alguém já viu a propaganda do ronaldinho gaúcho?
como o ronaldinho deve ser garoto-propaganda de umas 25 campanhas, serei mais específico.
alguém já viu aquela campanha da 'oi celular' em que o ronaldinho se transforma num inconveniente e deixa seu celular ligado no restaurante francês, numa apresentação de dança etc.?
simplesmente ridículo.
duas coisas me incomodam sobremaneira nessa propaganda:
1- a deturpação do apaixonado grito "EU sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amoooor" para "OI, sou brasileiro" - porra, eu não quero um celular tocando uma mensagem super-liminar (porque de subliminar não tem nada), eu não quero ser fazer propaganda de uma operdadora no meu aparelho celular. se eles estão 'vendendo' o grito da seleção que fizessem isso direito (mas exigir honestidade desse povo é um pouco demais);
2 - eles reconheceram uma realidade: celular é um saco por ouvido alheio. cinema, teatro ou biblioteca (acredite, eu já vi uma bobliotecária atender um celular em plena sala de leitura!), não existem mais lugares seguros. e o pior, e a propaganda ainda te incentiva a ser um chato.
talvez eu seja apenas cri-cri demais. mas eu odeio essa propaganda, laiás, tem muita propaganda que eu odeio simplesmente porque vende um valor imbecil (e a maioria dos publicitários parece achar o máximo vender uma idéia imbecil).
era isso por hoje, até junho quando retorno de viagem ao interior do maranhão com mais histórias campesinas.
terça-feira, 23 de maio de 2006
sábado, 20 de maio de 2006
já que todo mundo já falou disso
pra falar bem a verdade, concordo sobremaneira com a opinião postada aqui , mesmo assim gostaria de fazer um complemento, até mesmo porque não aguento mais o FEBEAPA na grande mídia, nos blogs e em vários grupos de discussão.
sabe, a maior parte do tempo eu ando em dúvida acerca das minhas opiniões. quase nunca as considero com plena confiança (embora às vezes aparente ter plena convicção deleas)
mas, nesse rolo todo de são paulo, algumas idéias me são muito claras. admitir que o aumento da violência passa pela questão social é uam delas. e não acredito que alguém vá me convencer do contrário.
do mesmo modo, não creio que o endurecimento da violência "do estado" (o tal do uso legítimo da força), pregado por muitos, adiante pra minimizar a violência "informal".
dizem por aí que os bandidos estão soltos e as pessoas "de bem" é que tem que ficar presas em casa. ora, mas quem é que escolheu ficar escondido dentro do shopping e montar um 'bunker' no seu condomínio residencial, pra não ver a miséria do outro lado do muro?
cansei, não vou continuar senão vou parecer um tratado sociológico. certamente que a situação não é tão simples como a coloco aqui, mas por outra parte, não são idéias simplórias e tacanhas como 'ROTA NA RUA' que vão funcionar.
é isso, por enquanto
sabe, a maior parte do tempo eu ando em dúvida acerca das minhas opiniões. quase nunca as considero com plena confiança (embora às vezes aparente ter plena convicção deleas)
mas, nesse rolo todo de são paulo, algumas idéias me são muito claras. admitir que o aumento da violência passa pela questão social é uam delas. e não acredito que alguém vá me convencer do contrário.
do mesmo modo, não creio que o endurecimento da violência "do estado" (o tal do uso legítimo da força), pregado por muitos, adiante pra minimizar a violência "informal".
dizem por aí que os bandidos estão soltos e as pessoas "de bem" é que tem que ficar presas em casa. ora, mas quem é que escolheu ficar escondido dentro do shopping e montar um 'bunker' no seu condomínio residencial, pra não ver a miséria do outro lado do muro?
cansei, não vou continuar senão vou parecer um tratado sociológico. certamente que a situação não é tão simples como a coloco aqui, mas por outra parte, não são idéias simplórias e tacanhas como 'ROTA NA RUA' que vão funcionar.
é isso, por enquanto
sexta-feira, 19 de maio de 2006
quem precisa de ordem?
eu ainda crio uma campanha, em nível nacional pelo uso da bermuda no ambiente profissional!!
pô, se as mulheres podem usar calças, saias e todo aquele arsenal de roupas que só elas têm porque nós não podemos usar bermuda?
alguém pode me responder o que tem de ofensivo em mostrar os gambitos até a altura dos joelho?
eu até entendo que não se possa frequentar um estabelecimento sme camisa ou camiset. vá lá, a vida em sociedade exige que estejamos mais cobertos do que descobertos.
mas as restrições ao uso de bermuda é um exgaero. sobretudo nos estados mais quentes. isso em lembra o século XIX quando os aristocratas do rio suavam em bicas até empestear suas vestes, a última moda no INVERNO europeu!
bah, tem coisas neste mundo que eu não entendo, essa é só uma delas.
sinceramente, se alguém me der uma resposta satisfatória - que não inclua ofensa à moral e aos bons costumes - eu mudo de opinião.
por enquanto, vou mantendo minha indignação, respeitando a ordem apenas proque é imposição alheia... e procurando um meio de alterar a situação
é isso, por ora...
ps.: depois disso meu objetivo é acabar com a alusão à seriedade que são os ternos. sinceramente conehço muita gente que usa terno que pode ser tudo nessa vida...menos ser levada a sério
pô, se as mulheres podem usar calças, saias e todo aquele arsenal de roupas que só elas têm porque nós não podemos usar bermuda?
alguém pode me responder o que tem de ofensivo em mostrar os gambitos até a altura dos joelho?
eu até entendo que não se possa frequentar um estabelecimento sme camisa ou camiset. vá lá, a vida em sociedade exige que estejamos mais cobertos do que descobertos.
mas as restrições ao uso de bermuda é um exgaero. sobretudo nos estados mais quentes. isso em lembra o século XIX quando os aristocratas do rio suavam em bicas até empestear suas vestes, a última moda no INVERNO europeu!
bah, tem coisas neste mundo que eu não entendo, essa é só uma delas.
sinceramente, se alguém me der uma resposta satisfatória - que não inclua ofensa à moral e aos bons costumes - eu mudo de opinião.
por enquanto, vou mantendo minha indignação, respeitando a ordem apenas proque é imposição alheia... e procurando um meio de alterar a situação
é isso, por ora...
ps.: depois disso meu objetivo é acabar com a alusão à seriedade que são os ternos. sinceramente conehço muita gente que usa terno que pode ser tudo nessa vida...menos ser levada a sério
o verdadeiro guaraná
me viciei num troço comum e típico aqui de são luís (imagino que em belém do pará tenha também:
- o guaraná da amazônia!!!
tem em tudo quanto é ambulante da cidade e é uma bomba, espreitem a receita:
- xarope de guaraná
- farofa de castanha-do-pará
- guaraná em pó
- xerem (acho que se escreve assim, não sei direito o que é, me disseram que é uma farinha de milho, mas não botei muita fé
- amendoim
- leite em pó
- gelo
tudo isso por, em média, R$ 1,00 a R$ 1,25. a versão com frutas inclui ainda banana, mamão e abacate (com certas variações).
