assunto já meio velhoe batido, mas não posso deixar de dar um pitaco e relatar minha saudosa experiência aeroportuária-natalina.
(pausa pra tomar fôlego depois de tantos polissílabos juntos)
agora sim, segue o texto:
o inferno eu não sei, mas os aeroportos no final de ano com certeza são estágios do purgatório. depois de hoje – 22 de dezembro – tenho crédito com deus pra mais uns 150 anos de pecados. já perdi, ganhei, perdi de novo e ganhei mais uma vez meu bom humor. acho que agora entrei num estado de calma paranóica, mais ou menos como se tivesse tomado valium.
tenho motivos para tanto:
- passei a madrugada de quarta para quinta numa fila de check-in em são luís (2 horas e meia pra fazer um check-in e receber dos funcionários a clásica desculpa de ‘problemas nos computadores’);
- de são luís fui à brasília e lá passeei pelo centro, arrastando os pés por conta da noite praticamente em claro;
- às 4 da manhã entrei num check-in para um vôo das 6 (não havia funcionários nos guichês, eles só retornaram ao serviço às 4:40 e eu despachei minha bagagem às 5:55);
- trocaram meu vôo original por outro que iria direto a curitiba, mas esse só sairia às 10 manhã (vão fazendo as contas...). menos mal, assim me livrei de uma conexão em congonhas - no mínimo seriam mais 3 horas de atraso. é claro que eu novo vôo também atrasou;
- às 6 e meia vi o sol nascer no aeroporto;
- gastei uma fortuna em capuccinos de aeroporto;
- perdi a conta de quantas vezes agradeci aos céus por ter um mp3 player;
- fui entrevistado por um jornalista do correio brasiliense que, como todo jornalista, deve ter distorcido o que falei. mas eu o perdôo, deve ser um saco ter de cobrir todo dia a mesma puta, digo, pauta. pobre jornalista;
- ególatra que sou, ser entrevistado me deixou de bom humor. sobretudo quando descobri que minha foto ia ser publicada (minha foto dormindo no chão do aeroporto com o chapéu na cara, bem siesta mexicana mesmo);
- depois disso até consegui encontrar atendentes atenciosos, mas, ressalte-se, eles eram da INFRAERO, os funcionário da TAM não tem como não viverem em estresse permanente dada a constante balbúrdia que ronda seus vôos;
- pra quase finalizar, acabei saindo de brasília às 2 da tarde e perdi doze horas dormindo em curitiba logo que cheguei. leia-se: perdi uma sexta feira de provável festança em curitiba por conta de toda a maratona aeroportuária.
depois de tudo isso, é bom deus tratar de me compensar em 2007. ou, ao menos, riscar do caderninho certas atitudes minhas de 2006.
Um comentário:
Ó ceus!
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