça', ' rosinha'. claro que eles já estiveram 'de mal' - quando disputaram o cargo de governador - mas hoje são 'amiguinhos'.
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por tudo isso, não é de se estranhar que tenha candidato a deputado do PT que apoiando a candidatura a governador do PSDB (esse pelommenso não o faz abertamente).
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"A vida te convida a votar em mim". (washington rio branco, candidato a deputado federal). que merda de vida hein?
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Antônio Carlos - candidato a dep. estadual - já foi campeão de natação e pede meu voto. com essa argumentação e essa lógica impecável é certo que votarei.
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"Agora é comigo, e com as pessoas de bem dese país".
Papai Noel é candidato? (o Eymael devia se candidatar à protagonista do 'Zorra Total', bordão à altura ele já tem).
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e o que é aquele biquinho do Cristovam Buarque, não é uma graça?! parece que ele 'não brinca mais' depois que o tio lula afastou ele do ministério.
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ah, e não dá pra engolir, com as devidas proporções, a versão cor-de-rosa-sangue do 'lulinha paz-e-amor". não sei porque essa heloísa sorridente não em convence.
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alguém aqui mandou um email pro TSE manifestando o repúdio à impugnação da candidatura do PCO?
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por hoje é só, até semana que vem com mais material de campanha!
quinta-feira, 24 de agosto de 2006
post em linhas tortas
eis o que me evoca a comédia eleitoral gratuita:
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Arre, estou farto de semideuses!
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
***
também estou farto de príncipes no panorama político!!!
onde está alguém com coragem de se anunciar sapo?!
Poema em linha reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza...
(Álvaro de Campos)
***
também estou farto de príncipes no panorama político!!!
onde está alguém com coragem de se anunciar sapo?!
quarta-feira, 23 de agosto de 2006
dentro d'água

Ele é mais jovem, mais rápido e mais forte que você.
E ainda ssim você insiste em se comparar a ele. Mais, você insiste em superá-lo.
Eu tentei, juro que tentei. Durei uma semana. Depois disso, foi inevitável, tive de olhar para a raia do lado.E aquele garoto que nem sabe fazer virada na borda da piscina está nadando mais do que eu! É natural, ele treina há mais tempo, tem mais ritmo e resitência. mas nenhum argumento, por mais convincente, me importa.
A natação me causa um estranho espírito de competição aliado a um senso de superação. Sei que há muito muito melhores do que eu. Mas não admito ser superado por um equivalente. E segui tentando acompanhar aquele garoto da raia ao lado que nem devia saber que disputava comigo (ou sabia? às vezes eu tinha a impressão de que ele também se sentia incomodado comigo). E assim vi ele se distanciar 25, 50, 75, 100 metros! Ao final do treinoele nadara 200 metros a mais. Mas eu obtive minhas pequenas vitórias; em condições iguais eu o superei em alguns tiros livres de 100 metros, isso porque eu não parava um segundo na borda.
Parece mais obsessivo do que é (é obsessivo mesmo assim) e quem em conhece deve estranhar o tom de disputa (logo eu, que não jogava 'War' porque detestava ter de atacar os outros). mas a natação faz isso comigo. Claero, eu coloco limites. Eleger alguém melhor do que eu para superar serve como incentivo, impede que eu faça corpo mole. E depois tem mais, se sou relapso em outrosramos da minha vida na natação sou rigoroso. E não mudo meus padrões, se digo que não vou parar antes de determinada metragem nem uma ameaça de caibrã me fará parar (embora uma caibrã de verdade - que ainda não correu - possa fazê-lo).
A natação é minha satisfação porque é onde cumpro promessas internas (tão desrespeitadas em outros aspectos da minha vida).
O outro lado da satisfação está em saber que estou fazendo o exercício de forma bem-feita e ter a percepção de melhora. É um dos poucos locais em que me sinto apto ao que estou fazendo.
Não é o que ocorre quando, por exemplo, jogo pinball. Adoro pinball e sou nervoso jogando. Fico tentando pegar toda a lógica - e toda a manha - da máquina. Mas, quanto mais jogo, mais afoito fico, quanto mais afoito, pior eu jogo. A prática, nesse caso, me faz piorar e me causa frustração (quanto mais treino pior jogo, como é que pode ?).
A natação é o oposto e é por isso que nã tenho receio em ir aumentando meu limites conforme vou praticando. a satisfaçãoo aqui é garantida, e sempre tem algo que vou melhorando.
