terça-feira, 18 de julho de 2006

então...


"A impressão que JJ me passou, sem saber nada a seu respeito, foi que provavelmente ele fosse gay, porque tinha cabelos compridos e falava americano. Muitos americanos são gays, não são? Sei que não foram eles qu inventaram a homossexualidade, pois dizem que foram os gregos. Mas os americanos a ajudaram a colocá-los de novo na moda. Ser gay era um pouco como as olimpíadas: desapareceram em tempos remotos, e os trouxeram de volta no século XX. De qualquer jeito eu não sabia nada obre os gays, portanto apenas presumi que fossem todos infelizes e quisessem se matar."


('Maureen', no livro 'Uma longa queda' de NIck Hornby)







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então povo, fui na parada gay esse final de semana.

"e aí foi bom pra você?"

"Olha, foi minha primeira vez, pra falar a verdade foi decepcionante"

sinceramente, a parada, ao menos aqui em são luís, foi bem diferente da imagem que tinah dela.
pra começar tinha uma série de trios elétricos tocando música eletrônicas, alguns ficavam tão próximos que a música de um se confundia com o do outro.

não sei se é inevitável, mas vi uns caminhões de som de um cnadidato a deputado fedral. nem a parada gay eles perdoam hoje em dia pra jogar santinho.

tinha mkuita gente, mas muita gente mesmo, de modo que em vários momentos houve um aglomero. velho que sou, referendei mentalmente que não aguentava mais balbúrdia e excesso de gente num mesmo local.

na verade eu quase não vi gays, eles ficavam ofuscados na multidão de heteros. se ao menos os heteros estivessem presentes pra prestigiar o movimento pela diversidade sexual tudo bem, mas o não foi a impressão que tive. me pareceu mesmo que era um carnaval fora de época com música eletrônica ao invés de axé, em que o pessoal foi atrás da azaração e da curtição e aproveitou pra rir um pouco daqueles 'viados esquisitos'.

pelo menos teve o show da vanessa da mata no final, que foi legal. mas - sempre tem um 'mas' - a galera não se empolgou com o show, a maioria ficou preocupada em ficar com alguém.

pra completar meu dia, furtaram minha carteira. o dinheiro - 10 reais - nem foi uam perda tão grande, piro foi sumirem com minha caretira de motorista, tive que desembolsar 80 pilas pra fazer a segunda via!!!!

eu definitivamente não devo comparecer a shows em são luís, é decepção na certa.

quinta-feira, 13 de julho de 2006

uma banda na umbanda




de um conversa descontraída sobre umbanda surgiu a semente de uma idéia: e se os orixás formassem um grupo de rock?

eis o fruto:

Xangô - comecemos pela base. ao detentor do som do trovão só poderia caber a bateria. ali, na chamada 'cozinha' do grupo, discreto encontramos o senhor das pedreiras compenetrado na sua função de dar consistência à banda. sem ele na percussão a música perderia peso, quebrar-se-ia ao menor deslize. façamos justiça: Xangô é imprescindível! dá segurança aos demais, é o ponto de referência dos demais. o grupo não apenas sabe que ritmo seguir como, graças a ele, fica livre para ousar. afinal, o que seria dos malabarismos de um Mick Jagger sem um Charlie Watts na bateria pra lhe dar sustentação?

Ogum - na linha de frente não poderia ser diferente. Ogum é o responsável pela 1ª guitarra, aquela que faz a abse do agudo (agudo como sua lança), com eventuais riffs apontados em direção ao público. só ele é ousado o suficiente pra encarar o instrumento em que cada erro é percebido mais nitidamente. mesmo porque ele não tem medo de errar, erra sim, mas levanta e se recupera e parte pra novo ataque sonoro. seus solos são diretos e potentas, qualdo inventaram o punk-rock era Ogum quem empunhava a guitarra. não é menos verdade porém que ele pode fazer harmonias ansiosas que definem o sucesso ou fracasso de um música. ele é capaz de seguir sozinho, mas prefere tomar a frente do palco encarar o público e chamar os outrso do grupo pra batalhar com ele. é por isso que John Frusciante, do Red Hot Chilli Peppers, cabe bem nesse perfil. O mesmo podemos dizer de um solista que aceita dividir o palco sem perder a imponência como Santana.

