quando se tem um blógue tu passa, na maior parte dos teus momentos de interesse, pensando o que vai publicar nele. e isso se transforma num exercício obsessivo de observação. se tu der sorte e conseguir controlar, vira apenas um hábito salutar.
mas há que se exercer certa crítica.
não dá pra ficar na superficialidade se teu blógue for sore um assunto específico (esportes, política, cinema etc.). e nem pense em sair publicnado qualquer coisa que der na telha num blógue mais confessional (até dá, mas tu corre o risco cada vez maior de se arrrepender depois que for tarde demais pra deletar a informação vexaminosa).
pois bem, ditto tudo isso, fiz um check-up do dia de ontem e 3 assuntos me ocorreram:
1. natação.
depois de muito tempo reiniciei a natação. uma série de imprevistos e desencontros me impedira de começar ontem. admito, muitos dos problemas derivaram da minha preguiça, mas outros tantos foram externos e não cabe aqui enumerá-los sob pena de cansar - desnecessariamente - o leitor.
o importante é ter recomeçado. antes eu até tentara fazer musculação, era té mais prático, já que tem uma academia do lado de casa. mas não deu certo. coisas que me incomodam numa academia: aqueles inúmeros espelhos em que todos vigiando o vizinho; as pessoas que em geral vão a uma academia; aquela exposição da academia para a rua (pagamos pra pagar mico pros transeuntes); as pessoas da academia; a música horrível que toca (quem foi o gênio que instituiu que poperô dá ânimo pra malhar? a mim só causa asco!); as pessoas; o clima afobado , a pressão nas articulações e o suor; as pessoas...
andva a já há anos afastado da natação. cair na piscina na casa de amigos me fez lembrar o quanto eu sentia falta dela. vejam bem, nunca fuium esportista, nunca tive grande coordenação motora e, até o final da adolescência, me incomodava com a galhofa dos proto-atletas que há em toda escola. a ausência desses empecilhos caiu como uma luva pra mim. foi o primeiro esporte que quis praticar na vida (o outro foi capoeira, mas isso é outra história). na piscina ninguém ficava me olhando enquanto estava debaixo d'água, eu não ouvia os risos de ninguém enquanto nadava, nem as broncas, ninguém dependia de mim,eu não dependia dos outros e, acima de tudo, ninguém me enchia o saco, nem o professor (e eu sabia como evitar qualquer crítica, isso porque a minha enorme autocrítica me bastava), essa privacidade sempre foi o fator mais importante.
é preciso admitir, sou um ser de água-doce. o mar nunca me atraiu, eu o acho pegajoso e aquela sensação de sal secando sob o sol escaldante (sacram a aliteração?!) não tinha como me desagradar mais. e mesmo assim a o desconforto piorava com a areia grudando no corpo (e por dentro da sunga, argh!).
agora, quando se trata de piscina, lago, chuva ou rio a coisa muda de figura. poso ficar horas na água. acho que foi essa uma das grandes vantagens dos tais lençóis maranhenses, a água doce.
daí o motivo da minha felicidade ao nadar ontem. dizem que as pessoas produzem feromônios ao se exercitarem. não sei dizer se isso é verdade (acho que a maioria das pessoas que diz isso também não sabe se é verdade, apenas acredita em algo que leu em um lugar qualquer). mesmo assim eu saí da piscina revigorado. já nadei melhor do que ontem, o corpo ainda sentia os anos longe da água e ficava meio bambo nos movimentos. mesmo assim o corpo não reclamou de cansaço e nadou direitinho. fiquei impressionado comigo meso (daí talvez a satisfação), impressionado em como começara bem, cumpri o objetivo que tinha me proposto para o primeiro dia de retorno às atividades físicas. eis outra coisa que me satisfaz na natação, eu consigo visualizar meus objetivos muito mais facilmente, sempre em busca da borda da piscina, sepre procurando corrigir o movimento (e corrigir, nesse caso, é deixá-lo mais natural é - paradoxalmente - colocar a cabeça de lado e deixar que o corpo siga seu caminho), empre tentando completar mais 100 metros, sempre atrás de uma marca melhor, e sempre atras dos meus limites, danem-se os limites dos outros.
o céu não é o limite, a água é que é sem limites.