O guri da raia ao lado que aguarde o próximo treino!
terça-feira, 22 de agosto de 2006
iludindo gotham city

o dia começara normal. sol ainda incipiente, nuvens poucas e um vento leve. o calor de começo da manhã ainda é tranquilo.
a tarde parecia enveredar pelo mesmo tom do verão.
mas virou. o céu nublou. as nuvens carregaram de cinza a paisagem.
de dentro da repartição pública, as luzes frias das lâmpadas fluorescentes era ainda mais mortiça sob o peso de nuvens estufadas. parecia anoitecer antes do tempo.
e a tensão crescia, e não chovia.
antes de arrefecer em forte chuva de um verão típico, um momento atípico e uma garoa brindou a tarde. o vento corria lá fora, apenas uma falsa ameaça.
do lado de dentro da repartição, parei ao lado do ar condicionado, fechei os olhos em direção à janela e criei a ilusão momentânea de curitiba ao meu redor.
saí do trabalho em são luís, onde o mormaço me entregava a realidade de volta e a melancolia não tem a mesma temperatura.
segunda-feira, 21 de agosto de 2006
451ºF

Bom, vamos refazer o texto do Bradbury. Sei que vai sair diferente (já está saindo) mas vou criar uma ilusão que me motiva a prosseguir: vou pensar no texto perdido como um esboço medíocre, o texto atual é um refinamento daquele, foi pensado durante todo um final de semana e tem como base a lembrança de um texto já escrito e que nunca mais lerei. É, portanto, um texto melhor. Claro que isso aumenta as expectativas do leitor e permite uma crítica mais feroz por parte dele. Melhor não pensar nisso se quiser continuar até o final.
Parte da ironia em ter o texto perdido é que o livro analisado também trata de obras perdidas. No futuro de "Fahrenheit 451" os livros foram banidos, e sempre que um é encontrado é queimado. Montag, o protagonista, consegue ler alguns capítulos de um livro - depreende-se ser a bíblia - antes que queimem o mesmo. E ao final encontra uma série de pessoas que não tem mais nome, são conhecidos pelas obras que gravaram na mente. Cada um guarda um conhecimento do passado perdido que deve ser repassado. a cultura serve aos homens, e é nos homens que ela sobrevive.
Mas estou me adiantando. Primeiro cabe mencionar que o impulso pra esse texto veio do blógue do Akira. Sempre me sinto meio burro nesse blógue, mas de uma forma positiva. Isso porque o Akira lê e aplica todos os filósofos e sociólogos que admiro e digo gostar (mas nunca consigo passar da pág. 30 da obra de nenhum deles). Refinado que é, Akira diz que também se sente burro em relação a meu blógue. Finjo acreditar, pra manter minha auto-estima. Agora, sendo um pouco contemporizador, diria que nossas mentes funcionam em focos diferentes. Ele tende à análise global e eu, à narrativa. Ele consegue acompanhar raciocínios científicos e se aprofundar nas metodologias, eu funciono através de exemplos e metáforas. Ele é certo em busca de um caminho que explique as coisas, eu me contento com sombras. O Akira seria voltado a entender o mundo e eu a buscar epifanias. Claro que isso é uma simplificação grotesca, pois ambos nos confundimos em nossos métodos.
Mas voltemos à Bradbury. Ou antes não voltemos, vamos um passo atrás. Dois estilos de literatura sempre me fascinaram: o romance policial e a ficção científica (carinhosamente chamada de FC). Do 1º estilo quem primeiro me agradou foi o Sherlock Holmes de Conan Doyle (a bem da verdade, o primeiro que me cativou mesmo foi Marcos Rey com seus romances de mistério na coleção vagalume, mas não nos atenhamos a preciosismos). De início achava Sherlock o máximo, simplesmente genial. Depois de um tempo comecei a considerá-lo um chato empedernido que coincidentemente detinha todos os conhecimentos iluministas (de certa forma ele é mesmo o apogeu dos limite da razão). Recentemente, refiz as pazes com Sir Conan Doyle ao reler alguns contos do grande detetive e perceber que ele errava - poucas vezes é verdade - em suas suposições. Sherlock é a lógica sábia, sabe que pode se enganar em seu caminho, mas os erros do raciocínio aparecem logo, os seres que raciocinam é que fazem questão de ignorá-los. Sherlock é um ideal porque admitia os erros ao invés de encobrir a visão como tantas vezes fazemos. Por estar tão perto da categoria mítica é que Sherlock Holmes atrai tanto. Não atrai apesar de soar inverossímel, a atração vem porque queremos que seja inverossímel, queremos ser, como nosso herói, tão inverossímel quanto. (mas sigamos adiante antes que isso enverede pelo 'caminho do herói' de joseph campbell).