é melhor que qualquer vitamina, melhor que qualquer supr-hiper-mega-power milkshake, é melhor que o maltado da rua da moeda (perdoem-me recifenses)...diabos, é até melhor que o ovomaltine do bob's
tem sido meu café da manhã regular, e é tão grosso quanto um milk shake, mas sem sorvete
eu já falei que é melhor que milk shake?
era isso.
até daqui a pouco com mais novidades das peuliaridades recifenses!!! (meu humor definitivamente melhora muito nas sextas-feiras)
- o guaraná da amazônia!!!
tem em tudo quanto é ambulante da cidade e é uma bomba, espreitem a receita:
- xarope de guaraná
- farofa de castanha-do-pará
- guaraná em pó
- xerem (acho que se escreve assim, não sei direito o que é, me disseram que é uma farinha de milho, mas não botei muita fé
- amendoim
- leite em pó
- gelo
tudo isso por, em média, R$ 1,00 a R$ 1,25. a versão com frutas inclui ainda banana, mamão e abacate (com certas variações).
é melhor que qualquer vitamina, melhor que qualquer supr-hiper-mega-power milkshake, é melhor que o maltado da rua da moeda (perdoem-me recifenses)...diabos, é até melhor que o ovomaltine do bob's
tem sido meu café da manhã regular, e é tão grosso quanto um milk shake, mas sem sorvete
eu já falei que é melhor que milk shake?
era isso.
até daqui a pouco com mais novidades das peuliaridades recifenses!!! (meu humor definitivamente melhora muito nas sextas-feiras)
quinta-feira, 18 de maio de 2006
nota de esclarecimento
aos ansiosos de plantão gostaria de ressaltar que a situação não é tão periclitante quanto a descrevo.
a vida não anda um mar de rosas, mas também não está nem próxima do oitavo círculo do inferno (acho que nem no purgatório estou).
acontece que sou mesmo dramático na escrita. é o meu problema com as palavras. elas nunca conseguem dizer exatamente o que querem dizer, sempre dizem mais ou menos.
posso até dizer que sou o oposto de humpty-dumpty (o ovo em cima do muro de 'alice no país do espelho'), minhas palavras me exageram. se estou feliz é a maior felicidade do mundo, um acontecimento bacan se torna uma epifani, uma revelação, um gozo supremo quando a descrevo.
da mesma forma a minha trsiteza tem mais do que tons sombrios, é uma degradação, uma perdição mesmo, algo irrecuperável e podre. qualquer coisa que dê errado é fruto da minha imensa fraqueza, da minha inaptidão em fazer algo certo, da minha vilania, minha maldade perene a qual insisto em sucumbir. e assim a vida é uma eterna tragédia a qual sobrevivemos...
eu sei, sei bem, que não sou nem tão oito nem oitenta.
as palavras é que parecem não entender o que tento dizer a elas.
mas é assim mesmo, não vou mudar meu estilo, quando uso as palavras, elas têm que ser fortes e impressionantes, têm que ser exclamadas ou interrogadas. não serei um poeta das palavras-tons-pastéis!!!!
a vida não anda um mar de rosas, mas também não está nem próxima do oitavo círculo do inferno (acho que nem no purgatório estou).
acontece que sou mesmo dramático na escrita. é o meu problema com as palavras. elas nunca conseguem dizer exatamente o que querem dizer, sempre dizem mais ou menos.
posso até dizer que sou o oposto de humpty-dumpty (o ovo em cima do muro de 'alice no país do espelho'), minhas palavras me exageram. se estou feliz é a maior felicidade do mundo, um acontecimento bacan se torna uma epifani, uma revelação, um gozo supremo quando a descrevo.
da mesma forma a minha trsiteza tem mais do que tons sombrios, é uma degradação, uma perdição mesmo, algo irrecuperável e podre. qualquer coisa que dê errado é fruto da minha imensa fraqueza, da minha inaptidão em fazer algo certo, da minha vilania, minha maldade perene a qual insisto em sucumbir. e assim a vida é uma eterna tragédia a qual sobrevivemos...
eu sei, sei bem, que não sou nem tão oito nem oitenta.
as palavras é que parecem não entender o que tento dizer a elas.
mas é assim mesmo, não vou mudar meu estilo, quando uso as palavras, elas têm que ser fortes e impressionantes, têm que ser exclamadas ou interrogadas. não serei um poeta das palavras-tons-pastéis!!!!
tpm
alguns amigos - sobretudo o sandro borba - dizem que eu menstruo e que por isso tenho um período do mês em que é melhor fugir de mim.
esses mesmos amigos concordam que ando mais calmo nesse último ano.
bom, sinto informar que devo estar em tpm novamente essa semana.
