sábado, 26 de agosto de 2006

do outro lado do fone de ouvido


ontem conheci uma rádio por dentro, a rádio universitária da cidade. tá, a programaçã poderia ser mais ousada e o tempo de propaganda poderia ser mais curto, não é uma lúmen fm mas dá pro gasto e é a melhor opção pra fugir de jovem pan, rádios evangélicas ou dial-forró.

a estrutura da rádio é excelente, mas conhecê-la foi como ver um truque elaborado pelo mister m (mas sem a locução insuportável do cid moreira). agora, toda vez que a escuto já visualizo a sala de locução. é como se parte da magia se perdesse. normalmente, na falta de um espaço pros nossos olhos, os ouvidos servem de referência pra mente montar os ambientes, era divertido imaginar as pessoas por trás das vozes do rádio. agora, pelo menos no que concerne à Rádio Universitária 106,9 FM, vai ficar mais difícil abstrair.
mas não impossível. já na volta pra casa da visita, passando pela ponte são francisco enquanto ouvia 'hurricane' do bob dylan esqueci o ambiente da rádio e tive vontade de gritar. o visual bacana das luzes sobre as águas, combinado com uma boa música me fez crescer a empolgação. não saí correndo gritando como gostaria, mas acho que falei alto pro vento algo como ' a vida é boa pra caralho' porque os poucos presentes no ônibus passaram a me olhar esquisito.
quer saber? dane-se! olhares de esguelha nunca me impediram antes.

*******
e já que esqueci de ligar pra minha mãe como todo filho comportado deveria fazer. já que ela teve que me ligar pra me lembrar do aniversário DELA, resolvi deixar a data registrada aqui no blógue assim nenhum dos outros leitores vai esquecer. e talvez ano que vem até me lembrem da data.

beijos dona LACI. tu não é imortal, mas age como se fosse, tu não é alta, mas anda como se fosse. tu nãoé mais jovem, mas deixa muita rapariga no chinelo.

e tu não é mãe de muita gente que gostaria de te ter como mãe. vai ter que se contentar sendo apenas a MINHA mãe, desse filho desnaturado que zarpou pro outro lado da linha do equador.

continue com os cabelos revoltos caindo nos olhos brilhante, continue com seu falatório estabanado e suas idiossincracias cativantes.

beijos de escusas do teu filho, murilo.

5 comentários:

eSQCer disse...

Bela declaração de amor!
P.S. Você gritou mesmo aquilo no ônibus?! Queria ter um pouco dessa tua liberdade, dessa tua leveza... O mundo ainda me sufoca demais. Bj.

Carol disse...

Murilo, eu já gritei muito no meio da rua!!!! Muita gente já se assustou comigo!!! Mas as vezes me dá uma vontade de sair assim, correndo e gritando, é uma vontade quase irrestível, mas dentro do ônibus confesso que nunca gritei!
Mas fazer o que né? Apesar dos prognósticos negativos muitas vezes também acho a vida boa pra caralho!!!!!!!
Ah1 E não se culpe, tb já esqueci o aniversário da minha mãe, e do meu pai tb!!!!

Anônimo disse...

Dá uma olhada e vê se tu guenta esperar até a outra semana:

http://www.jorgeben.com.br/sec_agenda.php?language=pt_BR

Muri, vem pra Recife vem...
:***

Anônimo disse...

passei por aqui hoje e (dada tua produção frenética) tomei um chá de blog.
passei por aqui hoje e qualquer hora volto pra comentar que nem gente.

um abraço!

Snow disse...

E eu q grito sempre baixinho, li em voz alta o trecho q fala da ponte São Francisco. Certamente não é a mesma, mas tive q reler pra entender q poderia não ser aquela q liga Juazeiro a Petrolina e q, tantas vezes passei de noite, sem rádio, sem luzes, sem som...
Distâncias.
Minha mãe faz aniversário dia 2 de setembro, e como esse ano esqueci mesmo depois dela me lembrar dias antes, então, vou usar esse post aqui como utilitário tb. rs
Ah, são as pontes! No fundo, elas são todas parecidas.
Bjs

26 Setembro, 2006 17:07