O outro gênero, a FC, foi-me efetivamente apresentado num romance que se utilizava da narrativa policial: "Robôs do Amanhecer", de Isaac Asimov (e é nessa série que aparece o verdadeiro Elijah Baley, bem diferente do que foi apresentado no filme). Quem me emprestou o livro foi minha prima Ana Cláudia. Aliás, muito pior, quem me emprestou foi um namorado da minha prima à época. Temerário, pois eu poderia nunca tê-lo devolvido (devolvi, pelo correio, mas devolvi). O marco para mim, no entanto, foi o fato de ser um livro com quase 400 páginas! Até então a coleção vagalume - sempre ela - era meu ápice. 120 páginas e com algumas figuras no meio. Tenho certeza, por leituras posteriores, de que deixei de apreciar muitas teorias no livro na avidez de descobrir como o mistério se resolveria (ei, eu tinha 13 anos!!). Asimov aliás, foi mestre em mexer com o gênero policial e mesclá-la com FC, destaco duas obras 'Mistérios', uma coletânea de contos do autor, muitos carregados de ironia, e 'Fundação' que, além de conter valiosas lições de política e sociologia, ainda brinca com enigmas.
De todo modo, foi Asimov quem me fez buscar outros autores de FC. Confesso que quase não li sua contraparte - Arthur C.. Clarke - pois o achei demasiadamente científico e descritivo. Apreciei muito mais a ironia de L. Sprague deCamp (do qual não encontrei muito mis do que uns poucos contos na saudosa Biblioteca Pública do PR), mas foi Bradbury quem me cativou.
O 1º conto que li de Bradbury, do qual não me recordo o nome, estava numa coletânmea de FC mas não era nada científico. Ao revés, era extremamente poético. Esse estranhamento que me causou fez com que buscasse mais coisas dele.
E foi mais estranhamento que encontrei ao ler 'As Crônicas de Marte'. O elemento científico estava claramente presente, mas os princípios de ciência expressos num conto divergiam dos utilizados em outro. Ainda assim as 'crônicas' se entrelaçavam pela passagem do tempo. Confesso que não gostei do livro numa primeira leitura, faltava a explicação de muitos porquês (por que os marcianos tinham formas diferentes em cada conto? por que alguém construíria uma barraca de cachorro-quente em marte? por que os negros iriam debandar para o planeta vermelho?...). Mesmo sem saber porquê, terminei o livro. É que o humor, o lirismo e a esperança na redenção da humanidade de Bradbury me conquistaram. A FC era um instrumento para ele falar da condição humana, da luta do ser humano em entender e conviver com outro ser diferente dele (ainda que esse outro ser apenas seja, no fim das contas, um ser humano!).
Por isso segui lendo outros livros de Bradbury que não eram FC - 'O país de Outubro', 'Uma estranha família' - e gostando cada vez mais da narrativa e do uso dos rejeitados como protagonistas.
Mas nada me preparou para a melhor obra dele, e a melhor obra de FC na minha opinião: 'Fahrenheit 451'. Sim, afinal chegamos à análise do livro!
A obra segue a mesma linha de extrapolar certos aspectos de presente com o intuito de denunciar o absurdo em que vivemos, no mesmo estilo de 'Laranja Mecânica', '1984' e 'Adnirável Mundo Novo'. Como neste último o contato com um 'estrangeiro', alguém 'esquisito', alguém 'de fora' dos padrões da sociedade, vai desencadear mudanças e reflexões no protagonista.
Mas o livro de Bradbury é especial por sempre ser lírico, mesmo nos momentos de maiores desespero o autor joga com o fiapo da expectativa de que as coias vão melhorar. nem por isso deixamos de perceber a angústia e a sensação de deslocamento do protagonista.
Mais que isso, Bradbury sabe transformar todas as suposições do protagonista em paranóias inevitáveis (e você, como leitor, segue com a sensação de que os delírios estão corretos!). Acima de tudo, como todos meus autores preferidos, Bradbury sabe explicitar o absurdo que tomamos por realidade.