não é que tudo tenha dao errado essa semana, na verdade muita coisa até que deu certo. mas sabe quando aquelas pequenos fracassos vão se impregando, te deixando nervoso e doido pra que alguém te dê motivo pra partir pra ignorância? eu ando mais ou menos assim, procurando um olhar atravessado pra gritar em cima da pessoa. consegui me controlar até agora, ams digam se não são justos os meus motivos:
- hoje, mais uma vez, os ônibus estão em greve. ao menos desa vez naõ há quebradeira e a reivindicação é coerente com a atitude: eles pedem aumento pra repôr a inflação do período e o sindicato patronal se recusa negociar. de todo modo, há menos da metade da frota circualndo. balanço final: um murilo esperando uma hora por um ônibus no ponto e sem saber direito como vai retornar (e nem um pouco dispoto a pagar uns 12 reais por um moto-táxi);
- me abordaram essa semana oferecendo um tal de hipercard. a proposta é atarente: o mesmo limite do meu amstercard; possibilidade de comprar passagens aéreas e sem anuidade. bom demais pra verdade? realmente! preenchi os requisitos, entreguiei a papelada e, quando ligo pra saber do meu cartão descubro que...fui recusado. perguntei por que diabos fui recusado se a documentação estava em ordem. a moça não é autorizada informar, ninguém quer me informar. eu sei porque eles não querem me informar, temem que eu me "magoe", me sinta "discriminado" e resolva processá-los - malditos advogados maldito politicamente correto! tudo que eu queria era que alguém me dissesse "você foi recusaod pela razão 'x'" - mas nao isso é difícil demais!!! conversando com uma amiga descobri a razão: é preciso ter 3 meses de tempo de serviço e de endereço fixo na cidade, não tenho a ambos. mas custava alguém ter me dito isso antes?
- fui me inscrever na natação, consegui o bendito exmae médico que a própria escola não fornece (na verdade não é umam escola de natação é um colégio dirigido pro usn padres que tem uma piscina e na qual eles liberam um único horário pra comunidade, memso assim tem um mega outdoor dizendo 'escola de natação). mas não consegui me inscrever, por conta de um detalhe burocrático. como padre não quer saber de rasgar dinhiero, você precisa assinar um contrato pra se inscrever na aula, ou seja, dia 15 eu ia ter que pagar pelo mês inteiro, e dia 06 eu pagaria nova mensalidade. se quisesse uma relação custo-benefício boa teria de esperar até o fim do mês. até entendo o lado deles, mesmo assim a inflexibilidade me deixou mais irritado
- ah, tem outro detalhe, nos comerciante aqui perto do trabalho não tem um sequer que venda um óculos de natação, vou ter d eir até o centro pra comprar um
- a burocracia é outra coisa irritante por aqui. já esperava pro ela, afinal, estou no serviço público. mesmo assim eu odeio a burocracia usada pra se escusar da responsabilidade, e é o que vejo acontecer por aqui. tanto quanto posso, na medida do possível tento acelerar os trâmites por aqui, mas a verdade é que muita coisa que se faz precisa de aprovação de outrem. e aí começam os empecilhos, esse outro não aparece, ou faz corpo-mole ou... enfi, minha forma de resistência é usar a burocracia a meu favor, sempre que elaboro algum domcumento eu já coloco determinações pra garantir que o que estou pedindo, seja uma autorizaçãod e crédito, sejam esclarecimentos etc, vá seguir adiante. mas não quero falar - agora ao menos - de como se utilizar das palavras pra abrir camminhos, isos merece uma reflexãop mais aprofundada em outro espaço;
- acabou a água hoje pela manhã aqui no setor e até agora não repuseram, já foi feito o pedido 3 vezes e até agora nada. e quem me conhece sabe que bebo muita água;
- não tenho dormido direito essa semana. fico com sono durante todo o dia, cabeceando em algusn momentos, chego em casa à noite e antes de dormir fico exaltado, agitado, hiper-pensativo (não é que tenha pensamento profundos ou extensas reflexões, são pensamentos que ficam rodando e rodando, semrpe tautologicamente em cima dos mesmos pensamentos, sem seguir adiante) e não consigo dormir cedo. aí fico com sono durante todo dia, cabeceando em alguns momentos...
resultado final: mal humor do cão e dor de cabeça. aí eu fico tão desanimado que nem tenho vontade de comer direito, e a fome só piora meu humor. tava tão estressado que cometia erros bobos no trablaho, como trocar a data da papelada.
por isso é que hoje não teve jeito, tive de me drogar. minha amiga me ofereceu, eu hesitei, não sou disso, mas depois achei memso que era o melhor a fazer e que não tinha nada a perder...
rapaz, não é que a dipirona me aliviou mesmo?!
amanhã, possivelmente, tem mais (escritos, chega de remédios por enquanto)
esses mesmos amigos concordam que ando mais calmo nesse último ano.
bom, sinto informar que devo estar em tpm novamente essa semana.
não é que tudo tenha dao errado essa semana, na verdade muita coisa até que deu certo. mas sabe quando aquelas pequenos fracassos vão se impregando, te deixando nervoso e doido pra que alguém te dê motivo pra partir pra ignorância? eu ando mais ou menos assim, procurando um olhar atravessado pra gritar em cima da pessoa. consegui me controlar até agora, ams digam se não são justos os meus motivos:
- hoje, mais uma vez, os ônibus estão em greve. ao menos desa vez naõ há quebradeira e a reivindicação é coerente com a atitude: eles pedem aumento pra repôr a inflação do período e o sindicato patronal se recusa negociar. de todo modo, há menos da metade da frota circualndo. balanço final: um murilo esperando uma hora por um ônibus no ponto e sem saber direito como vai retornar (e nem um pouco dispoto a pagar uns 12 reais por um moto-táxi);
- me abordaram essa semana oferecendo um tal de hipercard. a proposta é atarente: o mesmo limite do meu amstercard; possibilidade de comprar passagens aéreas e sem anuidade. bom demais pra verdade? realmente! preenchi os requisitos, entreguiei a papelada e, quando ligo pra saber do meu cartão descubro que...fui recusado. perguntei por que diabos fui recusado se a documentação estava em ordem. a moça não é autorizada informar, ninguém quer me informar. eu sei porque eles não querem me informar, temem que eu me "magoe", me sinta "discriminado" e resolva processá-los - malditos advogados maldito politicamente correto! tudo que eu queria era que alguém me dissesse "você foi recusaod pela razão 'x'" - mas nao isso é difícil demais!!! conversando com uma amiga descobri a razão: é preciso ter 3 meses de tempo de serviço e de endereço fixo na cidade, não tenho a ambos. mas custava alguém ter me dito isso antes?