2. voz do brasil.
e não é que meu padrast tinha razão?! a voz do brasil é, além de útil, necessária. lógico, é a notícia contada pelo lado do giverno. mas em que difere essa parcialidade da parcialidade de qualquer emissora. pelo menos quando o sujeito escuta a voz do brasil ele sabe que é a versão do governor e pode ouvir as notícias com o devido filtro crítico armado.
há ´na voz do brasil notícias que nenhum jornal daria destaque, seja porque não são bombásticas demais, não contém escândalo suficientes ou porque são quase banais (informações de algum projeto implementado pelo governo). e não há como - nem deve haver, ressalte-se - maneira de obrigar as tevês a noticiarem o que é passado na voz do brasil. talvez desse pra fazer programas oficiais na emissoras educativas, mas não mais do que isso.
interessante é que no rádio se condensam as principais informações dos 3 poderes. e isso é um baita serviço à população. quem não quiser ouvir que desligue o rádio. bom, na verdade eu creio que fosse possível retirar certa obrigatoriedade da voz do brasil, mas não impedir a existência dela. as rádios, a meu ver, poderiam ter a liberdade de escolher qual o melhor horário pra passar o programa. agora, esse poder de escolha teria que ser relativizado. não adianta ter rádio passando a voz do brasil às 3 da matina e argumentar que ouve quem quer. que seja num horário razoável para o ouvinte em geral, algo entre 18 e 22 horas, por exemplo. e que fosse obrigatório pela rádio o horário em que a rádio exibiria o programa. dessaforma se dá ao ouvinte a opção de prestigiar a voz do brasil ou migrar pra outra rádio.
acho que dessas idéias aqui postas até que pode sair um projetinho bem razoável. aliás, essa idéia não é nem original, mas será que algum dos nossos digníssimos representantes já tentou pô-lo em prática?
3. detonautas
a rádio universitária ontem, num programa chamado 'música nova' tocou o novo trabalho desa banda.
pô, quando ouvi o nome do programa pensei logo num bando de bandas (qula será o coletivo de bandas?) obscuras ou independentes que poderiam ser apresentadas ao público. e nunca uma banda que já tocou "ao vivo" (aspas mais do que necessárias) na "malhação" (aspas desnecessárias).
mesmo assim, eu tentei dar uma chance a eles. e antes que o diogo mineiro venha me tirar um sarro eu tenho que dizer que a culpa por essa inusitada tolerância é da mídia. sim, dela mesma? foi ela quem escreveu uma série de críticas louvando a melhora do bando, dizendo que eles não erma mais pops-hardcore-melódico, que até puxavam pro rock progressivo nuam faixa de 18 minutos, que percebia-se a mão do produtor edu k (do De Falla) e mais um monte de elogios improváveis em sites variados (alguns deles até conceituados, diferente do sandro borbas - que não gosta de detonautas - mas é um sem-conceito porque gosta de engenheiros do hawaii).
resumod a ópera: não aguentei ouvir 3 músicas. também com versos como "meus olhos grandes de medo revelam a solução" e "você dormiu sem me dizer as coisas boas do seu dia / e eu saí sem te contar o que importa nessa vida" ate´que eu aguentei muito.
bom, mas oq eu dava pra esperar desse bons jovis do nacionais? não dá pra suportar tanta pretensão poética, ainda mais quando travestida de batida hardcore. se bem que no fim das contas eles até que seguem uam tradição bem tupiniquim, mas não a tradição que eles acham seguir. eles nada mais são do que o rpm da nova geração. o rpm, aliás, era um roupa nova com verniz de ira (e nem falo do bom ira, pode até sr o ira mediano do acústico mtv!).
e mais não digo porque já parei de ouvi-los, cansei de reclamar e estou satisfeito que quinta feira tem mais natação!!!!