Por exemplo, quando o chefe dos bombeiros explica como a sociedade chegou ao grau de considerar os livros artefatos hediondos, é inevitável a comparação com a nossa situação presente. Sim, é bem verdade que os livro existem e infestam as prateleiras. Mas que tipo de leituras nós temos? Propaga-se a idéia de que ler é bom, mas nunca se discute a qualidade do que se lê. O livro virou moda, adentrou à indústria cultural, são como os filmes de verão. Leituras viraram entretenimento porque a concepção de cultura restringiu-se a entretenimento. Leitura, como toda forma de arte perene, serve para buscar as angústias. Mas não é isso que a sociedade quer não é mesmo? Angústias geram reflexões, reflexões levam a desejo de mudanças. É melhor que todos se iludam com felicidades instantâneas e esqueçam esse ideal de querer mudar, é melhor não dar tempo pras pessoas pensarem quão insatisfeitas elas são. Comam muito, bebam regiamente, façam ou comprem sexo, vejam explosões e beijos na tela, ouçam batidas fortes e homogêneas no rádio ou leiam manuais de auto-ajuda mas, acima de tudo, não se perguntem "pra que serve a vida?"; ela serve pra se divertir e tudo que não for divertido nós transformaremos em diversão.
E é esse tipo de 'filosofia de vida' que gera queda das torres gêmeas. Quando, deliberadamente, embotamos nossa capacidade de raciocínio é preciso mais do que um amanhecer pra nos depertar, é preciso um choque. Como se olhássemos pro nosso quintal limpo e daí concluíssemos que toda a cidade vai bem. Mais que isso, como se fechássemos os olhos toda vez que saíssemos de casa pra não ter que ver a sujeira. Como acabar com a ilusão? É preciso que a sujeira invada nosso quintal e em 'Fahrenheit 451' - como em 11 de setembro - é exatamente o que acontece. No livro, os EUA se envolvem numa guerra além fronteiras, as pessoas só ouvem falar a respeito através de notícias transmitidas pela tevê oficial. Quando a guerra atinge o país diretamente, as pessoas estão acostumadas demais com a idéia de que são inatingíveis pra saírem de suas casas sendo bombardeadas. Mas não Montag, ele aprendeu a sentir medo, ele voltou a viver, ele retornou seus instintos de sobrevivencia e aos poucos se recoloca no mundo. Sempre que penso em Montag fico pensando quantas vezes ao dia não escolho me desligar do mundo para não ser atingido por ele. Entre tantas outras coisas, o livro me serve com uma âncora moral, um aviso de que se você não encara o mundo, logo o mundo também não encara mais você.
A despeito da atualidade do tema central há outros detalhes que dão sabor à obra. Por exemplo, o protagonista é um bombeiro , em inglês um 'fireman', um 'homem do fogo'. Bradbury manhosamente brinca com o significado dessa palavra. Se hoje um 'homem do fogo' é quem combate o fogo, no futuro previsto eles o causam. Não há mais necessidade de combater incêndios, tudo é feito de material não-inflamável nas cidades. O trabalho dos bombeiros é queimar livros quando descobertos. É o primeiro estranhamento que a obra nos traz, a primeira cena é um bombeiro queimando uma casa. E essa subversão é proposital, Bradbury faz questão de que nos sintamos deslocados, da mesma forma que Montag vai se sentir no decorrer do romance.
Se a função dos bombeiros muda, o símbolo por eles utilizados também muda. A corporação tem como efígie a fênix e a salamandra. A salamandra é elemental do fogo para os alquimistas, nasce do fogo e se alimenta dele. É o fogo primordial, aquele que destrói tudo em seu caminho de purificação até não restarem mais do que cinzas. A Fênix é oestágio seguinte, das sobras do fogo em que se consome, ela renasce, como algo novo ela renasce, perpetua-se porque muda de situação. Montag passa da condição de salamandra à fênix na sua jornada. Ele só é capaz de renascer na medida em que seu passado é destruído, seus laços com o raciocínio embotado e com a alienação frenética e deliberada se rompem, em alguns casos por circunstâncias alheias à sua vontade mas, acima de tudo, porque ele é incapaz de voltar à situação anterior.
Creio que isso é que é viver, aprender ser incapaz de voltar a um estado anterior (lembrando que o 'estado anterior' primordial é o útero); se desapegar dos laços que nos prendem apenas para criar novos laços; isso é evoluir. Destruir para reconstruir. Rabiscar textos para escrever outros melhores. Tentar e tentar e tentar! Ou, no dizer mais do que sábio de Jorge Luís Borges: "Nada se constrói sobre a pedra, tudo sobre a areia. Mas é nosso dever construir como se fôra pedra a areia".