- fui me inscrever na natação, consegui o bendito exmae médico que a própria escola não fornece (na verdade não é umam escola de natação é um colégio dirigido pro usn padres que tem uma piscina e na qual eles liberam um único horário pra comunidade, memso assim tem um mega outdoor dizendo 'escola de natação). mas não consegui me inscrever, por conta de um detalhe burocrático. como padre não quer saber de rasgar dinhiero, você precisa assinar um contrato pra se inscrever na aula, ou seja, dia 15 eu ia ter que pagar pelo mês inteiro, e dia 06 eu pagaria nova mensalidade. se quisesse uma relação custo-benefício boa teria de esperar até o fim do mês. até entendo o lado deles, mesmo assim a inflexibilidade me deixou mais irritado
- ah, tem outro detalhe, nos comerciante aqui perto do trabalho não tem um sequer que venda um óculos de natação, vou ter d eir até o centro pra comprar um
- a burocracia é outra coisa irritante por aqui. já esperava pro ela, afinal, estou no serviço público. mesmo assim eu odeio a burocracia usada pra se escusar da responsabilidade, e é o que vejo acontecer por aqui. tanto quanto posso, na medida do possível tento acelerar os trâmites por aqui, mas a verdade é que muita coisa que se faz precisa de aprovação de outrem. e aí começam os empecilhos, esse outro não aparece, ou faz corpo-mole ou... enfi, minha forma de resistência é usar a burocracia a meu favor, sempre que elaboro algum domcumento eu já coloco determinações pra garantir que o que estou pedindo, seja uma autorizaçãod e crédito, sejam esclarecimentos etc, vá seguir adiante. mas não quero falar - agora ao menos - de como se utilizar das palavras pra abrir camminhos, isos merece uma reflexãop mais aprofundada em outro espaço;
- acabou a água hoje pela manhã aqui no setor e até agora não repuseram, já foi feito o pedido 3 vezes e até agora nada. e quem me conhece sabe que bebo muita água;
- não tenho dormido direito essa semana. fico com sono durante todo o dia, cabeceando em algusn momentos, chego em casa à noite e antes de dormir fico exaltado, agitado, hiper-pensativo (não é que tenha pensamento profundos ou extensas reflexões, são pensamentos que ficam rodando e rodando, semrpe tautologicamente em cima dos mesmos pensamentos, sem seguir adiante) e não consigo dormir cedo. aí fico com sono durante todo dia, cabeceando em alguns momentos...
resultado final: mal humor do cão e dor de cabeça. aí eu fico tão desanimado que nem tenho vontade de comer direito, e a fome só piora meu humor. tava tão estressado que cometia erros bobos no trablaho, como trocar a data da papelada.
por isso é que hoje não teve jeito, tive de me drogar. minha amiga me ofereceu, eu hesitei, não sou disso, mas depois achei memso que era o melhor a fazer e que não tinha nada a perder...
rapaz, não é que a dipirona me aliviou mesmo?!
amanhã, possivelmente, tem mais (escritos, chega de remédios por enquanto)
segunda-feira, 15 de maio de 2006
sim, eu também sou filho
e no dia das mães quem recebeu presente fui eu!
chegouencomenda aqui em casa, encomenda com gosto de casa de mãe e de aconchego.
além do prometido dvd (pra saciar minha votade de ver 'aquele' clássico às 3 da matina) várias outras coisas só pensadas por uma mãe que conhece seu filho de forma irritantemente uterina:
- trufas - o melhor doce do mundo, chocolate com recheio de...chocolate!!!
- macarrão, pesto e funghi - agora sim, minhas raízes italianas estão completas (é a maneira de minmha mãe dizer "meu filho, você tá se alimentando direito?")
- toalhas, lençóis e travesseiros com cheiro de casa de curitiba
como sempre, devo ter esquecido alguma coisa, como sempre devo estar sendo injusto com a minha mãe, aquela que, com certeza é a minha maior fã!
tudo bem, ela pode não ter a crítica mais imparcial, mas é a motivação necessária pra quando acho estar no caminho errado. mais que isso, quando ela acha que estou no caminho errado faz questãod e deixar isso bem claro.
às vezes ela acerta, às vezes acerto eu. devo dizer que o placar está favorável a ela, mas tudo bem, nesse ponto eu aceito perder de goleada.
assim é a minha mãe, com seus erros e acerto. como todas as outras mães tem seus momentos de sabedoria luminosa e outras opiniões que creio tacanhas e ultrapassadas. tudo bem, sei que serei do mesmo jeito com meu filho. cometerei alguns erros iguais, mas também errarei de forma diferente e espero acertar o alvo em alguns aspectos importantes.
como todas as outras mães, minha mãe é única. como nenhuma outra mãe que conheço ela sabe - bem demais - da importância que tem na minha vida e na de minha irmã, e não faz nenhuma questão de esconder isso. acho que vou ser exibido como ela quando for pai.
te cuida mundo, tu não vai se livrar da dona laci marostega zibetti tão fácil, ela vai continuar brilhando através das gerações.
como todas as outras mães, minha mãe deve chorar ao ler esse texto emotivo. e eu não precisava dizer isso, mas sei que ela faz questão de ouvir:
mãe, te amo!! beijos do teu filho que tu não deixa te esquecer.
chegouencomenda aqui em casa, encomenda com gosto de casa de mãe e de aconchego.
além do prometido dvd (pra saciar minha votade de ver 'aquele' clássico às 3 da matina) várias outras coisas só pensadas por uma mãe que conhece seu filho de forma irritantemente uterina:
- trufas - o melhor doce do mundo, chocolate com recheio de...chocolate!!!
- macarrão, pesto e funghi - agora sim, minhas raízes italianas estão completas (é a maneira de minmha mãe dizer "meu filho, você tá se alimentando direito?")
- toalhas, lençóis e travesseiros com cheiro de casa de curitiba
como sempre, devo ter esquecido alguma coisa, como sempre devo estar sendo injusto com a minha mãe, aquela que, com certeza é a minha maior fã!
tudo bem, ela pode não ter a crítica mais imparcial, mas é a motivação necessária pra quando acho estar no caminho errado. mais que isso, quando ela acha que estou no caminho errado faz questãod e deixar isso bem claro.