Oxóssi - transitando no terreno da indecisão. entre a base do grave e a euberância do agudo, lá está Oxóssi, tocando seu baixo. está naquele som que não aparece numa primeira audição mas que pode se fazer presente quando necessário (ou quando for do interesse do músico). é o apoio que permite à guitarra acompanhar mais facilmente a bateria, assim como o arco ajuda a lança na batalha. a agressividade com um toque de melnacolia, a inserção do blues no rock'n'roll, assim é o baixo de Oxósse. eventualmente um solo pode surir e fazer a diferença, dar o suíngue certeiro à crueza da guitarra. não acredita? ouça a introdução de Cannonball, do 'Breeders', ou procure conhecer 'Morphine' que nem guitarra tem, só sax, bateria e baixo! ou, pra ficar no exemplo mais evidente de como até um baixo pode dominar o grupo, preste atenção no baixista 'Flea', do já citado Red Hot.

Oxum - no doce das águas a sedutora voz de uma Iara. nada menos que o holofote principal deve incindir sobre ela. o público se encanta em como aquela mulher consegue colocar suavidade em meio a balbúrdia de instrumentos. P. J. Harvey se torna mais linda ao destilar sua rouquidão ao lado de guitarras distorcidas. Isabel Monteiro do 'Drugstore' fecha os olhos enquanto o baixo e a bateria complementam sua indignação extasiante. o público se rende ante um o vocal dominate e carente de Oxum. A beleza com um toque de dor, como Dolores O'Riordan, do 'Cranberries'.

Iemanjá - a senhora da imensidão marítima tem um coração tão grande que não se importa se não chamar atenção. ao contrário, o que ela quer é que os outros brilhem no palco. contudo, mãe zelosa que é, não suporta ver os filhos encararem a platéia sem poder apoiá-los. por isso não é de estranhar que atue como backing vocal e se dê por satisfeita, ao ponto de roubar a etnçaõ vez ou outra. bem verdade que isso gera atritos com Oxum, mas nada que prejudique a performance do grupo. Rita Lee, durante sua passagem pelos 'Mutantes' e - na minha opinião - mãe do rock brasileiro, é boa representante do tipo. é Iemanjá quem acalma os egos e impede que o som se perca em excessos, como George Harrison fez nos Beatles durante muito tempo.

Iansã - impetuosa, o improviso é sua tônica. tempestuosa, não para quieta e, para ser bem aproveitada na banda tem que ficar no comando da 2ª guitarra. é Iansã quem comanda as maiores estripulaias, quem pega o público de surpressa com um solo no local inesperado, é ela quem subverte a melodia. se o punk nasceu de um Ogum, o rock progressivo teve a mão de uma Iansã. Jimmy Hendrix é a própria encarnação relâmpago no palco e Angus Young, do 'AC/DC' é um furacão numa banda já elétrica.

Exú - alguém tem que fazer o trabalho sujo e Exú pega esse serviço com prazer. o protetor dos caminhos também protege o grupo aonde quer que vá, é multi-função, tanto é o roadie que prepara, afina e carrega os instrumentos, quanto o segurança responsável por intermediar o assédio do público.

não, eu não esqueci Oxalá. quem vocês acham que é o empresário capaz de gerenciar uma banda cheia de astros?

terça-feira, 11 de julho de 2006

geléia geral




raça é essencial. mas, se apenas vontade bastasse pra vencer, a seleção de gana seria campeã antecipada. nem no nome conseguiriam batê-la.

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perto de casa existe a 'academia gym'. obviamente o nome vem do inglês gymnastics. mas, sempre que passo na frente a correlação é automática: academia gym = academia do gin seria o único local em que vinícus, otto lara e miéle fariam exercícios.

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depois da copa o Serviço de Atendimento on-line da CBF vai mudar para "falhe conosco" (também cmo forma de lembrar o roberto carlos).

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Seção FEBEAPÁ:

-projeto de lei do deputado ha-ha-hauly exige que só façam parte da seleção brasileira jogadores que tenham atuado nos últimos 12 meses no brasil - concordo e louvo a patriótica iniciativa od ilustre deputado, mas é preciso exigir que outros países sigam o mesmo modelo. só assim a gente não corre o risco de topar com zidane, thierry henry, thuram...

-nunca deixa de me surpreender pessoas que continuam dizendo que essa copa foi comprada pela alemanha!! comprar uma derrota pra itália? essa é boa. pior é quem diz que o brasil foi pago pra perder!!! sinceramente, o futebol que o brasil apresentou é que nem propaganda. propaganda da mastercard: não tem preço!

- adesivo de carro: "Deus inventou o sexo seguro e o chamou de casamento". (juro que é verdade!)

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por que é tão difícil encontrar mostarda na maioria das lanchonetes? ela é muito melhor que catchup!