Quando tudo o que me resta é o fastio, sigo queimando meu destino.
sexta-feira, 18 de agosto de 2006
plantão eleições 2006
conforme prometido:


"Izio Inácio, chamado carinhosamente de Hulk por amigos e eleitores, nasceu na cidade de Jacinto Machado, em 1967.
Hulk fez a diferença por onde passou e tem feito diferença com trabalhos sociais ligados a Igreja Católica, de quem é seguidor."
(retirado do site da figura, o qual não vou divulgar pra não dar ibope pro comédia)
eu realmente preciso fazer mais algum comentário? já me surpreendi o suficiente ao descobrir que o hulk é católico!!!!


"Izio Inácio, chamado carinhosamente de Hulk por amigos e eleitores, nasceu na cidade de Jacinto Machado, em 1967.
Hulk fez a diferença por onde passou e tem feito diferença com trabalhos sociais ligados a Igreja Católica, de quem é seguidor."
(retirado do site da figura, o qual não vou divulgar pra não dar ibope pro comédia)
eu realmente preciso fazer mais algum comentário? já me surpreendi o suficiente ao descobrir que o hulk é católico!!!!
queimado

eu tinha feito uma mega análise sobre ray bradbury e o que considero sua obra principal, 'fahrenheit 451'.
infelizmente consegui perder tudo quando estava a ponto de salvar as alterações, culpa de uma escorregada de dedos na tecla do computador!
vou deixá-los antes que eu parta essa porcaria em 500 milhões de pedaços!!!
ps: e eu gostei tanto do post que sei que vou acabar reescrevendo-o muito embora, inevitavelmente, vá ficar diferente.
mais que isso, estou doido pra rescrevê-lo, só que, como estou ardendo de raiva e frustração, fica como uma promessa futura.
quarta-feira, 16 de agosto de 2006
cotidiano
quando se tem um blógue tu passa, na maior parte dos teus momentos de interesse, pensando o que vai publicar nele. e isso se transforma num exercício obsessivo de observação. se tu der sorte e conseguir controlar, vira apenas um hábito salutar.
mas há que se exercer certa crítica.
não dá pra ficar na superficialidade se teu blógue for sore um assunto específico (esportes, política, cinema etc.). e nem pense em sair publicnado qualquer coisa que der na telha num blógue mais confessional (até dá, mas tu corre o risco cada vez maior de se arrrepender depois que for tarde demais pra deletar a informação vexaminosa).
pois bem, ditto tudo isso, fiz um check-up do dia de ontem e 3 assuntos me ocorreram:
1. natação.
depois de muito tempo reiniciei a natação. uma série de imprevistos e desencontros me impedira de começar ontem. admito, muitos dos problemas derivaram da minha preguiça, mas outros tantos foram externos e não cabe aqui enumerá-los sob pena de cansar - desnecessariamente - o leitor.
o importante é ter recomeçado. antes eu até tentara fazer musculação, era té mais prático, já que tem uma academia do lado de casa. mas não deu certo. coisas que me incomodam numa academia: aqueles inúmeros espelhos em que todos vigiando o vizinho; as pessoas que em geral vão a uma academia; aquela exposição da academia para a rua (pagamos pra pagar mico pros transeuntes); as pessoas da academia; a música horrível que toca (quem foi o gênio que instituiu que poperô dá ânimo pra malhar? a mim só causa asco!); as pessoas; o clima afobado , a pressão nas articulações e o suor; as pessoas...
andva a já há anos afastado da natação. cair na piscina na casa de amigos me fez lembrar o quanto eu sentia falta dela. vejam bem, nunca fuium esportista, nunca tive grande coordenação motora e, até o final da adolescência, me incomodava com a galhofa dos proto-atletas que há em toda escola. a ausência desses empecilhos caiu como uma luva pra mim. foi o primeiro esporte que quis praticar na vida (o outro foi capoeira, mas isso é outra história). na piscina ninguém ficava me olhando enquanto estava debaixo d'água, eu não ouvia os risos de ninguém enquanto nadava, nem as broncas, ninguém dependia de mim,eu não dependia dos outros e, acima de tudo, ninguém me enchia o saco, nem o professor (e eu sabia como evitar qualquer crítica, isso porque a minha enorme autocrítica me bastava), essa privacidade sempre foi o fator mais importante.