às vezes ela acerta, às vezes acerto eu. devo dizer que o placar está favorável a ela, mas tudo bem, nesse ponto eu aceito perder de goleada.
assim é a minha mãe, com seus erros e acerto. como todas as outras mães tem seus momentos de sabedoria luminosa e outras opiniões que creio tacanhas e ultrapassadas. tudo bem, sei que serei do mesmo jeito com meu filho. cometerei alguns erros iguais, mas também errarei de forma diferente e espero acertar o alvo em alguns aspectos importantes.
como todas as outras mães, minha mãe é única. como nenhuma outra mãe que conheço ela sabe - bem demais - da importância que tem na minha vida e na de minha irmã, e não faz nenhuma questão de esconder isso. acho que vou ser exibido como ela quando for pai.
te cuida mundo, tu não vai se livrar da dona laci marostega zibetti tão fácil, ela vai continuar brilhando através das gerações.
como todas as outras mães, minha mãe deve chorar ao ler esse texto emotivo. e eu não precisava dizer isso, mas sei que ela faz questão de ouvir:
mãe, te amo!! beijos do teu filho que tu não deixa te esquecer.
quinta-feira, 11 de maio de 2006
que vergonha!
meu último post tá parecendo folhetim de jornal sensacionalista, um daqueles depoimentos daquele tipo:"foi terrível seu guarda, a onda veio em minha direção e levou tudo, não posso descrever o pavor que eu senti".
mas enfim, não vou apagar o que publiquei, fica o registro de um momento meio embaraçoso pra me envergonhar.
era isso por hoje
abraços a quem tem coragem de me acompanhar
ps: mesmo já tendo me auto-criticado, aceito críticas de bom grado. mas nem pensem em elogiossem fundamentos que eu solto o verbo mesmo - se preciso até serei chulo!
mas enfim, não vou apagar o que publiquei, fica o registro de um momento meio embaraçoso pra me envergonhar.
era isso por hoje
abraços a quem tem coragem de me acompanhar
ps: mesmo já tendo me auto-criticado, aceito críticas de bom grado. mas nem pensem em elogiossem fundamentos que eu solto o verbo mesmo - se preciso até serei chulo!
sendo pego pelo ônibus
Ontem a cidade andava, ou melhor, parava, ainda mais bagunçada. Motivo: greve de motoristas e cobradores de ônibus.
O dia começara como todos os outros, acordei e fui ao ponto. No caminho pro Incra ouvi rumores de que uma greve de ônibus já começara. Pra ser bem sincero não acreditei muito não, vi muito ônibus rodando nas ruas.
Pela noite, ao voltar pra casa, soube que o n° de coletivos diminuíra drasticamente. Cogitei a possibilidade de pegar um moto-táxi, eles são comuns aqui em são luís e mais em conta do que um táxi comum. Mesmo assim, do trabalho pra casa - do Anil ao Renascença - ficaria salgado.
Estava nessas reminiscência quando um ônibus passou. Peguei-o feliz da vida pensando: "me dei bem, nem está lotado, a greve deve ser balela". A viagem transcorreu sem incidentes até a Praça Deodoro, ao chegar nesse local o motorista foi informado que logo mais a frente estavam impedindo a passagem e furando pneus de ônibus que ainda ousavam circular. Resultado: o motorista deu ré por duas quadras, fez um contorno e tentou iniciar um outro caminho. Vale ressaltar que já erma umas 7 da noite e meu estômago reclamava da solidão, sentindo um vazio nada existencial.
A alternativa revelou-se um fracasso. Chegamos na Bandeira Tribuzzi (uma das 2 principais pontes da cidade, e, logom, um dos 2 únicos modos de atravessar o rio são francisco nesse trecho da cidade) completamente engarrafada. Pra piorar ouviam-se comentários de que os fura-pneus estavam por perto. O ônibus não podia mais seguir pela ponte, o trânsito estava impossível, de modo que ele deu uma ré, virou o ônibus na pista e ficou na contramão, tentando encontrar uma saída. Nessa hora o coletivo ficou como convocação da seleção, todo mundo tinha um palpite e uma idéia diferente. A fome, e a absoluta falta de noção de onde por onde seguir, me fizeram ficar quieto. Finalmente o motorista teve a luminosa idéia de seguir para a outra ponte – a José Sarney (nem eu nem a população gostamos do nome, tanto que todos a chamam de ponte são francisco). Para conseguir seu intento, o motorista teve que entrar na contramão de uma rua e depois subir num canteiro que divide a pista.
Próximo à são francisco também havia engarrafamento, mas ao menos o trânsito fluía vagarosamente. Preocupava o fato de o fura-pneus estarem próximos. Apreensivo, o motorista apagou as luzes internas e mandou todo mundo abaixar a cabeça. Ele queria fingir que era um ônibus voltando pra garagem. Seria exagero dizer que parecíamos um bando de refugiados tentando atravessar a fronteira (mas tenho certeza que minha mãe usaria esta imagem ao contar esse causo). De todo modo, havia uma certa tensão, volta e meia um passageiro mandava o outro se abaixar e ficar quieto. De minha parte, eu tinha mais fome que preocupação. Seria apenas um incômodo andar uns 5 km a pé, mas nada mais que isso. Claro que a fome fazia essa possibilidade ser bem mais do que um incômodo. E nesse ambiente nos aproximamos da ponte.
No fim das contas não apareceu nenhum fura-pneus e passamos a ponte tranquilamente. O motorista foi aplaudido pelos passageiros como herói, mas teve a humildade de só agradecer a deus pelo feito (mesmo assim, seu sorriso denunciava o império da falsa modéstia).
Passado o congestionamento da ponte, tudo correu bem. Somente hoje fui descobrir os motivos da greve. Quem me conhece sabe que sou, de um modo geral, favorável a greves. Mas quando soube a motivação da paralisação fiquei indignado, foi briga de chapa sindical que perdeu a eleição!! Sério, nem nos meus tempos de movimento estudantil nós fomos tão ridículos (e olha que já fizemos coisas n ada louváveis). Segue o trecho do jornal:
"A briga interna entre ex-diretores, membros de chapas impugnadas na última eleição do Sindicato dos Rodoviários de São Luís, e a atual diretoria, chegou às ruas e avenidas da cidade, pegando toda a população "de calças curtas"
O sindicato afirma que dia 16 haverá uma greve, dessa vez tendo como pauta reposição salarial. Há rumores de que o protesto será nos moldes da ‘catraca livre’.