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_Mas como não entende padre?! Deus mais do que ninguém deveria entender o desejo de 2 velhos se casarem na igreja. Afinal Ele é velho também.
_Meu filho Deus não é velho...nem jovem... nem preto, nem branco, nem homem, nem mulher...
_Isso não ´pe Deus, isso é Michael Jackson.
(do filme "O filho da noiva")

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admito que fui meio provinciano - mal de criação curitibana - ao classificar os nomes das pessoas aqui no maranhão como esquisitos.
ora, o que faz um nome mais ou menos esquisito no final das contas? na maior parte das vezes é apenas questão de costume.
édson não é tão diferente assim de eledemilson. soa-nos estranho porque o ouvimos em menor proporção. o mesmo pode-se dizer de osvaldo em relação a erisvaldo, pra citar outro exemplo. e há nomes que soam estranhos e arcaicos hoje mas não era assim antigamente como, por exemplo...Raposo. Tá, foi um exemplo péssimo, ams isso não é um tratado e eu não consigo pensar em outro.

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a propaganda da aracruz-credo celulose cai como uma luva pra seleção brasileira com seu slogan: "vamos fazer um bonito papel lá fora".
e a seleção fez.
fez um papelão.

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aqui em são luís números nas casas são meramente decorativos. ninguém se orienta por eles, ninguém liga pra eles, ninguém os usa como referências. teria pena dos carteiros mas creio que eles também seguem a lógica de não darem bola aos números. a
na maior parte das ruas os edifícios e lojas não são numerados e, quando o são, não seguem lógica nenhuma. exemplo, av. são luís rei de frança, ordem dos números (quando eles existem nas casas): 449, 77, 250, 154....
seria injusto dizer que eles não se orientam por nada. aqui a lógica é diferente é pelo número da quadra na rua, e pela casa na quadra (eu moro na rua das magnólias, quadra 05, casa 07). é difícil pra mim acostumar com essa lógica variada, mas eu até que me viro.

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e por hoje chega que eu já passei a limpo muitos do bilhetinhos guardado no meu porta cartões. quando encher papel com bobagens diversas de novo eu escrevo outro geléia geral.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

prenomes e sobrenomes

uma coisa engraçada acontece com os nomes aqui no maranhão.
engraçada pra quem é do sul, que está acostumada com encontros consonantais em sobrenomes. encontrar sobrenomes como miroslav, podolski ou matterazi é relativamente fácil no paraná (vai ver por isso que todo papa tem algum parente no interior do paraná).
já aqui não, aqui predomina o sobrenome mais simples. abundam pereiras, silvas, almeidas, gomes, araújos, limas etc.
em curitba eu achava o máximo porque tinha UM amigo com sobrenome comum, aliás, era até incomum pela quatidade de simplicidade: dos santos souza e silva.
meus amigos sulistas tem sobrenomes como godoy, ynoue, zawadski, weber, venturelli e por aí vai...
enfim, se já era difícil acertarem meu sobrenome em curitiba aqui eu nem tento mais. toda vez que tenho que falar meu nome pra algum cadastro já vou tirando a carteira de motorista. e todo mundo pergunta se 'marostega zibetti' é alemão!!

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se os sobrenomes são simples e lembram bem a tradição brasileira (devem ter sido portugueses batizando índios e negros, mas isso é só conjectura não ouso afirmar como verdade) o mesmo não se pode dizer dos nomes.
claro, há uma enormidade de josés, joões, marias, jesuses, franciscas e os indefectíveis raimundos e severinos.
mas, em compensação encontramos nomes como edivaldo ('d' mudos aqui são raridades, mesmo em edgar), lindosmar, mirosvaldo, odene, neura, tétis e tetiana (são irmãos,por óbvio), ermerinda, iolete e, o melhor: óliude (conseguem descobrir onde ele se ispirou?

p-p-por hoje é só p-p-p-pessoal!

segunda-feira, 3 de julho de 2006

tem culpa eu?!

A bem da verdade, não houve nenhuma surpresa. A seleção jogou (jogou?) como nas vezes anteriores. Isto é, jogou mal, sem trabalhar como equipe e desperdiçando os talentos individuais. Só brasileiros esperançosos e iludidos poderiam crer que essa seleção mostraria um futebol condizente com seu elenco.
“futebol é uma caixinha de surpresas”, “nem sempre o melhor time vence”. Concordo e acrescento: pra mim parte da beleza do futebol vem daí, o imprevisto está sempre rondando.
Mas não foi o que aconteceu nesse sábado. A previsibilidade imperou e venceu o melhor. Mas que isso, a zebra dessa copa sem zebras foi o brasil chegar às quartas de final. Justo seria gana ter nos vencido.
Parreira declarou que não é hora de procurar culpados, que são todos responsáveis. Ora dizer que a culpa é de todos é o mesmo que dizer que ninguém tem culpa. É uma generalização que em nada ajuda esclarecer o ocaso da seleção.
Na minha opinião agora é o momento mais propício de todos para procurar culpados., é hora de questionar, identificar e corrigir os erros.
Pensando nisso elaborei uma ‘lista de suspeitos’. Elenco os possíveis culpados, lembrando que as opções podem ser mescladas. E, afinal, em meio ao FEBEAPA que se tornaram as conversas e a procura por explicações do previsível nesse mundo pós-eliminação esse texto é só mais uma besteira do festival:

- a culpa é do zagallo: porque “brasil hexacampeão” tem 16 letras, “o brasil é hexa” tem 12 e “zagallo pé-frio” tem 13!
- a culpa é do felipão: que levou o brasil ao penta em 2002 e reforçou o argumento de que é nosso destino sagrado ir às finais.
- a culpa é do bernardinho: por mostrar no como um time campeão pode se motivar para conquistar mais um título, por ensinar jogadores já vitoriosos a usarem todo seu potencial e a trabalharem em equipe e, acima de tudo, por ser treinador de vôlei e não de futebol.
- a culpa é do ronaldinho gaúcho: por tratar a bola como vinícius faz um soneto, ter carisma e, mesmo assim, parecer um mágico mambembe em final de carreira.
- a culpa é do kaká: porque arrebentou nos amistosos, se estabeleceu como promessa de destaque e foi se encolhendo conforme a equipe treinava e se ‘entrosava’.
- a culpa é do roberto carlos: que continuar sendo um nome associado a um cantor que vende milhares de cópias.
- a culpa é de gana e do japão: porque perderam por mais de 3 gols do brasil e desta forma propagaram a idéia de que a seleção estaria evoluindo e que arrebentaria na “próxima partida” (essa próxima partida aliás, tem cada vez mais cara de sebastianismo).
- a culpa é da imprensa: por criar expectativas, por encher o saco do parreira com perguntas, por ter medo de criticar, por ser agourenta, por procurar culpados, por fabricar craques...(é tão fácil culpar a imprensa, dá pra escolher qualquer argumento).
- a culpa é da nike: por fazer aquelas propagandas do ‘joga bonito’ e assim criar a ilusão de que o brasil jogava assim em campo.
- a culpa é da argentina: que só perderam porque se recolherame permitiram o empate da alemanha mas que – justiça seja feita – brigou até o final e pode dizer, sem hipocrisia, que foi eliminada fazendo o melhor.
- a culpa é da globo: que já previa o fracasso da seleção ao escolher como música-tema "epitáfio" dos titãs (tocada ao final dos amistosos), canção cheia de felizes coincidências tais como "o acaso vai nos proteger"(até quando) e "devia ter arriscado mais" (e como!).
- a culpa é do ricardo teixeira: porque é fácil culpar esse já suspeitável dirigente que se auto-glorificaria caso o brasil fosse hexa,e porque a cbf não é mesmo flor que se cheire há tempos.
- a culpa é do galvão bueno: que é irritantemente chato e desvia minha atenção do jogo com suas verdades absolutas que mudam ao sabor dos hormônios.
- a culpa é do zidane: que mostrou como é possível ganhar, ser objetivo e eficiente e dar espetáculo ao mesmo tempo.
- a culpa é dos números: afinal a estatística e o desejo de bater recordes superou o desejo pelo futebol.
- a culpa é do elenco ‘dream team’: ao acreditar que poderia resolver qualquer obstáculo em alguma jogada individual e genial e ignorou que um grupo é mais do que apenas a soma das partes.
- a culpa é do zico: que passou o sapo enterrado pra gente ao torcer pro brasil após a eliminação do o japão.
- a culpa do tabu da copa na europa: já que nunca um não-europeu ganhou uam copa no velho continente (exceção feita ao brasil que, na suécia em 58, surpreendeu todo mundo, até ele mesmo).
- a culpa é do paulo vinícius coelho: que entende tudo de futebol e não está onde deveria estar: dirigindo a seleção, ou ao menos na comissão técnica (se ele quiser começar humildemente o coritiba futebol clube o aceitaria de braços abertos!!!).
- a culpa é do juca kfouri: e sua teoria conspiratória furada que nem precisou ser posta à prova afinal, com esse futebol do brasil nem se o árbitro ajudasse seria suficiente.
- a culpa é do josé trajano: que não cumpriu a promessa de se desfilar de baiana após uma das vitórias da seleção.
Mas, o Parreira pode ficar tranquilo, você não tem culpa de nada, já resolvi o enigma. Acompanhem meu raciocínio: minha mãe, fã inconteste do Scolari, não queria ter de torcer contra ele num eventual jogo contra o brasil. Como, de todo modo, o desejo se realizou, a culpa é da minha mãe!!!