quinta-feira, 18 de maio de 2006

nota de esclarecimento

aos ansiosos de plantão gostaria de ressaltar que a situação não é tão periclitante quanto a descrevo.

a vida não anda um mar de rosas, mas também não está nem próxima do oitavo círculo do inferno (acho que nem no purgatório estou).

acontece que sou mesmo dramático na escrita. é o meu problema com as palavras. elas nunca conseguem dizer exatamente o que querem dizer, sempre dizem mais ou menos.

posso até dizer que sou o oposto de humpty-dumpty (o ovo em cima do muro de 'alice no país do espelho'), minhas palavras me exageram. se estou feliz é a maior felicidade do mundo, um acontecimento bacan se torna uma epifani, uma revelação, um gozo supremo quando a descrevo.
da mesma forma a minha trsiteza tem mais do que tons sombrios, é uma degradação, uma perdição mesmo, algo irrecuperável e podre. qualquer coisa que dê errado é fruto da minha imensa fraqueza, da minha inaptidão em fazer algo certo, da minha vilania, minha maldade perene a qual insisto em sucumbir. e assim a vida é uma eterna tragédia a qual sobrevivemos...

eu sei, sei bem, que não sou nem tão oito nem oitenta.
as palavras é que parecem não entender o que tento dizer a elas.

mas é assim mesmo, não vou mudar meu estilo, quando uso as palavras, elas têm que ser fortes e impressionantes, têm que ser exclamadas ou interrogadas. não serei um poeta das palavras-tons-pastéis!!!!

Um comentário:

Anônimo disse...

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