Dia 16 eu digo pra vocês como foi. Até lá, vamos que outras ‘aventuras’ a cidade me reserva.
O dia começara como todos os outros, acordei e fui ao ponto. No caminho pro Incra ouvi rumores de que uma greve de ônibus já começara. Pra ser bem sincero não acreditei muito não, vi muito ônibus rodando nas ruas.
Pela noite, ao voltar pra casa, soube que o n° de coletivos diminuíra drasticamente. Cogitei a possibilidade de pegar um moto-táxi, eles são comuns aqui em são luís e mais em conta do que um táxi comum. Mesmo assim, do trabalho pra casa - do Anil ao Renascença - ficaria salgado.
Estava nessas reminiscência quando um ônibus passou. Peguei-o feliz da vida pensando: "me dei bem, nem está lotado, a greve deve ser balela". A viagem transcorreu sem incidentes até a Praça Deodoro, ao chegar nesse local o motorista foi informado que logo mais a frente estavam impedindo a passagem e furando pneus de ônibus que ainda ousavam circular. Resultado: o motorista deu ré por duas quadras, fez um contorno e tentou iniciar um outro caminho. Vale ressaltar que já erma umas 7 da noite e meu estômago reclamava da solidão, sentindo um vazio nada existencial.
A alternativa revelou-se um fracasso. Chegamos na Bandeira Tribuzzi (uma das 2 principais pontes da cidade, e, logom, um dos 2 únicos modos de atravessar o rio são francisco nesse trecho da cidade) completamente engarrafada. Pra piorar ouviam-se comentários de que os fura-pneus estavam por perto. O ônibus não podia mais seguir pela ponte, o trânsito estava impossível, de modo que ele deu uma ré, virou o ônibus na pista e ficou na contramão, tentando encontrar uma saída. Nessa hora o coletivo ficou como convocação da seleção, todo mundo tinha um palpite e uma idéia diferente. A fome, e a absoluta falta de noção de onde por onde seguir, me fizeram ficar quieto. Finalmente o motorista teve a luminosa idéia de seguir para a outra ponte – a José Sarney (nem eu nem a população gostamos do nome, tanto que todos a chamam de ponte são francisco). Para conseguir seu intento, o motorista teve que entrar na contramão de uma rua e depois subir num canteiro que divide a pista.
Próximo à são francisco também havia engarrafamento, mas ao menos o trânsito fluía vagarosamente. Preocupava o fato de o fura-pneus estarem próximos. Apreensivo, o motorista apagou as luzes internas e mandou todo mundo abaixar a cabeça. Ele queria fingir que era um ônibus voltando pra garagem. Seria exagero dizer que parecíamos um bando de refugiados tentando atravessar a fronteira (mas tenho certeza que minha mãe usaria esta imagem ao contar esse causo). De todo modo, havia uma certa tensão, volta e meia um passageiro mandava o outro se abaixar e ficar quieto. De minha parte, eu tinha mais fome que preocupação. Seria apenas um incômodo andar uns 5 km a pé, mas nada mais que isso. Claro que a fome fazia essa possibilidade ser bem mais do que um incômodo. E nesse ambiente nos aproximamos da ponte.
No fim das contas não apareceu nenhum fura-pneus e passamos a ponte tranquilamente. O motorista foi aplaudido pelos passageiros como herói, mas teve a humildade de só agradecer a deus pelo feito (mesmo assim, seu sorriso denunciava o império da falsa modéstia).
Passado o congestionamento da ponte, tudo correu bem. Somente hoje fui descobrir os motivos da greve. Quem me conhece sabe que sou, de um modo geral, favorável a greves. Mas quando soube a motivação da paralisação fiquei indignado, foi briga de chapa sindical que perdeu a eleição!! Sério, nem nos meus tempos de movimento estudantil nós fomos tão ridículos (e olha que já fizemos coisas n ada louváveis). Segue o trecho do jornal:
"A briga interna entre ex-diretores, membros de chapas impugnadas na última eleição do Sindicato dos Rodoviários de São Luís, e a atual diretoria, chegou às ruas e avenidas da cidade, pegando toda a população "de calças curtas"
O sindicato afirma que dia 16 haverá uma greve, dessa vez tendo como pauta reposição salarial. Há rumores de que o protesto será nos moldes da ‘catraca livre’.
Dia 16 eu digo pra vocês como foi. Até lá, vamos que outras ‘aventuras’ a cidade me reserva.
quarta-feira, 10 de maio de 2006
um pouco fora do rumo
quer saber, não aguento mais esse papo da bolívia,
na real, não aguento esse papo da mídia com a bolívia.
pô, até mesmo eu sei que o plano de nacionalização do gás não surgiu do nada, já tinha sido referendado num plebiscito do ano passado, tava anunciado, só que foi adiantado em cerca de 15 dias, não foi surpresa pra petrobrás, pra enron e muito menos pros meios de comunicação.
mas a mídia pareceu não saber.
aliás, a mídia nativa, em sua maioria, resolveu aderir ao estilo 'cidade alerta'. todo mundo falando em retaliação, em necessidade do país endurecer contra a bolívia.
endurecer como? já imagino que ótimo seria uma guerra. já sei, vamos mobilizar nossos tanques e apontá-los para o chaco, funcionou no caso da roubo de armas da favela não ém mesmo?! está comprovado que o brasil só tem a ganhar se utilizar seu aparato militar, talvez seja até mesmo a hora de pedir ajuda pors nossos vizinhos do norte, sempre tão solícitos quando se trata de questões militares.
dá licença, depois da campanha de nacionalização do petróleode 1953 o brasil não tem moral pra criticar a mesma atitude dos vizinhos.
tá certyo o país em recorrer à solução diplomática. falar em guerra é memso muita burrice
mas, ressalto, parece que a cultura reinante é o modo ratinho de agir
e mais não falo que eu cansei desse assunto, deixo opinões agudas para tempos enfernos em mãos mais competentes, como mino carta. e nem pretendo ser luís fernando verissimo para falar de política sem ser chato ou pontífice.
amanhã voltamos com nossa programação normal.
na real, não aguento esse papo da mídia com a bolívia.