é preciso admitir, sou um ser de água-doce. o mar nunca me atraiu, eu o acho pegajoso e aquela sensação de sal secando sob o sol escaldante (sacram a aliteração?!) não tinha como me desagradar mais. e mesmo assim a o desconforto piorava com a areia grudando no corpo (e por dentro da sunga, argh!).
agora, quando se trata de piscina, lago, chuva ou rio a coisa muda de figura. poso ficar horas na água. acho que foi essa uma das grandes vantagens dos tais lençóis maranhenses, a água doce.
daí o motivo da minha felicidade ao nadar ontem. dizem que as pessoas produzem feromônios ao se exercitarem. não sei dizer se isso é verdade (acho que a maioria das pessoas que diz isso também não sabe se é verdade, apenas acredita em algo que leu em um lugar qualquer). mesmo assim eu saí da piscina revigorado. já nadei melhor do que ontem, o corpo ainda sentia os anos longe da água e ficava meio bambo nos movimentos. mesmo assim o corpo não reclamou de cansaço e nadou direitinho. fiquei impressionado comigo meso (daí talvez a satisfação), impressionado em como começara bem, cumpri o objetivo que tinha me proposto para o primeiro dia de retorno às atividades físicas. eis outra coisa que me satisfaz na natação, eu consigo visualizar meus objetivos muito mais facilmente, sempre em busca da borda da piscina, sepre procurando corrigir o movimento (e corrigir, nesse caso, é deixá-lo mais natural é - paradoxalmente - colocar a cabeça de lado e deixar que o corpo siga seu caminho), empre tentando completar mais 100 metros, sempre atrás de uma marca melhor, e sempre atras dos meus limites, danem-se os limites dos outros.
o céu não é o limite, a água é que é sem limites.
2. voz do brasil.
e não é que meu padrast tinha razão?! a voz do brasil é, além de útil, necessária. lógico, é a notícia contada pelo lado do giverno. mas em que difere essa parcialidade da parcialidade de qualquer emissora. pelo menos quando o sujeito escuta a voz do brasil ele sabe que é a versão do governor e pode ouvir as notícias com o devido filtro crítico armado.
há ´na voz do brasil notícias que nenhum jornal daria destaque, seja porque não são bombásticas demais, não contém escândalo suficientes ou porque são quase banais (informações de algum projeto implementado pelo governo). e não há como - nem deve haver, ressalte-se - maneira de obrigar as tevês a noticiarem o que é passado na voz do brasil. talvez desse pra fazer programas oficiais na emissoras educativas, mas não mais do que isso.
interessante é que no rádio se condensam as principais informações dos 3 poderes. e isso é um baita serviço à população. quem não quiser ouvir que desligue o rádio. bom, na verdade eu creio que fosse possível retirar certa obrigatoriedade da voz do brasil, mas não impedir a existência dela. as rádios, a meu ver, poderiam ter a liberdade de escolher qual o melhor horário pra passar o programa. agora, esse poder de escolha teria que ser relativizado. não adianta ter rádio passando a voz do brasil às 3 da matina e argumentar que ouve quem quer. que seja num horário razoável para o ouvinte em geral, algo entre 18 e 22 horas, por exemplo. e que fosse obrigatório pela rádio o horário em que a rádio exibiria o programa. dessaforma se dá ao ouvinte a opção de prestigiar a voz do brasil ou migrar pra outra rádio.
acho que dessas idéias aqui postas até que pode sair um projetinho bem razoável. aliás, essa idéia não é nem original, mas será que algum dos nossos digníssimos representantes já tentou pô-lo em prática?
3. detonautas
a rádio universitária ontem, num programa chamado 'música nova' tocou o novo trabalho desa banda.
pô, quando ouvi o nome do programa pensei logo num bando de bandas (qula será o coletivo de bandas?) obscuras ou independentes que poderiam ser apresentadas ao público. e nunca uma banda que já tocou "ao vivo" (aspas mais do que necessárias) na "malhação" (aspas desnecessárias).
mesmo assim, eu tentei dar uma chance a eles. e antes que o diogo mineiro venha me tirar um sarro eu tenho que dizer que a culpa por essa inusitada tolerância é da mídia. sim, dela mesma? foi ela quem escreveu uma série de críticas louvando a melhora do bando, dizendo que eles não erma mais pops-hardcore-melódico, que até puxavam pro rock progressivo nuam faixa de 18 minutos, que percebia-se a mão do produtor edu k (do De Falla) e mais um monte de elogios improváveis em sites variados (alguns deles até conceituados, diferente do sandro borbas - que não gosta de detonautas - mas é um sem-conceito porque gosta de engenheiros do hawaii).