pô, até mesmo eu sei que o plano de nacionalização do gás não surgiu do nada, já tinha sido referendado num plebiscito do ano passado, tava anunciado, só que foi adiantado em cerca de 15 dias, não foi surpresa pra petrobrás, pra enron e muito menos pros meios de comunicação.
mas a mídia pareceu não saber.
aliás, a mídia nativa, em sua maioria, resolveu aderir ao estilo 'cidade alerta'. todo mundo falando em retaliação, em necessidade do país endurecer contra a bolívia.
endurecer como? já imagino que ótimo seria uma guerra. já sei, vamos mobilizar nossos tanques e apontá-los para o chaco, funcionou no caso da roubo de armas da favela não ém mesmo?! está comprovado que o brasil só tem a ganhar se utilizar seu aparato militar, talvez seja até mesmo a hora de pedir ajuda pors nossos vizinhos do norte, sempre tão solícitos quando se trata de questões militares.
dá licença, depois da campanha de nacionalização do petróleode 1953 o brasil não tem moral pra criticar a mesma atitude dos vizinhos.
tá certyo o país em recorrer à solução diplomática. falar em guerra é memso muita burrice
mas, ressalto, parece que a cultura reinante é o modo ratinho de agir
e mais não falo que eu cansei desse assunto, deixo opinões agudas para tempos enfernos em mãos mais competentes, como mino carta. e nem pretendo ser luís fernando verissimo para falar de política sem ser chato ou pontífice.
amanhã voltamos com nossa programação normal.
segunda-feira, 8 de maio de 2006
sem brancas nuvens
"Sabe escrever seu nome?"
"Com a graça de Deus, sei sim senhor."
e, no mais das vezes, isso era tudo p que eles sabiam fazer com uma caneta perante um contrato. assim é a realidade da maioria dos assentados que têm a oportunidade de adquirir crédito fundiário.
na verdade eu formulara pergunta errada. o que aquela gente humilde sabia era desenhar em cima de uma linha. e poucos entre eles decodificavam o desenho. diziam-lhes que aqueles rabiscos eram seus nomes e eles acreditavam.
mas notei que havia alguns que se esmeravam, buscavam a redonda perfeição num 'a' e num 'o', cortavam o 't' numa lmediatriza perfeita. à sua maneira exercitavam uma caligrafia chinesa, tal era o afinco com que se dedicavam a uma simples assinatura.
as mulheres seguramente dedicavam maior valor à escrita. tinham lá seus motivos. os homens tratavam a escrita como mais um instrumento. pragmáticos, para eles escrever era assinar um contrato, preencher um cheque, formular uma ata etc.
já para as mulheres escrever era a tarefa em si. a escrita era chave e fechadura. escrever era mais uma maneira de compreender. e as mulheres - e aqui vou ser tendencioso mesmo - por seu instinto materno sempre exercitaram a compreensão de maneira muito mais natural do que os homens.
e era por isso que elas chegavam tarde da noite, sob a luz de uma lamparina ou de uma lâmpada frac, e sentavam a treinar a assinatura. ali ficava um pedaço da identidade delas e, ao mesmo tempo, a assinatura era uma nova identidade que se acrescia à pessoa que a depositava no papel.
essas mulheres criavam, sme o sbaer, uma nova vida, uma vida que se recusava a passar em branco. mas, mais que isso, elas adentravam um novo cárcere, seus desenhos lhes abriam portas de um labirinto e, como se sabe, as portas de um labirinto só servem para nos levar a outras portas.
escrever é isso, um labirinto sem o novelo-guia de teseu. deve ser por isso que as letras são tão tortuosas, e que as palavras são tortuosidades mais complexas, e que frases são exponencialmente tortuosas...
********
não sei como é o mundo de quem desconhece as palavras, não me recordo dele. não credio que ele seja impossível, embora com certeza seja bem mais opressivo. mas sei que meu mundo, sem essa tortuosidade em nanquim, grafite ou carvão seria bem mais branco. infernalmente branco.
"Com a graça de Deus, sei sim senhor."
e, no mais das vezes, isso era tudo p que eles sabiam fazer com uma caneta perante um contrato. assim é a realidade da maioria dos assentados que têm a oportunidade de adquirir crédito fundiário.
na verdade eu formulara pergunta errada. o que aquela gente humilde sabia era desenhar em cima de uma linha. e poucos entre eles decodificavam o desenho. diziam-lhes que aqueles rabiscos eram seus nomes e eles acreditavam.
mas notei que havia alguns que se esmeravam, buscavam a redonda perfeição num 'a' e num 'o', cortavam o 't' numa lmediatriza perfeita. à sua maneira exercitavam uma caligrafia chinesa, tal era o afinco com que se dedicavam a uma simples assinatura.
as mulheres seguramente dedicavam maior valor à escrita. tinham lá seus motivos. os homens tratavam a escrita como mais um instrumento. pragmáticos, para eles escrever era assinar um contrato, preencher um cheque, formular uma ata etc.
já para as mulheres escrever era a tarefa em si. a escrita era chave e fechadura. escrever era mais uma maneira de compreender. e as mulheres - e aqui vou ser tendencioso mesmo - por seu instinto materno sempre exercitaram a compreensão de maneira muito mais natural do que os homens.
e era por isso que elas chegavam tarde da noite, sob a luz de uma lamparina ou de uma lâmpada frac, e sentavam a treinar a assinatura. ali ficava um pedaço da identidade delas e, ao mesmo tempo, a assinatura era uma nova identidade que se acrescia à pessoa que a depositava no papel.
essas mulheres criavam, sme o sbaer, uma nova vida, uma vida que se recusava a passar em branco. mas, mais que isso, elas adentravam um novo cárcere, seus desenhos lhes abriam portas de um labirinto e, como se sabe, as portas de um labirinto só servem para nos levar a outras portas.
escrever é isso, um labirinto sem o novelo-guia de teseu. deve ser por isso que as letras são tão tortuosas, e que as palavras são tortuosidades mais complexas, e que frases são exponencialmente tortuosas...