resumod a ópera: não aguentei ouvir 3 músicas. também com versos como "meus olhos grandes de medo revelam a solução" e "você dormiu sem me dizer as coisas boas do seu dia / e eu saí sem te contar o que importa nessa vida" ate´que eu aguentei muito.
bom, mas oq eu dava pra esperar desse bons jovis do nacionais? não dá pra suportar tanta pretensão poética, ainda mais quando travestida de batida hardcore. se bem que no fim das contas eles até que seguem uam tradição bem tupiniquim, mas não a tradição que eles acham seguir. eles nada mais são do que o rpm da nova geração. o rpm, aliás, era um roupa nova com verniz de ira (e nem falo do bom ira, pode até sr o ira mediano do acústico mtv!).
e mais não digo porque já parei de ouvi-los, cansei de reclamar e estou satisfeito que quinta feira tem mais natação!!!!
mas há que se exercer certa crítica.
não dá pra ficar na superficialidade se teu blógue for sore um assunto específico (esportes, política, cinema etc.). e nem pense em sair publicnado qualquer coisa que der na telha num blógue mais confessional (até dá, mas tu corre o risco cada vez maior de se arrrepender depois que for tarde demais pra deletar a informação vexaminosa).
pois bem, ditto tudo isso, fiz um check-up do dia de ontem e 3 assuntos me ocorreram:
1. natação.
depois de muito tempo reiniciei a natação. uma série de imprevistos e desencontros me impedira de começar ontem. admito, muitos dos problemas derivaram da minha preguiça, mas outros tantos foram externos e não cabe aqui enumerá-los sob pena de cansar - desnecessariamente - o leitor.
o importante é ter recomeçado. antes eu até tentara fazer musculação, era té mais prático, já que tem uma academia do lado de casa. mas não deu certo. coisas que me incomodam numa academia: aqueles inúmeros espelhos em que todos vigiando o vizinho; as pessoas que em geral vão a uma academia; aquela exposição da academia para a rua (pagamos pra pagar mico pros transeuntes); as pessoas da academia; a música horrível que toca (quem foi o gênio que instituiu que poperô dá ânimo pra malhar? a mim só causa asco!); as pessoas; o clima afobado , a pressão nas articulações e o suor; as pessoas...
andva a já há anos afastado da natação. cair na piscina na casa de amigos me fez lembrar o quanto eu sentia falta dela. vejam bem, nunca fuium esportista, nunca tive grande coordenação motora e, até o final da adolescência, me incomodava com a galhofa dos proto-atletas que há em toda escola. a ausência desses empecilhos caiu como uma luva pra mim. foi o primeiro esporte que quis praticar na vida (o outro foi capoeira, mas isso é outra história). na piscina ninguém ficava me olhando enquanto estava debaixo d'água, eu não ouvia os risos de ninguém enquanto nadava, nem as broncas, ninguém dependia de mim,eu não dependia dos outros e, acima de tudo, ninguém me enchia o saco, nem o professor (e eu sabia como evitar qualquer crítica, isso porque a minha enorme autocrítica me bastava), essa privacidade sempre foi o fator mais importante.
é preciso admitir, sou um ser de água-doce. o mar nunca me atraiu, eu o acho pegajoso e aquela sensação de sal secando sob o sol escaldante (sacram a aliteração?!) não tinha como me desagradar mais. e mesmo assim a o desconforto piorava com a areia grudando no corpo (e por dentro da sunga, argh!).
agora, quando se trata de piscina, lago, chuva ou rio a coisa muda de figura. poso ficar horas na água. acho que foi essa uma das grandes vantagens dos tais lençóis maranhenses, a água doce.
daí o motivo da minha felicidade ao nadar ontem. dizem que as pessoas produzem feromônios ao se exercitarem. não sei dizer se isso é verdade (acho que a maioria das pessoas que diz isso também não sabe se é verdade, apenas acredita em algo que leu em um lugar qualquer). mesmo assim eu saí da piscina revigorado. já nadei melhor do que ontem, o corpo ainda sentia os anos longe da água e ficava meio bambo nos movimentos. mesmo assim o corpo não reclamou de cansaço e nadou direitinho. fiquei impressionado comigo meso (daí talvez a satisfação), impressionado em como começara bem, cumpri o objetivo que tinha me proposto para o primeiro dia de retorno às atividades físicas. eis outra coisa que me satisfaz na natação, eu consigo visualizar meus objetivos muito mais facilmente, sempre em busca da borda da piscina, sepre procurando corrigir o movimento (e corrigir, nesse caso, é deixá-lo mais natural é - paradoxalmente - colocar a cabeça de lado e deixar que o corpo siga seu caminho), empre tentando completar mais 100 metros, sempre atrás de uma marca melhor, e sempre atras dos meus limites, danem-se os limites dos outros.
o céu não é o limite, a água é que é sem limites.