********
não sei como é o mundo de quem desconhece as palavras, não me recordo dele. não credio que ele seja impossível, embora com certeza seja bem mais opressivo. mas sei que meu mundo, sem essa tortuosidade em nanquim, grafite ou carvão seria bem mais branco. infernalmente branco.
balanço
nunca quem parte é a mesma pessoa quem volta
depois desse chavão, comecemos afinal o balanço da viagem.
e como o melhor do bolo é mesmo a cobertura vou falar direto do que mais me marcou na viagem: seu raimundo cangaceiro!
seu raimundo é um representante típico do agreste, teve vários filhbos, criou todos por perto e com pulso firme, mantendo-os por perto. tem seu pedaço de terra e não sai de lá nem a bala, acha um absurdo quem não utiliza a terra ou quem a vende, a terra é dele e é tudo que tem pra deixcar pros seus filhos. faz questão de não ter mais terra do que aquela que pode trabalhar com suas próprias forças, e ele já tem 80 anos (40 só nessa terra).
cabra valente, de uma valentia antiga, encara você no olho e mantém a voz e a postura firme em nome do que acha certo (seu trabalho e sua família sobretudo) e é cheio de grandes tiradas que refletem bem seu modo de pensar: "aqui só falta o que não tem"; "não assino carta fechada, essa é uma herança que meu pai me deixou".
faz questão de ser enterrado na propriedade dele, já reservou até o espaço.
não gosta de se meter à toa nos assuntos dos outros, mas sua palavra é respeitada na comunidade. impõe respeito pelos seus atos passados mas não é de modo algum soberbo. pediu desculpas por não ter nos recebido direityo - só pôde preparar uma galinha e um tatu, ehehe - e se sente ofendido se ironizamos a sua hospitalidade.
nos recebeu de maneira firme, sem nunca baixar a cabeça para nós, os 'representantes do governo', mas se portou com cordialidade extrema e nso contou excelentes histórias sobre os tempos em que teve que enfrentar a polícia pra evitar a grilagem de suas terras.
enfim, seu raimundo representa bem o mito do sertanejo: um forte, mas um forte que faz questão de partilhar o pouco que tem.
seu raimundo não é perfeito, não é um homem 'bom' do campo, no sentido ídilico, tampouco é um bruto que venceu pela força, é apenas mais um desses que resistiu a adversidades sem nunca perder de vista seu orgulho pessoal. talvez por isso, foi uma das pessoas mais sábias que conheci na viagem, ainda que meu contato com ele tenha sido muito diminuto.
depois desse chavão, comecemos afinal o balanço da viagem.
e como o melhor do bolo é mesmo a cobertura vou falar direto do que mais me marcou na viagem: seu raimundo cangaceiro!
seu raimundo é um representante típico do agreste, teve vários filhbos, criou todos por perto e com pulso firme, mantendo-os por perto. tem seu pedaço de terra e não sai de lá nem a bala, acha um absurdo quem não utiliza a terra ou quem a vende, a terra é dele e é tudo que tem pra deixcar pros seus filhos. faz questão de não ter mais terra do que aquela que pode trabalhar com suas próprias forças, e ele já tem 80 anos (40 só nessa terra).
cabra valente, de uma valentia antiga, encara você no olho e mantém a voz e a postura firme em nome do que acha certo (seu trabalho e sua família sobretudo) e é cheio de grandes tiradas que refletem bem seu modo de pensar: "aqui só falta o que não tem"; "não assino carta fechada, essa é uma herança que meu pai me deixou".
faz questão de ser enterrado na propriedade dele, já reservou até o espaço.
não gosta de se meter à toa nos assuntos dos outros, mas sua palavra é respeitada na comunidade. impõe respeito pelos seus atos passados mas não é de modo algum soberbo. pediu desculpas por não ter nos recebido direityo - só pôde preparar uma galinha e um tatu, ehehe - e se sente ofendido se ironizamos a sua hospitalidade.
nos recebeu de maneira firme, sem nunca baixar a cabeça para nós, os 'representantes do governo', mas se portou com cordialidade extrema e nso contou excelentes histórias sobre os tempos em que teve que enfrentar a polícia pra evitar a grilagem de suas terras.
enfim, seu raimundo representa bem o mito do sertanejo: um forte, mas um forte que faz questão de partilhar o pouco que tem.
seu raimundo não é perfeito, não é um homem 'bom' do campo, no sentido ídilico, tampouco é um bruto que venceu pela força, é apenas mais um desses que resistiu a adversidades sem nunca perder de vista seu orgulho pessoal. talvez por isso, foi uma das pessoas mais sábias que conheci na viagem, ainda que meu contato com ele tenha sido muito diminuto.
sexta-feira, 5 de maio de 2006
luz dos olhos
minha amiga camila prando - cujo blog esta no link à direita do vídeo - reclamou que ando com olhos de colonizador.
nada mais natural camila querida, afinal eu trabalho no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.
mas isso não é desculpa, talvez essa resistência em ampliar meu olhar seja receio de partir realmente de casa, medo de perder aquilo que me forma e me identifica. ou talvez eu simplesmente seja mais tacanho e obtuso do que gostaria de admitir.
mas isso são apenas desculpas. você tá certa camila, tá na hora de afastar o colonizador e ser um pouco mais colono. tá na hora de abarcar o mundo do outros, mais do que respeitar a diferença, tá na hora de desejar essa diferença, entrar de cabeça na diferença pra só assim compreender a sua existência.
fácil falar....mas estou disposto a me desprender do distanciamento analítico.
com certeza o maranhão vai adquirir outro sentido
(na verdade ele já vem adquirindo, mas eu falo disso em outro post)
e por enquanto estamos conversados!
nada mais natural camila querida, afinal eu trabalho no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.
mas isso não é desculpa, talvez essa resistência em ampliar meu olhar seja receio de partir realmente de casa, medo de perder aquilo que me forma e me identifica. ou talvez eu simplesmente seja mais tacanho e obtuso do que gostaria de admitir.
mas isso são apenas desculpas. você tá certa camila, tá na hora de afastar o colonizador e ser um pouco mais colono. tá na hora de abarcar o mundo do outros, mais do que respeitar a diferença, tá na hora de desejar essa diferença, entrar de cabeça na diferença pra só assim compreender a sua existência.
fácil falar....mas estou disposto a me desprender do distanciamento analítico.
com certeza o maranhão vai adquirir outro sentido
(na verdade ele já vem adquirindo, mas eu falo disso em outro post)
e por enquanto estamos conversados!
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