2. voz do brasil.
e não é que meu padrast tinha razão?! a voz do brasil é, além de útil, necessária. lógico, é a notícia contada pelo lado do giverno. mas em que difere essa parcialidade da parcialidade de qualquer emissora. pelo menos quando o sujeito escuta a voz do brasil ele sabe que é a versão do governor e pode ouvir as notícias com o devido filtro crítico armado.
há ´na voz do brasil notícias que nenhum jornal daria destaque, seja porque não são bombásticas demais, não contém escândalo suficientes ou porque são quase banais (informações de algum projeto implementado pelo governo). e não há como - nem deve haver, ressalte-se - maneira de obrigar as tevês a noticiarem o que é passado na voz do brasil. talvez desse pra fazer programas oficiais na emissoras educativas, mas não mais do que isso.
interessante é que no rádio se condensam as principais informações dos 3 poderes. e isso é um baita serviço à população. quem não quiser ouvir que desligue o rádio. bom, na verdade eu creio que fosse possível retirar certa obrigatoriedade da voz do brasil, mas não impedir a existência dela. as rádios, a meu ver, poderiam ter a liberdade de escolher qual o melhor horário pra passar o programa. agora, esse poder de escolha teria que ser relativizado. não adianta ter rádio passando a voz do brasil às 3 da matina e argumentar que ouve quem quer. que seja num horário razoável para o ouvinte em geral, algo entre 18 e 22 horas, por exemplo. e que fosse obrigatório pela rádio o horário em que a rádio exibiria o programa. dessaforma se dá ao ouvinte a opção de prestigiar a voz do brasil ou migrar pra outra rádio.
acho que dessas idéias aqui postas até que pode sair um projetinho bem razoável. aliás, essa idéia não é nem original, mas será que algum dos nossos digníssimos representantes já tentou pô-lo em prática?
3. detonautas
a rádio universitária ontem, num programa chamado 'música nova' tocou o novo trabalho desa banda.
pô, quando ouvi o nome do programa pensei logo num bando de bandas (qula será o coletivo de bandas?) obscuras ou independentes que poderiam ser apresentadas ao público. e nunca uma banda que já tocou "ao vivo" (aspas mais do que necessárias) na "malhação" (aspas desnecessárias).
mesmo assim, eu tentei dar uma chance a eles. e antes que o diogo mineiro venha me tirar um sarro eu tenho que dizer que a culpa por essa inusitada tolerância é da mídia. sim, dela mesma? foi ela quem escreveu uma série de críticas louvando a melhora do bando, dizendo que eles não erma mais pops-hardcore-melódico, que até puxavam pro rock progressivo nuam faixa de 18 minutos, que percebia-se a mão do produtor edu k (do De Falla) e mais um monte de elogios improváveis em sites variados (alguns deles até conceituados, diferente do sandro borbas - que não gosta de detonautas - mas é um sem-conceito porque gosta de engenheiros do hawaii).
resumod a ópera: não aguentei ouvir 3 músicas. também com versos como "meus olhos grandes de medo revelam a solução" e "você dormiu sem me dizer as coisas boas do seu dia / e eu saí sem te contar o que importa nessa vida" ate´que eu aguentei muito.
bom, mas oq eu dava pra esperar desse bons jovis do nacionais? não dá pra suportar tanta pretensão poética, ainda mais quando travestida de batida hardcore. se bem que no fim das contas eles até que seguem uam tradição bem tupiniquim, mas não a tradição que eles acham seguir. eles nada mais são do que o rpm da nova geração. o rpm, aliás, era um roupa nova com verniz de ira (e nem falo do bom ira, pode até sr o ira mediano do acústico mtv!).
e mais não digo porque já parei de ouvi-los, cansei de reclamar e estou satisfeito que quinta feira tem mais natação!!!!
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